Como descrever a vida nas colmeias?

Em uma colmeia vive uma sociedade dividida em castas. Estão ali presentes a abelha rainha; as operárias, de quem depende toda a vida na colmeia; e os zangões, que têm como única função a reprodução

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Em uma colmeia vive uma sociedade dividida em castas, onde as abelhas do sexo feminino dominam. Estão ali presentes a abelha rainha e as operárias, de quem depende toda a vida na colmeia. “Já os zangões, que são os machos e têm como única função a reprodução, dependem das operárias para sobreviver”, afirma Paulo Sérgio Cavalcanti Costa, professor do Curso a Distância CPT Produção de Pólen e Geleia Real, em Livro+DVD e Curso Online.

A rainha é produzida pelas próprias abelhas operárias. A larva da rainha se desenvolvem em uma célula de criação muito maior que um alvéolo de operária. Na célula real, mais conhecida como realeira, é fornecida uma dieta especial, à base de geleia real, que a tornará uma rainha, diferenciando-se das operárias. Essa geleia é secretada pelas próprias abelhas que cuidam da futura rainha. Depois do voo nupcial, a rainha passa a fazer posturas, podendo colocar de dois a três mil ovos por dia, com boa fecundidade até o terceiro ano de vida. Ela domina toda a população da colmeia por meio de uma substância exalada denominada feromônio, que mantém a unidade da colmeia.

As operárias cuidam da colmeia, fazendo todo tipo de atividade: higiene, busca de alimento e água, coleta de pólen (fonte proteínas da dieta), néctar (transformado em mel) e resinas (que compõem a própolis). Elas também secretam e moldam a cera, para a construção dos favos, alimentam a rainha e os zangões, e cuidam das larvas até seu nascimento.

Quanto aos zangões, eles não possuem ferrão e dependem do alimento (mel e pólen) elaborado pelas operárias, podendo ser expulsos da colmeia em épocas de escassez de alimento. Outra característica importante é que o zangão morre após a cópula com uma rainha. O zangão adulto não é alimentado pelas operárias. Somente a rainha é alimentada através da teofalax (boca a boca), durante toda a sua vida.

Para chegar até a fase adulta, a abelha passa por diversas transformações, chamadas de metamorfose, seguindo a sequencia de ovo, larva, pré-pupa, pupa e adulto. Ao todo, são 21 dias entre a postura e o nascimento de uma abelha operária, 16 dias para a rainha e 24 dias para o zangão.

Vale a pena observar que esse ciclo evolutivo está baseado no desenvolvimento das abelhas europeias. As abelhas africanas nascem, normalmente, com um dia a menos. Ao longo da vida da operária, ela exerce diversas funções dentro e fora da colmeia. Em geral, as operárias, em períodos de floradas, vivem até cerca de 42 dias de idade, iniciando sua vida de campeira a partir de 20 dias após seu nascimento. Esse tempo de vida pode se alongar mais na entressafra de flores, quando o trabalho da operária como campeira se reduz significativamente, e ela passa a maior parte do tempo no interior da colmeia.

Quando a rainha envelhece, diminui a produção de feromônio, o que afeta diretamente a unidade da colmeia. Sentindo o menor efeito do feromônio, as próprias operárias tratam de produzir uma nova rainha. Constroem uma ou mais realeiras, a partir da identificação de larvas ideais para a produção de rainhas. Portanto, identificam as larvas, destroen os opérculos e constroem as realeiras, as quais serão alimentadas com geleia real, até o nascimento de uma nova rainha. A primeira que nasce imediatamente destroi as outras realeiras, para que nenhuma rival possa nascer.

A colmeia, então, fica com duas rainhas: a antiga, ainda viva, e a mais jovem. Nesse momento, podem ocorrer duas situações distintas com a família que está trocando ou puxando novas rainhas. Uma delas é quando a família está trocando a rainha velha, pois esta não está mais cumprindo com a sua função reprodutiva na comunidade. Neste caso, elas matam a rainha velha ou a expulsam do enxame e não lhe fornecem mais alimentos. Em outra situação, pode ocorrer um fenômeno conhecido como enxameação, que é causado por diversos motivos, tais como: flata de espaço para o desenvolvimento da colmeia, favos velhos e defeituosos, rainhas velhas (neste caso, duas princesas sobreviverão: uma permanecerá na colmeia e a outra acompanhará metade do enxame), instinto enxameatório (predominante entre as abelhas africanas), etc. Portanto, um enxame pode se dividir (enxameação) sem que, necessariamente, a rainha esteja velha ou improdutiva.

Este fenômeno de enxameação, tende a acontecer mais ao final das floradas, quando as reservas alimentares da colmeia estão elevadas. Também pode ocorrer por falta de espaço na colmeia que se vê obrigada a fazer uma divisão. Esse fenômeno é o responsável pela multiplicação e distribuição das abelhas.

Aprimore seus conhecimentos sobre o assunto. Leia a(s) matéria(s) a seguir:


- De onde vem a própolis e como ela é utilizada pelas abelhas?
- Colmeia Langstroth: ferramenta importante na produção de própolis
- Doenças e parasitas em abelhas? Como assim? Existe mesmo isso?

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Por Silvana Teixeira.

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