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Abelhas sem ferrão - mel com baixo teor de açúcar e ação antibacteriana

Abelhas sem ferrão - mel com baixo teor de açúcar e ação antibacteriana

 

As abelhas sem ferrão produzem méis de sabores variados e muito apreciados por quem conhece. Enquanto coletam néctar para produzi-lo, essas abelhas polinizam flores e ajudam a biodiversidade. Como muitas dessas espécies produzem mel saboroso, é muito grande a procura pelos próprios meleiros, que retiram o mel destruindo a colmeia, assim contribuindo para a extinção dessas abelhas em algumas regiões.

A criação dessas abelhas e a sua exploração racional, podem contribuir para a preservação das espécies e dar ao meliponicultor oportunidade de obter mel de qualidade. O mel das abelhas sem ferrão contém mais umidade do que o de Apis mellifera e, por isso, pode fermentar com mais facilidade. No entanto, as meliponídeas adicionam propriedades provenientes de glândulas salivares que dão uma característica de leve acidez ao sabor, tornando-o não enjoativo.

O mel das abelhas sem ferrão é considerado o mais delicioso que existe, além de ser diferenciado por sua consistência, aroma, coloração e sabor. Além disso, quase todas as características físico-químicas desse mel atendem aos padrões exigidos pela legislação brasileira, com base no mel da Apis mellifera.

Uma das grandes vantagens do mel das abelhas sem ferrão refere-se ao teor de açúcar do mel das melíponas e trigonas, menor que o mel das Apis, chegando a 70 %. Tem maior concentração de levulose, um açúcar mais doce que a sacarose. Já o teor de água é maior, variando entre 23 e 30 %, conforme a espécie. Esse mel possui, também, uma elevada atividade antibacteriana e é tradicionalmente usado contra doenças pulmonares, resfriado, gripe, fraqueza e infecções de olhos, em várias regiões do país.

No entanto, o conteúdo de água presente nestes méis é uma das características mais marcantes, geralmente apresentando valor superior a o exigido pela legislação brasileira, o que aumenta a possibilidade de multiplicação dos microrganismos presentes, acarretando na sua fermentação e consequente deterioração. Os principais microrganismos responsáveis pela fermentação do mel são as leveduras e bolores, alterando as características organolépticas e químicas do produto.

A adoção de métodos de manejo, colheita e beneficiamento do mel não obedecendo às BPFs (Boas Práticas de Fabricação), associados à umidade elevada (21 a 45%) e à presença de microrganismos podem acarretar problemas de conservação. Por isso, todo o cuidado é pouco. Após sua retirada, em poucos dias, mantido à temperatura ambiente, pode fermentar, sendo necessário seu armazenamento em geladeira.

Infelizmente, a produção deste mel é muito limitada, ficando a cargo de regiões onde existem estas abelhas. Sendo assim, torna-se um produto raro, porque só pode ser produzido em locais onde existam florestas tropicais ou subtropicais nativas. A alta cotação do preço do mel das meliponídeas no mercado varia em média, de R$ 15,00 a 90,00 cada litro, dependendo da espécie.

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Por Andréa Oliveira.

Fontes: Embrapa, USP, WebBee e Wikipédia

Acesse os links abaixo e conheça mais sobre as abelhas:

Anatomia das abelhas

O mercado do mel no Brasil

Abelhas sem ferrão e com ferrão

Funções da rainha

Funções do zangão e das operárias

Termorregulação da colmeia

A dança em busca de alimento

ABELHAS SEM FERRÃO

Critérios de escolha das espécies para a criação

Requisitos ideiais para a criação

Vantagens e dificuldades quanto à sua criação

ESPÉCIES DE ABELHAS SEM FERRÃO

Abelha-Limão (Lestrimelitta limao)

Boca-de-Sapo (Partamona helleri)

Borá (Tetragona clavipes)

Guarupu (Melipona bicolor)

Guiruçu (Schwarziana quadripunctata)

Iraí (Nannotrigona testaceicornes)

Irapuã (Trigona spinipes)

Jataí (Tetragonisca angustula)

Jataí-da-Terra (Paratrigona subnuda)

Lambe-Olhos (Leurotrigona muelleri)

Mandaçaia (Melipona mandacaia)

Manduri (Melipona marginata)

Marmelada Amarela (Frieseomelitta varia)

Mirim-Preguiça (Friesella Schrottkyi)

Mombucão (Cephalotrigona capitata)

Tataíra (Oxytrigona tataira tataira)

Tubuna (Scaptotrigona bipunctata)

Uruçu (Melipona scutellaris)

ABELHAS COM FERRÃO

Origem da Apis mellifera e mecanismo de defesa

Gênero Apis e sua distribuição no mundo

Como as Apis mellifera se comunicam

ESPÉCIES DE ABELHAS COM FERRÃO

Abelha-Africana (Apis mellifera scutellata)

Abelhas Africanizadas (Africana+Europeia)

Abelha-Carnica (Apis mellifera carnica)

Abelha-Caucasiana (Apis mellifera caucasica)

Abelha-Europeia (Apis mellifera mellifera)

Abelha-Italiana (Apis mellifera ligustica)

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Comentários

Sérgio ponsam

20 de jun de 2018

Muito interessante. Gostaria de mais informações sobre abelhas sem ferrão.

Resposta do Portal Cursos CPT

21 de jun de 2018

Bom dia Sérgio,

Para mais informações, cadastramos seu e-mail em nosso boletim informativo.

Atenciosamente,

Mariana Caliman

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