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Café Conilon - principais pragas e métodos de controle

São muitas as espécies de insetos e ácaros que atacam o cafeeiro, desde suas raízes, até ramos caules, folhas e frutos. Entre eles, a Broca-do-café principal algoz do café Conilon

PRAGAS DO CONILON

A plantação de café conilon tem como principal algoz, uma praga conhecida como broca-do-café

A plantação de café Conilon tem como principal algoz, uma praga conhecida como broca-do-café. A  broca-do-café nada mais é que um pequeno besouro de cor escura responsável pela infestação de toda a plantação.  No entanto, não se pode menosprezar a informação de que são muitas as espécies de insetos e ácaros que atacam o cafeeiro, desde suas raízes, até ramos caules, folhas e frutos.

“Sempre presentes na cultura ou apenas esporadicamente, essas espécies devem ser consideradas, estudadas e combatidas, pois podem provocar sérios danos às plantas”, afirma o professor José Aires Ventura, do Curso Como Produzir Café Conilon, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas.

As pragas secundárias, aquelas que aparecem esporadicamente, são a cochonilha branca, que ataca os frutos; a lagarta das rosetas, que também ataca os frutos do café; a cochonilha Orthezia, a broca dos ramos ou broca das hastes e o bicho-mineiro. As pragas secundárias aparecem devido a fatores como desequilíbrios ecológicos, mudanças climáticas e uso excessivo de defensivos.

Portanto, aqueles que pretendem produzir o café Conilon e ter sucesso em seu investimento, deve conhecer todas essas pragas e se preparar para combatê-las, caso sua plantação seja por elas atacada.

PRAGAS DO CONILON

A  broca-do-café nada mais é que um pequeno besouro de cor escura responsável pela infestação de toda a plantação

Broca-do-café
A broca-do-café é um pequeno besouro de cor escura. As fêmeas penetram no fruto e constroem galerias nas sementes, onde colocam os ovos. Dos ovos saem as larvas, que têm cor esbranquiçada e comem vorazmente o fruto. Dentro do fruto, a larva vira pupa. E, depois, fechando o ciclo, a pupa de transforma no besouro, que é a forma adulta. E ele sai para infestar outros frutos. Esse ciclo do ovo à broca adulta tem duração média de 26 dias. A broca-do-café é prejudicial em todas as fases dos frutos do café. O ataque inicia nos frutos no estádio de chumbinho. Eles ficam alaranjados e caem prematuramente. Nos frutos verdes, maduros ou mesmo secos, a broca leva a uma perda de peso, que pode ser parcial ou total. Danos indiretos ocorrem quando microrganismos, como fungos, por exemplo, penetram pelo orifício e alteram a qualidade do café.

Métodos de controle
a) Controle cultural
Um método de controle é o repasse após a colheita, quando se coleta os frutos que ficaram nas plantas e no solo. Nestes frutos a broca permanece abrigada e sai para atacar os novos frutos, quando começam a ser formados. Também, culturas muito velhas e abandonadas devem ser erradicadas, pois, consistem em um foco frequente da broca.

PRAGAS DO CONILON

As fêmeas penetram no fruto e constroem galerias nas sementes, onde colocam os ovos

b) Controle químico
O controle com inseticidas deve ser feito quando for constatada uma infestação inicial de 3 a 5% dos frutos. A determinação do nível de infestação é feita por amostragem, colhendo em 50 plantas bem distribuídas no talhão, cerca de 100 frutos por acaso em cada planta. O inseticida deve ser prescrito por um engenheiro agrônomo.

c) Controle biológico
Outro método que pode ser usado é o controle biológico, feito pela vespa de Uganda e pela vespa da Costa do Marfim, que são inimigos naturais da broca-do-café. As vespas adultas penetram no fruto do café, através do orifício feito pela broca e colocam um ovo sobre as larvas desenvolvidas e pupas da broca. Do ovo da vespa eclode uma larva que suga o interior da larva e da pupa da broca. Além disso, os ovos, as larvas pequenas e os adultos são utilizados como alimentos pelas vespas adultas. Para o controle biológico, as vespas devem ser levadas para o campo quando começam a aparecer frutos granados com broca.

Bicho-mineiro
O bicho-mineiro tem por hábito minar as folhas do cafeeiro. O adulto é uma mariposa, de coloração prateada, que coloca os ovos na face superior das folhas. Quando eclode do ovo, a lagarta penetra na folha. Com o desenvolvimento, as lagartas vão formando a mina. Essa fase pode durar de nove a quarenta dias, dependendo das condições climáticas. O clima exerce grande influência sobre a população do bicho-mineiro. A temperatura alta favorece o desenvolvimento do bicho-mineiro e as chuvas e a alta umidade relativa do ar o desfavorecem, sendo necessário um longo período de seca para se aumentar o número de lesões. Esses fatores levam a uma grande variação de ano para ano na infestação do bicho-mineiro numa mesma lavoura. Podem ocorrer dois picos populacionais da praga, sendo um em abril/maio e outro em setembro/outubro. Nas regiões de clima mais frio, geralmente, ocorre somente o segundo pico. As desfolhas drásticas do cafeeiro, causadas por altas infestações da praga, podem afetar a frutificação, com má formação dos botões florais e baixo vingamento dos frutos.

PRAGAS DO CONILON

O bicho-mineiro tem por hábito minar as folhas do cafeeiro

Controle
Seu controle tem sido feito com diversos inseticidas fosforados e piretroides, após constatação de um nível mínimo de 30% de folhas atacadas, nos terços médio e superior do cafeeiro. A maior eficiência do controle do bicho-mineiro é obtida, misturando-se um inseticida fosforado e um piretroide, ambos em dosagem normal. Em viveiro de mudas e em lavouras até 2,5 anos de idade, o controle da praga deve ser iniciado quando do aparecimento do ataque, com presença de lagartas vivas, nas folhas do 2o e 5o pares a partir da ponta dos ramos, não devendo ser considerado, nestes casos, o nível de controle.

PRAGAS DO CONILON

São pequenos insetos sugadores de seiva

Cochonilhas
São pequenos insetos sugadores de seiva que, geralmente, iniciam seu ataque em “reboleiras” e, quando não controlados, podem disseminar-se por toda a lavoura. Elas causam o depauperamento da planta e, dependendo do grau de infestação, podem levá-la à morte.

a) Cochonilha branca (Planococcus citri – Homoptera, Pseudococcidae)
As formas jovens apresentam coloração rosada e as adultas, castanho-amarelado. Localizam-se nos ramos mais novos, folhas, botões florais e, preferencialmente, na roseta, entre os frutos. A época de maior incidência tem sido constatada a partir de março, com as primeiras estiagens, com o ataque muitas vezes prolongando-se até o início da estação chuvosa.

b) Cochonilha de placa (Orthezia praelonga – Homoptera, Ortheziidae)
As fêmeas possuem o corpo coberto por placas de cera branca, apresentando, no dorso, duas pequenas áreas esverdeadas, sem cera, e a cabeça coberta por duas placas salientes. As condições favoráveis ao desenvolvimento da praga estão associadas ao período seco e frio de anos secos consecutivos.

Controle
As cochonilhas possuem muitos inimigos naturais, o que geralmente mantém a sua população em equilíbrio. Entretanto, determinadas condições de clima favorecem o seu crescimento, fazendo-se necessário o seu controle. Em função do alto custo e da dificuldade do seu controle, não se deve deixar que a praga se instale na lavoura. Para tanto, deve-se efetuar inspeções periódicas no cafezal, a fim de identificar focos que devem ser controlados para evitar a sua disseminação pela lavoura. Para as cochonilhas que atacam a parte aérea, recomenda-se o uso de inseticidas forforados, aliados a óleo mineral emulsionável (0,5 a 1%). A pulverização deve ser feita com volume de calda suficiente para promover uma ótima cobertura da área foliar, dos ramos e do tronco do cafeeiro. Deve-se, também, pulverizar, além do foco ou reboleira, uma faixa de segurança ao seu redor e a superfície do solo, galhos e folhas caídas, quando for observada a movimentação da praga nesses locais.

PRAGAS DO CONILON

As lagartas, se não controladas, acarretam severos desfolhamentos que refletem na produção das plantas

Lagartas
O cafeeiro é atacado por várias espécies de lagartas que, na maioria das vezes, não se constituem em pragas. Entretanto, ocasionalmente, atinge altas populações que, se não controladas, acarretam severos desfolhamentos que refletem significativamente na produção das plantas.

Controle das lagartas
Normalmente, as lagartas que atacam o cafeeiro são controladas naturalmente por parasitas e predadores, os quais são encontrados nos cafezais. Se, em alguma situação, o controle químico se fizer necessário, deve-se pulverizar somente os talhões infestados, ou se o ataque ocorrer em “reboleira”, esta deverá ser pulverizada juntamente com uma faixa de segurança ao seu redor.


Confira mais informações, acessando os cursos da área Cafeicultura.

Por Silvana Teixeira

 

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