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Pastejo rotacionado - sistema de reciclagem de nutrientes

É crescente o interesse em se estudar os níveis de nutrientes minerais reciclados no sistema de pastagem rotacionado e a sua distribuição

pastejo rotacionado

É crescente o interesse em se estudar os níveis de nutrientes minerais reciclados no sistema da pastagem e a sua distribuição

Observa-se, atualmente, crescente interesse em se estudar os níveis de nutrientes minerais reciclados no sistema da pastagem e a sua distribuição. Este interesse está sendo despertado devido ao ressurgimento de sistemas baseados no manejo intensivo da pastagem, através da simples subdivisão e adoção de pastejo rotacionado.

O produtor brasileiro, provavelmente em razão de sua cultura extrativista em relação à pecuária, demonstra muito interesse e é facilmente convencido a utilizar sistemas de produção baseados apenas na fertilidade natural do solo e na reciclagem de nutrientes promovida pela rotação de pastagens em piquetes de pequena área, com alta concentração de animais, por um curto período de tempo.

É sabido que a concentração dos animais em lotes grandes favorece a deposição de elevadas quantidades de dejeções que fornecem elementos nutritivos importantes para as plantas, micro e mesofauna do solo.

“As excreções em grande volume estimulam o desenvolvimento de organismos do solo e um crescimento rápido de biomassa microbiana”, afirma o professor Adilson de Paula Almeida Aguiar, do curso Pastejo Rotacionado, produzido pelo CPT – Centro de Produções Técnicas.

O processo é rápido e quando acabam os resíduos, a microflora morre liberando nutrientes a partir dos seus constituintes celulares. Esta massa microbiana fornece 45 a 88 kg de N/ha/ano e 20 a 51 kg de P/ha/ano. Dentro deste contexto, torna-se importante definir para o produtor por quanto tempo e qual o nível de produtividade animal que o sistema suportará, sem que ocorra um colapso na produção.

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Ressurgem os sistemas baseados no manejo intensivo da pastagem, através da simples subdivisão e adoção de pastejo rotacionado

Quando se considera o animal no sistema de pastejo, as alterações na fertilidade do solo passam a ser menos previsíveis, porque há grande influência do manejo (pressão de pastejo, lotação animal), da topografia do terreno, do tipo de animal, entre outros.

A quantidade de nutrientes exportados através de produtos animal, em sistemas de pastejo, é muito reduzida em relação ao total reciclado. Observa-se que até 90% dos nutrientes minerais retornam à pastagem através das excreções dos animais em pastejo.

Um sistema leiteiro produzindo 8.000 kg de leite/ha/ano exporta o equivalente a 42,8 e 11 kg de N, P e K, respectivamente. Em sistemas de produção de corte (500 kg de peso vivo/ha/ano), esses valores seriam respectivamente 12,4 e 1 kg/ha/ano.

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Quando se considera o animal no sistema de pastejo, as alterações na fertilidade do solo passam a ser menos previsíveis

É importante esclarecer que os animais sob pastejo interferem significativamente alterando a distribuição e a eficiência no aproveitamento de nutrientes reciclados. A distribuição das dejeções depende de fatores como a taxa de lotação animal, a forma de pastejo, a área de descanso e a quantidade e frequência de excreção.

Um animal, por exemplo, defeca de 11 a 18 vezes/dia e urina de 8 a 12 vezes/dia, sendo que 25% dessas dejeções podem ter efeitos inexpressivos, quanto à reciclagem de nutrientes em sistemas intensivos de produção de leite, dada a deposição dessas em estábulos, sob as sombras, corredores e áreas de bebedouro.

Além dessas perdas, o restante das dejeções cobre uma porção muito variável da pastagem. SILVA (1995) citou que a proporção da área do pasto coberta por urina e fezes pode ser de apenas 5%. CORSI (1989) comentou que é normal que apenas 12% da área da pastagem receba as dejeções dos animais, e que os outros 88% da área fiquem submetidos ao mesmo sistema onde a forragem é cortada e transportada para outro local, como é o caso das áreas destinadas à fenação e ensilagem. MONTEIRO e WERNER (1997) citaram que apenas 35,5% da área total da pastagem são cobertas pelas dejeções de bovinos ao final de 1 ano (11,8% da área com fezes e 23,7% com urina).

Além da distribuição das dejeções ser desuniforme pela pastagem, precisa-se, ainda, considerar as perdas que ocorrem por volatilização (N), lixiviação (N e K), fixação (P) e erosão superficial. Os nutrientes que são facilmente absorvidos pelos animais, como o nitrogênio e o potássio, são excretados essencialmente pela urina. Na urina lançada ao solo pode haver perdas de 30% do N, em condições úmidas e de baixa temperatura; e até 70% e m condições seca e quente.

A urina que consegue penetrar no solo e escapar às perdas é considerada uma fonte prontamente disponível de nutrientes. Os nutrientes, fósforo, cálcio, magnésio, cobre, ferro, manganês, zinco e enxofre, são mais excretados nas fezes. Para que os nutrientes das fezes fiquem disponíveis às plantas, é necessário que haja a incorporação e decomposição das fezes.

Os besouros coprófagos (besouros que se alimentam de fezes) são muito importantes no processo, pois incorporam as fezes em até 24 horas, acelerando o processo de reciclagem. A distribuição das fezes pode cobrir de 1% a 46% da área da pastagem, mas a concentração de nutrientes na área de dejeção é elevada, atingindo valores de 1.040 kg de N, 480 kg de K2O e 640 kg de P2O5, considerando que o bolo fecal faz uma cobertura de 0,05 m2 e a urina 0,25 a 0,5 m2, isso faz 1 ha receber 1.000 kg de N, 1.100 kg de K2O e 35 kg de S.

Devido a essa alta concentração, somente em torno de menos de 30% dos nutrientes podem ser recuperados pela planta em áreas que recebem excretas, porque a planta não consegue absorver tudo.

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Os nutrientes que são facilmente absorvidos pelos animais, como o nitrogênio e o potássio, são excretados essencialmente pela urina

Considerando a distribuição desuniforme das dejeções e as perdas que ocorrem com os nutrientes minerais na pastagem, podemos inferir que seja imprescindível a sua adubação para evitar a queda na produção de forragem e manter a perenidade da planta forrageira.

Estudiosos calcularam que em um sistema com produtividade inicial de 9 toneladas de MS/ha há uma redução de mais de 40% na produtividade em quatro anos, devido às perdas de N. A lotação animal passaria de 1 UA/ha para cerca de 0,5 UA/ha neste período.


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Por Silvana Teixeira

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Comentários

thiago teles da mota

13 de out de 2015

Eu achei muito legal esse método de criação de bovinos .

Resposta do Portal Cursos CPT

13 de out de 2015

Olá, Thiago!

Ficamos felizes que tenha gostado.

Atenciosamente,

Ana Carolina dos Santos

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