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Como explicar o declínio do potencial de produção da pastagem?

A cada ciclo de pastejo, o solo perde nutrientes de forma negativa e cumulativa. Pouco a pouco, a forrageira passa a produzir menos, havendo o declínio do potencial de produção da pastagem

Como explicar o declínio do potencial de produção da pastagem?   Artigos Cursos CPT

 

As gramíneas cultivadas em pastagens têm capacidade de produzir 2,5 a 10 vezes mais matéria seca por área do que um grande número de outras culturas. Por isso mesmo, extraem-se até 2,500 kg/ha/ano de nutrientes minerais. “O pastejo, portanto, é um processo que transfere e exporta nutrientes do solo”, afirma Adilson de Paula Almeida Aguiar, professor do Curso a Distância CPT Recuperação de Pastagens - Método Direto, em Livro+DVD.

A extração é feita pelas plantas e a transferência para os animais que, por sua vez, exportam-nos no leite e em suas carcaças e, até mesmo, transferem-nos para os malhadouros, corredores, sala de ordenha e outros locais. Logicamente, a cada ciclo de pastejo, o solo perde nutrientes de forma negativa e cumulativa. Com isso, pouco a pouco, a forrageira da pastagem passa a produzir menos, havendo o declínio do potencial de produção da pastagem.

Esse processo de declínio só poderá ser revertido com a reposição dos nutrientes extraídos pelo pastejo, por meio da correção e da adubação química e orgânica do solo. Porém, boa parte dos pecuaristas, apresar de saberem dessa necessidade das pastagens, possuem dúvidas quanto aos resultados econômicos que podem ser alcançados. Na verdade, essas dúvidas têm fundamento, porque, como práticas mais básicas de manejo da pastagem não são comuns na maior parte das propriedades, somente o manejo da fertilidade do solo não será suficiente para que a produtividade aumente. Se a pastagem não recebe o manejo adequado, a adição de adubos não será rentável.

Porém, se é feito o manejo correto da pastagem, em solos de baixa fertilidade, será possível elevar a taxa de lotação já no segundo ou terceiro ano para duas unidades animais por hectare, apenas com o uso de calcário, adubos fosfatados e adubos potássicos, que são de custo relativamente baixo. Maiores taxas de lotação serão obtidas com o uso de adubos nitrogenados e o suprimento de outros nutrientes.

Uma vantagem adicional do manejo da fertilidade é que, com o passar dos anos, a produção de forragem ou a taxa de lotação acabam sendo muito superiores, apesar de ser utilizado um mesmo nível de adubação. Isso se deve à maior reciclagem de nutrientes no sistema, pela maior disponibilidade de matéria orgânica. Por exemplo, se são feitas adubações anuais para a produção de forragem para alimentar duas unidades animais por hectare, o que significa aproximadamente sete toneladas de matéria seca por hectare, depois de cinco anos, será possível aumentar a taxa de lotação em até uma unidade animal por hectare na mesma.

É importante destacar, ainda, que o manejo da fertilidade do solo deve se basear na adoção de boas práticas de manejo no uso de corretivos e fertilizantes. Essas boas práticas implicam aplicação da fonte de nutrientes certa, na dose certa, no lugar certo e na época certa, os chamados quatro “Cs”. A fonte certa de nutrientes e a dosagem correta serão conhecidas pela análise do solo. A aplicação no lugar certo será alcançada por uma aplicação tecnicamente bem feita. Já a época certa será aquela em que os fertilizantes são mais bem disponibilizados e usados pelas plantas. Com isso, o manejo da fertilidade do solo poderá alcançar os objetivos e as metas técnicas e econômicas, com mínimo impacto ao meio ambiente.

Aprimore seus conhecimentos sobre o assunto. Leia a(s) matéria(s) a seguir:


- Bovinos: quais fatores influenciam o comportamento de pastagem?
- Recuperação de Pastagens Método Direto, lançamento CPT

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Por Silvana Teixeira.

 

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