As três fases e subfases da degradação de pastagem

A degradação das pastagens é classificada em três fases, sendo que tanto a primeira, como a segunda e a terceira fases são divididas em subfases

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A escolha de uma técnica destinada a tirar a pastagem da situação de degradação, se é necessária reforma ou renovação, ou se pode ser aplicada a técnica de recuperação, depende diretamente do nível de degradação encontrado. “Basicamente, a degradação das pastagens é classificada em três fases, sendo que tanto a primeira, como a segunda e a terceira fases são divididas em subfases”, afirma Adilson de Paula Almeida Aguiar, professor do Curso a Distância CPT Recuperação de Pastagens - Método Direto, em Livro+DVD.

Na primeira fase, em suas primeiras subfases, a forrageira domina totalmente a área da pastagem, não havendo sinais de degradação. Bastará fazer o manejo correto para que o cultivo da forrageira se perenize. Nessa situação, mesmo que surja alguma praga ou um período de veranico inesperados, como as plantas estão saudáveis a sua população é numerosa, haverá alto grau de resistência. Mesmo em situações extremas, a utilização de intervenções mais simples terá efeito corretivo suficiente, minimizando a perda de produção e o impacto na produção animal.

Entre a primeira fase de degradação e a segunda, ocorre um processo lento e pouco visível de degradação, já que não há presença de invasoras, pragas ou espaços vazios de solo (clareiras), que somente nas subfases mais próximas da segunda fase são percebidas mais facilmente. No entanto, à medida que o manejo inadequado continua, a degradação pode ser percebida pela perda de produtividade, algo mais sutil. O que se vê é uma lenta diminuição na produção de forragem, na capacidade suporte, no vigor de rebrota e redução da qualidade da forragem, que levam à queda do desempenho animal e a uma aumento dos custos, devido à necessidade de maior suplementação na alimentação do rebanho.

Nesse momento, surge o problema do superpastejo, pois, como o produtor não percebe a queda na capacidade suporte, acaba mantendo a mesma taxa de lotação, levando ao pastejo excessivo. Com o tempo, o superpastejo fará com que a pastagem chegue a uma situação mais próxima à segunda fase da degradação, pelo surgimento de pequenas clareiras deixadas pelas plantas que crescem menos e que são ocupadas por plantas invasoras. Também, aparecem cupinzeiros, formigueiros e pragas como a cigarrinha das pastagens,.

Esses problemas indicam que a pastagem chegou à segunda fase da degradação, que é, efetivamente, a fase de pastagem degradada. O aprofundamento desses problemas, por sua vez, determina o avanço das subfases, levando a pastagem a alcançar produtividades inferiores a 50% do que era alcançado no primeiro anos após o plantio.

Nas últimas subfases, o estande da planta forrageira se reduz fortemente, até que a invasora componha 60% da população vegetal da área. Também observa-se um aumento contínuo de áreas onde não há nenhum tipo de vegetação, ou seja, o solo fica exposto, sujeito à ação direta de intempéries como chuva e insolação, adensamento da camada superficial do solo e ocorrência de erosão.

Numa situação extrema, a antiga pastagem se torna uma área em que a maior parte do solo está exposto, onde há forte erosão, com perda da camada agricultável, que é carregada para os cursos d'água, sem contar a baixa taxa de filtração de água, que compromete as nascentes da propriedade.

É importante destacar que, quanto mais avançada for a dase de degradação, além da drástica redução da produção de forragem, maior será o custo da recuperação que, num dado momento, terá de ser replantada.

Aprimore seus conhecimentos sobre o assunto. Leia a(s) matéria(s) a seguir:


- 80% das pastagens do Brasil estão degradadas, relata especialista
- Bovinos: quais fatores influenciam o comportamento de pastagem?
- Como explicar o declínio do potencial de produção da pastagem?

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Por Silvana Teixeira.

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