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A forragem está escassa? Saiba o que fazer

Com o planejamento alimentar, determina-se o balanço entre sobras e déficits de forragem produzida nas pastagens e garante-se algum tipo de ação para os momentos de seca

Pastagem escassa

O planejamento alimentar tem por objetivo determinar o balanço entre sobras e déficits de forragem produzida nas pastagens para o consumo dos animais e garantir que algum tipo de ação seja promovida para os momentos de déficit, na estação seca. Sugere-se enfocar nas possibilidades que o produtor tem para trabalhar com a estacionalidade de produção das pastagens antes mesmo de lançar mão do uso de volumosos suplementares, pois o alimento proveniente da pastagem é o mais barato para o produtor usar em seu sistema de produção. Desse modo, quanto maior for a proporção da pastagem na alimentação do rebanho menor será o custo de produção.

No Brasil, é comum o produtor estabelecer a lotação da fazenda em função do potencial de produção das pastagens durante a seca. Nessa condição, as perdas de forragem são altas em pastagens recém-implantadas, ou pastagens mais velhas, implantadas em solos de alta fertilidade e que ainda apresentam um bom potencial de produção. Essas perdas ocorrem por acamamento da forragem, pelo pisoteio do gado e pelas perdas na qualidade da forragem.

Algumas técnicas de manejo podem ser usadas para se ajustar à falta de forragem, tais como: a venda de animais terminados na entrada da seca; o uso de forrageiras com padrão de crescimento complementar; o diferimento das pastagens; e a adubação estratégica para prolongar o período de crescimento das forrageiras.

a) Venda de animais na entrada da seca


A maioria dos pecuaristas não aceita essa proposta de produção estacional, pois, tradicionalmente, os preços da arroba do boi estiveram em baixa na safra, justamente quando o pecuarista teria que vender os bois terminados. Além disso, teria que passar o período da seca com uma baixa taxa de lotação na fazenda e comprar animais na entrada do período chuvoso, que coincide com a entressafra do boi, quando os preços dos animais para  reposição tradicionalmente estariam altos. Mas, à medida que está aumentando a oferta de animais terminados na entressafra, devido ao uso de estratégias, tais como o uso de suplementos múltiplos, o uso do semiconfinamento, do confinamento e da irrigação da pastagem, não teremos uma diferença muito grande entre os preços de safra e de entressafra.

b) Uso de forrageiras com padrão de crescimento complementar


Quando em uma propriedade são cultivadas forrageiras que apresentam ritmo de crescimento acelerado durante o período das chuvas, com forrageiras com menor ritmo de crescimento, nesse período, e com melhor distribuição da produção de forragem ao longo do ano, é possível explorar a complementariedade das espécies forrageiras.

c) Diferimento de pastagens


Consiste na prática de reservar alguns pastos para que haja acúmulo de forragem que será consumida durante o período da seca. As forrageiras mais indicadas para o uso dessa técnica são aquelas que apresentam ritmo de crescimento menos acelerado durante o período das chuvas; apresentam alta proporção de folhas em relação aos caules e com alguma produção durante o outono.

d) Adubação de pastagens para prolongar o período de crescimento das forrageiras


A adubação é feita no final do período das chuvas (fevereiro a março) quando as condições climáticas ainda são favoráveis para que as forrageiras respondam à adubação. A adubação nitrogenada é a mais usada, pois esse nutriente melhora a eficiência de uso da água e da fotossíntese pelas forrageiras, além de estimular o aparecimento de novos perfilhos e aumentar a longevidade das folhas. Devido à menor resposta das forrageiras à adubação, no final do período chuvoso, quando comparada com a resposta alcançada na primavera-verão, essa técnica deve ser usada apenas em pastagens com bom estande de plantas e em solos corrigidos, para que a resposta seja a mais eficiente possível, e para categoria animal de alta resposta, como desmamados, novilhas de reposição,  primíparas e novilhos precoces.

Por Silvana Teixeira.
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