Ligue Agora (31) 3899-7000 WhatsApp SAC (31) 98799-0134 WhatsApp Vendas (31) 99294-0024 Ligamos para Você
0

Seu carrinho está vazio

Clique aqui para ver mais cursos.

Cursos da Área Curso Gestão na Pecuária de Corte Curso Terminação de Bovinos em Pasto Curso Pastoreio de Lotação Rotacionada para Gado de Leite e Corte Curso Inseminação Artificial em Bovinos - Convencional e em Tempo Fixo Curso Planejamento Alimentar em Sistema de Pastejo - Para Gado de Leite e Corte Curso Fabricação de Ração na Fazenda Curso Nutrição de Bovinos de Corte Curso Alimentação de Bovinos de Corte Curso Como Avaliar Bovinos de Corte para Compra e Seleção Curso Cria de Bezerros de Corte Curso Bovinos de Corte em Confinamento - Instalações, Produção de Alimentos e Escolha dos Animais Curso Instalações e Equipamentos para Pecuária de Corte Curso Como Aumentar a Rentabilidade na Pecuária de Corte Curso Manejo Racional de Gado para Vaqueiro Curso Recria de Bezerros de Corte Curso Bovinos de Corte em Confinamento - Manejo e Gerenciamento Curso Transferência de Embriões e Fertilização in Vitro Curso Prevenção e Controle de Doenças em Bovinos - Verminose Curso Casqueamento e Correção de Aprumos em Bovinos Curso Enquanto o Veterinário Não Chega - Atendimento a Bovinos Curso Como Fazer uma Estação de Monta Curso Melhoramento Genético de Gado de Corte Curso Técnicas para Produzir mais Bezerros Curso Avaliação e Tipificação de Carcaças Bovinas Curso Cruzamento Industrial Red Angus X Nelore Curso Produção de Novilho Superprecoce Curso Produção de Novilho Precoce Curso Criação de Touros Curso Cruzamento Industrial Limousin X Nelore Áreas Afins 30Gado de Leite 17Pastagens e Alimentação Animal 2Produção Orgânica de Leite Depoimentos dos Alunos Alunos de Sucesso Depoimentos Publicações TV Cursos CPT Artigos Notícias Dicas Cursos CPT Entretenimento Beirada de Fogão Melhores Filmes do Cinema Reflexões

EPMURAS - Sistema de avaliação de bovinos

O avaliador deve ter em mente o biótipo referência, bem como as definições de cada característica do boi

 

 Os animais devem ser avaliados sob um mesmo local ou campo de visão

O mercado de animais vivos na bovinocultura de corte brasileira tem crescido muito, exigindo do pecuarista conhecimentos cada vez mais consistentes sobre a avaliação de animais na hora da compra. Ao mesmo tempo, os programas de melhoramento genético e práticas de seleção, desde as mais complexas até as mais simples, disseminam-se por muitas propriedades, exigindo que o manejador saiba como avaliar visualmente os bovinos.

“Dos grandes produtores de animais de elite, até o criador comercial, o mercado de gado de corte está estruturado, segundo alguns estudiosos, em forma de uma pirâmide, em cuja base estão os rebanhos comerciais, de cria, recria e engorda, dedicados à produção comercial de animais destinados ao abate”, afirmam os professores Luiz Antônio Josahkian e Carlos Henrique Cavallari Machado, do curso Como Avaliar Bovinos de Corte para Compra e Seleção, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas.

No seu topo, está o rebanho de elite, produzindo e comercializando sêmen, embriões e animais vivos. Já na porção mediana, também com bovinos de raças puras, está o rebanho multiplicador, que vai produzir touros para os rebanhos comerciais, a partir da genética dos rebanhos de elite. Daí a necessidade de se fazer uma avaliação criteriosa dos bovinos, visando ao destino desses animais.  Dessa forma, houve a necessidade de se criar um sistema de avaliação de bovinos, surgindo então o EMPURAS.

Por meio desse sistema de avaliação de bovinos, faz-se um retrato falado do animal, com o qual se identificam os biótipos mais eficientes e produtivos para cada sistema de produção. O EPMURAS refere-se à estrutura corporal (E), precocidade (P), musculosidade (M), umbigo (U), características raciais (R), aprumos (A), características sexuais (S).

Baseado na metodologia de Koury Filho (2005) e Koury Filho & Albuquerque (2002), o EPMU avalia o animal da seguinte maneira:

- Estrutura Corporal (E): corresponde ao tamanho ou área do animal visto de lado, do dorso/lombo ao chão, considerando as pernas. Trata-se basicamente do comprimento corporal e altura do animal. Os escores variam de 1 a 6, sendo escore 1 pequeno e 6 grande.

- Precocidade (P): corresponde à relação entre o comprimento de costelas e altura de membros. O objetivo é identificar animais com maior profundidade de costelas, que tende a depositar gordura de acabamento mais cedo. Esse acabamento é possível de ser observado na virilha baixa e arredondamento das massas musculares, baseado em menos ossos salientes, além de pontos específicos, como a inserção da cauda, maçã do peito, paleta e coluna vertebral. Os escores variam de 1 a 6, sendo escores menores atribuídos a indivíduos mais tardios e maiores para os mais precoces.

- Musculosidade (M): corresponde às evidências de massas musculares, principalmente observadas no posterior e na linha dorso-lombar, regiões onde estão situados os cortes nobres. Animais mais musculosos são mais pesados e apresentam maior rendimento de carcaça. Os escores variam de 1 a 6, sendo escore 1 para os menos musculosos do lote e 6 para os mais musculosos.

- Umbigo (U): corresponde ao tamanho e posicionamento da prega umbilical, considerando bainha e prepúcio nos machos. Importante característica para as condições de produção brasileira – basicamente a pasto. Animais com umbigos muito pendulosos estão mais susceptíveis a patologias, podendo comprometer a reprodução. Os escores variam de 1 a 6, sendo escore 1 colado; 2,3,4 funcionais; 5 e 6 pendulosos.

As características raça, aprumos e sexualidade (RAS) tem funções importantes, relacionadas à adaptabilidade do animal ao ambiente tropical brasileiro. Alguns exemplos são: bordos dos olhos negros e com pele enrugada, protegendo dos raios solares, assim como espelho nasal pigmentado, garantindo boa pigmentação do corpo do animal; aprumos corretos garantem longevidade do animal no rebanho e sustentação da monta, tanto do macho quanto da fêmea; o touro com a tábua do pescoço e cupim escuros, estes mostram a ação da testosterona, o que pode garantir um bom reprodutor.

Conforme descrito pelo Dr. William, as definições para RAS são:

- Caracterização Racial (R): todos os itens previstos nos padrões raciais determinados pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) devem ser considerados. O tipo racial é um distintivo comercial forte e tem valor de mercado, o que, por si só, justifica sua inclusão em um programa de melhoramento. Seus escores variam de 1 a 4, sendo 1 fraco e 4 muito bom.

- Aprumos (A): são avaliados por meio das proporções, direções, angulações e articulações dos membros anteriores e posteriores. No Brasil, a maioria dos animais é criada a pasto, com suplementação mineral. Com isso, os animais são obrigados a percorrerem grandes distâncias, favorecendo aqueles de melhores aprumos. Na reprodução, bons aprumos são fundamentais para o macho efetuar bem a monta e para a fêmea suportá-la, além de estarem diretamente ligados ao período de permanência do indivíduo no rebanho.

- Características Sexuais (S): busca-se masculinidade nos machos e feminilidade nas fêmeas. Estas características deverão ser tanto mais acentuadas quanto maior a idade dos animais avaliados. Avaliam-se os genitais externos, que devem ser funcionais, de desenvolvimento condizente com a idade cronológica. Características sexuais do exterior do animal parecem estar diretamente ligadas à eficiência reprodutiva. A reprodução é a característica de maior impacto financeiro na atividade.

Como proceder à avaliação

A avaliação visual de um determinado lote de animais que formem grupos de contemporâneos deve seguir as seguintes recomendações:

- Subdividir os lotes em grupos com no máximo 30 dias de diferença de idade do mais novo para o mais velho;

- Ter claramente a definição para cada uma das características que serão avaliadas;

- Observar o lote e identificar os animais médios para cada uma das características em questão, pois esse será o parâmetro comparativo para se identificar a cabeceira e o fundo do grupo;

- Ser realizada pelo(s) mesmo(s) avaliador(es) em um determinado lote e momento;

- Avaliar os animais sob um mesmo local ou campo de visão;

- Não considerar dados de desempenho do animal, nem dos seus genitores;

- Não considerar o pedigree do animal;

- Ser rápida e precisa, preferencialmente, após as pesagens do controle de desenvolvimento ponderal, no sentido de facilitar o manejo da propriedade.


Confira mais informações, acessando a área gado de corte.


Por Andréa Oliveira

 

 

Deixe seu comentário

Avise-me, por e-mail, a respeito de novos comentários sobre esta matéria.

O CPT garante a você 100% de segurança e
confidencialidade em seus dados pessoais e e-mail.
Seu comentário foi enviado com sucesso!

Informamos que a resposta será publicada o mais breve possível, assim que passar pela moderação.

Obrigado pela sua participação.

Últimos Artigos

Artigos Mais Lidos

Fique por dentro das novidades!