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A brucelose bovina é perigosa? Sim! Conheça a doença e aprenda a evitá-la

Doença que não tem cura, a brucelose prejudica a produção dos bovinos e pode causar aborto precoce

Bovino doente - imagem meramente ilustrativa

Gilmar Ferreira, professor do Curso CPT Bovinos de Corte em Confinamento – Instalações, Produção de Alimentos e Escolha dos Animais, ressalta que a adoção de diversas tecnologias na pecuária de corte permite uma criação mais interessante economicamente, mas é necessário evitar que doenças ataquem os animais, o que pode reduzir a produtividade e até causar a morte dos bovinos.

Apesar de apresentarem grande importância para a bovinocultura, os cuidados com a sanidade dos animais costumam ser negligenciados pelos produtores, favorecendo o surgimento de doenças que poderiam ser facilmente evitadas. Muitas dessas enfermidades, já conhecidas pelos bovinocultores, são graves e merecem atenção, como é o caso da brucelose bovina.

De caráter contagioso, a brucelose bovina não deve ser uma preocupação apenas para os animais. Conhecida popularmente como febre de malta ou aborto infeccioso, ela também pode chegar até o homem:

A brucelose bovina

Causada por bactérias do gênero Brucella, essa doença tem grande potencial para contagiar facilmente todo o rebanho e seus prejuízos se estendem até as pessoas que lidam com os animais doentes. É válido mencionar que alguns produtos dos animais doentes, como o leite cru e seus derivados que não tenham passado por um processo de tratamento térmico, são nocivos à saúde humana, bem como a carne crua e restos de tecidos de animais doentes.

Transformando a doença em números, afirma-se que aproximadamente ¼ de toda a produção leiteira pode ser perdida, bem como quase 1/5 da produção de bezerros. E, muito além da parte econômica, a brucelose também prejudica a imagem do criador frente ao mercado consumidor.

- Transmissão

Por ser uma enfermidade de alta transmissibilidade, são várias as formas de contágio: por exemplo, durante o parto ou quando o animal está em processo de abortamento. Mesmo quando as vacas conseguem parir, podem contaminar os recém-nascidos ao lambê-los, quando há a presença da bactéria nela. Outra possibilidade é a partir da inseminação artificial, quando se faz uso de sêmen contaminado. No entanto, indo na contramão da doença, as chances de transmissão da brucelose no coito natural são quase nulas.

- Sinais clínicos

Há uma diferença de sintomas entre os machos e as fêmeas doentes:

  1. Os machos podem apresentar infertilidade, inflamação nos testículos, presença de lesões nas glândulas mamárias e problemas articulares como a bursite e a artrite;
  2. As fêmeas, por sua vez, demonstram queda na produção de leite, cios repetidos, partos prematuros, filhotes fracos, morte dos bezerros no nascimento, aborto na última fase da gestação, retenção da placenta, corrimento vaginal e infertilidade, que pode ser temporária ou permanente.

- Como evitar a brucelose?

Um dos fatores agravantes da brucelose é o fato de ela não possuir cura. Soma-se a isso a sua alta transmissibilidade, o que deve acender o alerta dos bovinocultores para afastá-la do rebanho. No entanto, apesar de não ter cura, há um programa de vacinação para ela, que é obrigatório.

É imprescindível buscar um veterinário para que ele oriente a melhor forma de vacinar os animais. Para se ter uma noção, há algumas particularidades em relação à vacina contra a brucelose: as fêmeas recebem dose única; são dois os tipos de vacina, a B19 e a RB51, cada um indicado para uma fase da vida dos bovinos; e, por fim, é necessário marcar os animais já vacinados.

Além de tudo isso, é sempre válido mencionar que o acompanhamento de um médico veterinário é imprescindível para garantir boa saúde aos animais, não somente prevenindo a brucelose, como qualquer outra doença que prejudique o desempenho dos bovinos ou os leve a óbito.

 


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Fonte: Rodeo West – blog.rodeowest.com.br
por Renato Rodrigues

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