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2 zoonoses vindas de roedores? Leptospirose e Hantavirose

A leptospirose e a hantavirose são duas zoonoses cujos vetores são os roedores. A leptospirose é bacteriana e bastante conhecida e descrita. Já a hantavirose é causada por vírus e pouco conhecida

2 zoonoses vindas de roedores? Leptospirose e Hantavirose

Você sabe por que a infestação de roedores é motivo de preocupação à saúde humana? Simples: porque eles são veículos de transmissão, são vetores de duas zoonoses muito perigosas aos seres humanos. Sabe quais são elas? a Leptospirose e a Hantavirose. Enquanto a leptospirose é bacteriana e bastante conhecida e descrita, a hantavirose é uma doença emergencial causada por vírus.

De acordo com o professor Marcelo Dias da Silva, do Cuso CPT Prevenção e Controle de Doenças em Bovinos: Raiva, Tuberculose, Brucelose, Leptospirose e Hantavirose, “a Leptospirose é causada por bactérias do gênero Leptospira, uma espiroqueta móvel e de alta morbidade capaz de se disseminar nos tecidos e causar doença crônica em animais hospedeiros”. Ela necessita de ambiente úmido para sobreviver, afetando animais silvestres e domésticos. O homem é tido como hospedeiro acidental.

Essa bactéria pode viver por algumas horas a 26 dias, em média de 7 a 15 dias. Teoricamente, dura enquanto a Leptospira estiver presente na urina. Nos animais, esse período pode ser longo (meses e até anos), pois o rato, uma vez infectado, elimina a bactéria por toda a sua vida.

Segundo o Ministério da Saúde, são 4 mil casos notificados por ano, mas é uma doença geralmente subnotificada, o que significa que ocorre em números muito maiores do que os oficiais. É, portanto, uma doença endêmica no Brasil. Observa-se que em 90% dos casos têm sintomas similares aos de outras viroses, como a dengue. No Brasil, os sorovares Icterohaemorrhagiae e Copenhageni estão relacionados aos casos mais graves. Aproximadamente 1% dos pacientes costuma desenvolver a forma mais grave, sendo fatal em 1 a 5% desses casos.

Hantavirose: ratada


A hantavirose é uma zoonose viral aguda, emergente, relativamente pouco conhecida. Sua taxa de mortalidade é relativamente alta e o contágio acontece por meio do contato com os excrementos e secreções de roedores. O homem é a principal vítima. É causada por vírus da família Bunyaviridae, do gênero hantavírus,

Um fenômeno curioso que contribui para o aumento da contaminação por hantavirose são as ratadas, nome popular para a proliferação exponencial de ratos, camundongos e outros roedores silvestres devido às condições favoráveis de alimentação, abrigo e reprodução criadas pela floração de bambus e taquaras.

Em território brasileiro, os casos confirmados da hantavirose são recentes e a maioria dos quadros se apresentou na forma da síndrome cardiopulmonar por Hantavírus. Como muitas vezes os médicos estão despreparados e os demais agentes de saúde sequer conhecem essa doença, os veterinários, pelo fato de se tratar de uma zoonose, têm a obrigação de conhecê-la e difundir os conhecimentos para promover a saúde. Entre as principais vítimas dessa doença estão os trabalhadores rurais, boias-frias, pessoas que acampam e pescam, moradores de locais em condições
sanitárias ruins, entre outros.

Formas em que a hantavirose se apresenta pelo mundo:


• Europa e Ásia: febre hemorrágica com síndrome renal (FHSR).
• Américas: síndrome cardiopulmonar por hantavirus (SCPH).

Importante:
Acredita-se que a hantavirose seja uma doença subnotificada mundialmente. O hantavírus é contraído pela inalação ou ingestão do vírus contido em poeira, água ou alimentos contaminados com fezes, urina e saliva de roedores silvestres. O vírus afeta os pulmões e os rins, de modo que a resposta imune forte leva ao quadro clínico, havendo destruição de plaquetas e edema pulmonar.

O diagnóstico se dá por meio de teste ELISA e PCR e o tratamento consiste em controlar os sintomas da doença, não existindo nenhum medicamento específico para controlar o vírus, pois ainda não há cura. A prevenção é basicamente a mesma indicada pera leptospirose, devendo-se combater os roedores, orientar as pessoas que se encontram em zonas de risco e prezar pela higiene do ambiente.

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Por Silvana Teixeira.

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