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Manejo do avestruz

Os avestruzes comportam-se de forma imprevisível em diferentes situações de manejo

Avestruz

Na fase adulta, o avestruz chega de 2,15 a 2,45 m, podendo pesar de 112 a 160 kg

O termo ratitas vem do latim e significa rate (jangada), referindo-se ao esterno de algumas aves, que se assemelha a uma jangada, desprovidas de musculatura peitoral, o que inviabiliza o seu voo. São elas: o kiwi, o casuar, o emu, a ema e o avestruz. Este último tem potencial para se tornar uma verdadeira máquina de transformar alimentos de qualidade inferior em proteína animal de alta qualidade, mais saudável do que as tradicionais.

“O avestruz é a maior ave existente. Na fase adulta, chega de 2,15 a 2,45 m, podendo pesar de 112 a 160 kg. Vivem de 70 a 80 anos na natureza, atingindo a maturidade sexual aos 30 meses (machos) e aos 20 meses (fêmeas). Além das rações comerciais peletizadas, podem pastar capins como os bovinos”, afirma Miriam Luz Giannoni, professora do curso Avestruz – Reprodução, Cria e Recria, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas.

 

Contenção e transporte

 

Os avestruzes comportam-se de forma imprevisível em diferentes situações de manejo. Os machos e algumas fêmeas, durante o período de reprodução, podem ter comportamento muito agressivo. Nesta ocasião, as pessoas não devem entrar nos piquetes sem levar um bastão ou uma vara bifurcada com cerca de 2,5m de comprimento, para conter as aves agressivas. O avestruz pode ser controlado colocando-se um capuz sobre a sua cabeça. Isto porque, de olhos vedados, eles se tornam mais dóceis. O capuz deve permitir a entrada suficiente de ar para que a ave possa respirar livremente. No entanto, é necessário acostumá-las com o capuz desde pequenas.

 

Na hora de capturá-las, leve um grupo de aves para dentro do pátio de manejo, mesmo que apenas algumas delas devam ser capturadas. Elas devem ser tocadas e cercadas em um canto do pátio. Deve-se aproximar calmamente com a vara curva pronta, com apoio de dois ou três auxiliares. A aproximação pode ser feita pela lateral ou por trás para evitar os chutes defensivos do avestruz. Então, o pescoço é preso pelo gancho da vara, na junção da cabeça, puxando, sem torcer, porque o pescoço da avestruz quebra-se facilmente. Os assistentes ajudam a segurar o animal, um na cauda e um em cada asa, enquanto é colocado o capuz na cabeça, tomando-se o cuidado para que a ave não caia com o gancho em volta do pescoço. Faz-se, então, o manejo desejado.

 

Criação de avestruz

O avestruz é desprovido de musculatura peitoral, o que inviabiliza o seu voo

Sanidade

 

A sanidade de um plantel depende de vários fatores que podem ser agrupados em: Patrimônio Genético, Manejo e Veterinária Preventiva.

 

Genética: A resistência/suscetibilidade às enfermidades são hereditárias. Isto inclui as enfermidades provocadas por bactérias, fungos, vírus, endo e ectoparasitas e outras. A suscetibilidade ao estresse também é hereditária – o estresse é a causa primária da maioria das enfermidades em avestruzes. Está associado ao temperamento do animal. Por serem características herdáveis, devem ser consideradas na seleção de reprodutores.

 

Manejo: Em um sentido mais amplo, inclui todas as práticas de manejo. Estas práticas são fundamentais para a sanidade de um plantel.

 

Veterinária Preventiva: Um protocolo veterinário com medidas profiláticas é fundamental para a sanidade do plantel. O grande problema é a falta de dados de pesquisas e a grande influência comportamental nas respostas imunológicas das ratitas.

 

Aplicação de medicamentos

 

Dosagens: Overdoses de medicamentos na água podem levar à rejeição da água pelas aves, principalmente os filhotes, levando à desidratação e à morte. Como a criação de avestruzes é nova no Brasil, a dificuldade se torna maior, pois as bulas dos medicamentos não incluem os avestruzes. Se nenhuma dose para avestruzes é recomendada pelo fabricante, pode ser adaptada a dose equivalente, por quilo de peso vivo, usada em ovinos ou bovinos.

 

Injeções: As injeções intramusculares nunca devem ser feitas nos músculos da perna. Devido ao sistema porta-renal, característico das aves, que drena todo o sangue venoso da metade posterior do corpo, as injeções em qualquer parte das pernas podem levar à excreção prematura da droga ou a uma lesão renal, causada pela droga menos diluída. Podem, também, causar miosite, que depreciam a carcaça, já as marcas das picadas depreciam o couro. Nas aves, geralmente, estas injeções são aplicadas no músculo peitoral, mas nas ratitas, isto não é possível devido à ausência deste músculo. Sendo assim, o local de aplicação deverá ser o músculo da base da asa. As injeções subcutâneas são aplicadas no dorso ou na base do pescoço, próximo às asas. As intravenosas, na veia jugular direita ou na veia braquial, sob a asa.

 

Antibacterianos: A aplicação de antibióticos deve ser evitada ao máximo. Se for indispensável, deve-se tomar muito cuidado, particularmente com o uso por via oral. A flora intestinal protege o intestino da colonização por bactérias prejudiciais e exerce um papel vital na digestão de fibras vegetais. O uso de antibacterianos pode perturbar ou destruir esta flora benéfica. Alguns antibacterianos são tóxicos para os avestruzes.

 

Enfermidades do avestruz

 

No Brasil, a maior causa de mortalidade diagnosticada em filhotes de avestruz é devida ao E.Coli e ao Clostridium perfringe. Entretanto, estas infecções são oportunistas e não podem ser tratadas isoladamente, sendo a prevenção feita com vacina, com redução de estresse (principalmente o térmico) e com normas rígidas de biossegurança.

 

Da mesma forma, diversos endo e ectoparasitas têm sido encontrados em avestruzes. Uma avaliação dos parasitas no plantel deve ser incluída na rotina do criadouro e somente efetuar o tratamento quando parasitas específicos forem detectados. Jamais use anti-helmínticos como tratamento profilático. Há necessidade de identificação do parasita para um tratamento mais específico.

 

Não se deve vermifugar sem a prescrição de um médico veterinário. Também devem ser conduzidas avaliações quanto à presença de ectoparasitas como piolhos, ácaros, borrachudos, sarnas e carrapatos moles.

 

Vacinas

 

As vacinas disponíveis no mercado nacional não foram testadas para o avestruz, razão pela qual o Ministério da Agricultura, Produção e Abastecimento (MAPA) não estar recomendando nenhum tipo de vacinação para estas aves. Quando o veterinário responsável pelo criatório optar por vacinação, devido à situação epidemiológica da região do criadouro, pode ser utilizado o protocolo apresentado a seguir.

 

As vacinas contra a Bouba Aviária, Clostridiose de bovinos e ovinos têm sido eficientes para imunizar os avestruzes. As vacinas LaSota oculares (1-3 gotas em cada olho), contra a doença de Newcastle, têm sido mais eficientes do que as ministradas na água, mas necessitariam ser associados com a vacina morta emulsificada (difícil de ser encontrada no país), aplicada via subcutânea, no dorso na base do pescoço ou embaixo da asa (1ml para aves com menos de 6 meses, e 2 ml para outras idades). O pequeno período de imunidade (4 meses) e o controle da Newcastle, em quase todo o país, limita bastante o uso desta vacina.

 

Confira mais informações, acessando os cursos da área Animais Silvestres.

 

Por Andréa Oliveira

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Comentários

Robson Silva

14 de dez de 2014

Olá. Poderia me dar informações sobre a alimentação dos filhotes? Obrigado!

Resposta do Portal Cursos CPT

17 de dez de 2014

Olá, Robson!

Agradecemos sua visita e comentário em nosso site.

Durante as três primeiras semanas de vida, os filhotes devem ter livre acesso ao alimento. A ração deve ser suplementada com acesso à pastagem, no caso a gramínea dos piquetes. Isso ajuda a treinar os filhotes à pastar e ainda promover uma função intestinal sadia. Também se faz necessário a disponibilidade de areia grossa ou de pedrinhas para auxiliar a trituras os alimentos na moela dos animais. Após três semanas, as aves devem ser alimentadas em duas ou três porções diárias. Eles podem ter livre acesso à àgua e ao pasto. A reduçao de proteína, após três semanas, é necessária para reduzir ganho excessivo de peso, que contribui para a síndrome da perna torta.

Atenciosamente,

Ana Carolina dos Santos

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