Curió e bicudo: acasalamento em criatório

Em época de acasalamento do curió há grande atividade no criatório, e a atenção do criador deverá ser redobrada

Curio e bicudo

De acordo com Fábio Hosken, professor do Curso a Distância CPT Criação Comercial de Curiós e Bicudos, em Livro+DVD e Curso Online, “Em época de acasalamento do curió há grande atividade no criatório, e a atenção do criador deverá ser redobrada. O ninho deverá estar sempre à disposição da fêmea. É feito com uma armação de arame, na qual é encaixado um revestimento de fibra vegetal”. Normalmente, faz-se um isolamento visual do ninho, com uma placa de cortiça, por exemplo, na parte externa da gaiola.

1- Desinfecção e dimensões da gaiola

Antes de ser colocado na gaiola, o ninho deve ser desinfetado, de preferência sob calor, a 120 graus. As dimensões variam: para o Curió 6 - 8 cm de diâmetro e 4,5 cm de profundidade; para o Bicudo 8 - 9 cm de diâmetro e 5,5 cm de profundidade.

2- Como identificar o momento ideal de acasalamento de curiós e bicudos

Há vários sinais que indicam ter chegado o momento do acasalamento: a fêmea vai ao ninho constantemente, move-se muito, carrega ciscos de sisal (a colocação de feixes de pedaços de sisal na gaiola estimula a fêmea a preparar o ninho) e aumenta o consumo de água. A gaiola do macho, então, é colocada ao lado da gaiola da fêmea, com as janelas de passagem abertas, mantendo-se apenas o separador visual.

3- Como é feito o acasalamento de curiós e bicudos

Ao se retirar o separador, o macho começa o cortejo, enquanto a fêmea abaixa (solicita a cópula), a seguir, o macho passa para sua gaiola e inicia a cobertura. Assim que for realizada a cópula, o macho deve ser cuidadosamente induzido a retornar a sua própria gaiola, e novamente deve ser colocada a barreira visual. Duas cópulas são suficientes para fertilizar todos os ovos de uma postura.


4- Como escolher machos e fêmeas para o acasalamento

Consideramos o início da estação de reprodução, quando o bicudo já está pintado, mas ainda não iniciou a muda para preto, a melhor época para acasalá-lo. Uma fêmea jovem, que esteja rumando no máximo para o seu segundo ano de vida, é a ideal. A fêmea deve ter sido criada sem contato visual com outras fêmeas de modo a que tenha desenvolvido um maior sentimento territorialista, além de ser ativa e fogosa.

5- Como proceder ao cortejo de curiós e bicudos

O casal deve ser mantido em um mesmo ambiente, sem contato visual e sem a presença de outros pássaros por, pelo menos, 15 dias. O único contato permitido é o sonoro. Em uma semana, já iniciam a troca de chamados e após 15 dias já percebem a falta um do outro. A fêmea fica mais agitada quando não escuta o canto do macho por perto ou o escuta mais longe. Se isso não ocorrer em 15 dias, devemos trocar de fêmea e reiniciar o processo. Após 15 dias, devemos permitir que durante alguns minutos por dia os dois se avistem, e já poderemos manejá-los juntos. Colocamos o casal para fora para o banho de sol. Nos passeios levamos o casal. O entrosamento se desenvolverá aos poucos. Carece esclarecer que a escolha da fêmea para acasalamento com um pássaro de competição obedece a nuances específicas em cada caso. Há bicudos que rendem melhor com uma fêmea fria, outros dependem de uma fêmea fogosa, que os estimule com os “quem-quem” característicos. Alguns, antes dos torneios, apreciam dormir vendo a fêmea, outros não. Há bicudos que, separados da sua fêmea, rapidamente acasalam com outra, sem perda do rendimento. Outros que nunca mais apresentam o mesmo rendimento ao mudar de fêmea.

6- Maturidade sexual

Machos, de 12-18 meses e fêmeas, de 6-12 meses.

7- Período de reprodução de curiós e bicudos

Primavera e verão



8- Gaiola do reprodutor

29 cm de comp. x 35 cm de alt. x 25 cm de larg.

9- Período de descanso

Outono e inverno

10- Gaiola da matriz

58 cm de comp. x 35 cm de alt. x 25 cm de larg., com divisória para separar a fêmea dos filhotes no momento certo.

11- Número de ninhadas de curiós e bicudos

Uma regra básica não pode ser esquecida pelos criadores: São três ninhadas por ano e nada mais, mesmo que os pássaros continuem dispostos a prosseguir o processo de reprodução não se deve permitir, ou sequer tentar, uma quarta ninhada. A reprodução deve ser iniciada em setembro e interrompida em março. Assim, dá-se aos curiós sete meses, possibilitando dois meses por ninhada e mais 30 dias para o desenvolvimento do cortejamento inicial.

12- Período de descanso

Em março, após produzirem a terceira ninhada, deve-se interromper o processo com a remoção do ninho e a retirada do cortejador, galador, sonorização mecânica ou qualquer elemento estimulador da reprodução, para que ocorra o esfriamento das matrizes e se inicie o “recesso de descanso”, ou período de recuperação do plantel, compreendido entre a última ninhada e a troca de penas (muda). Esse recesso deve ocorrer entre os meses de abril e maio, quando o criador deve substituir a dieta de cria pela de recuperação do organismo, possibilitando a aquisição do tônus, capaz de suportar os rigores da muda.

13- Poligamia de curiós e bicudos

A adoção da poligamia tem ajudado bastante por meio da utilização de um macho de altíssima linhagem com até dez fêmeas, o que ajuda a melhorar a qualidade do plantel na utilização de um só macho campeão. Esse procedimento ajuda também aproveitar os espaços físicos e melhora a relação custo/benefício porque a manutenção de machos de boa genética é onerosa.



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Por Silvana Teixeira.

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Comentários

Jorge Marcos Santana Alves

23 de fev de 2017

Muito bom as orientações de manejos do curió e bicudo

Resposta do Portal Cursos CPT

23 de fev de 2017

Olá, Jorge!


Agradecemos pela visita e comentário em nosso site. Continue nos visitando! Diariamente postamos conteúdos dos mais diversos temas que muito podem contribuir para o seu aprendizado.


Atenciosamente,

Equipe CPT de Redação

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