Abatedouro de animais silvestres - correta operação evita crueldades e perdas financeiras

O abatedouro de animais silvestres deve adotar técnicas operacionais que visem o bem-estar animal, evitando "crueldades" desnecessárias e perdas financeiras, associadas ao deficiente manejo

 

O abatedouro de animais silvestres, operando de acordo com todas as exigências legislativas, leva em consideração a adoção das melhores técnicas nos matadouros. Entre essas técnicas, a mais importante é sempre manter o bem-estar animal, seguida da higiene e segurança no trabalho, e as implicações na qualidade do produto final. Desta forma, nos abatedouros de animais silvestres devem ser introduzidos procedimentos e normas a todos os operadores e operações envolvidos, de modo a evitar “crueldades” desnecessárias e perdas financeiras, associadas ao deficiente manejo e deficiente uso de equipamentos.

A construção, as instalações e os equipamentos dos matadouros, bem como o seu funcionamento, devem ser concebidos e utilizados de forma a evitar aos animais qualquer excitação e sofrimento. Para tanto, é necessário que os manipuladores dos animais sejam treinados e devidamente capacitados para esta função, de forma que entendam o quão estressante é esta atividade tanto para si próprios como também para os animais a serem abatidos. Neste sentido, no momento do abate de animais silvestres, são proibidas:

1. Pancadas aplicadas com brutalidade, nomeadamente pontapés e empurrões, pressionando partes sensíveis do corpo do animal.

2. Esmagar, torcer ou quebrar a cauda dos animais ou agarrá-los pelos olhos.

3. Conduzir os animais ao local de abate antes da hora. Eles devem ser deslocados apenas quando puderem ser imediatamente abatidos, caso contrário, devem ser estabulados.

Inclusive, os matadouros devem estar equipados com um número suficiente de locais de estabulação e parques para alojar adequadamente os animais, protegendo-os das intempéries.

O primeiro passo para o abate é dado por meio do exame visual, de caráter geral, no momento do desembarque dos animais, observando-se, cuidadosamente, o comportamento. Neste momento, deve-se observar itens como:

1. Se os animais estão com boa aparência;

2. Se os animais demonstram cansaço excessivo; e

3. Se os animais estão livres de febre e infecções.

Depois do exame, os animais são colocados nas baias, onde ficam em jejum por 24 horas, servidos apenas por água limpa. Estar em jejum no momento do abate é importante porque desta forma pode-se retirar as vísceras e os intestinos do animal, com riscos pequenos de rompimento, preservando a higiene da carcaça. O jejum diminui, também, a energia do animal, permitindo melhor conservação da carne.

Quanto ao desembarque dos animais silvestres nos abatedouros, devem ser acatadas as seguintes normas:

1. As estruturas de descarga dos animais devem ter um piso não escorregadio e, se necessário, proteções laterais (para evitar quedas).

2. As rampas de saída ou de acesso deverão ter a menor inclinação possível.

3. Durante a descarga, deve-se assegurar que os animais não sejam amedrontados, excitados, maltratados ou derrubados.

4. É proibido erguer os animais pela cabeça, pelos cornos, pelas orelhas, patas, pela cauda ou pelo velo, de modo a não ocasionar dor ou sofrimento.

5. Os animais devem ser deslocados e encaminhados com cuidado, e, se necessário, conduzidos um a um.

6. As passagens por onde os animais são encaminhados devem ser concebidas de modo a reduzir, ao mínimo, os riscos de ferimentos.

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Saiba mais sobre o abate de animais silvestres, acessando o artigo abaixo:

Abatedouro de animais silvestres - as condições e o estado sanitário dos animais

Abatedouro de animais silvestres - higienização das instalações e equipamentos

Abatedouro de animais silvestres - critérios para as instalações do matadouro

Administração financeira - sistemas, formas e metodologias no controle e gestão dos custos

Por Silvana Teixeira

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