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Usinas de biodiesel e os graus de verticalização da produção

A fim de aproveitarem os benefícios que advêm do Selo Combustível Social, muitas empresas instalaram-se nas proximidades dos locais produtores das matérias-primas

22 usinas de biodiesel estão instaladas no Centro-Oeste, representando 38% da capacidade de produção.

Segundo a ANP, há 51 estabelecimentos autorizados para produção e comercialização de biodiesel com uma capacidade instalada de mais de 4,5 milhões de m³/ano, sendo que a demanda para 2010, com a inclusão obrigatória de 5% no diesel, é de 2,4 milhões de m³.

Quanto à distribuição geográfica, 22 usinas de biodiesel estão instaladas no Centro-Oeste, representando 38% da capacidade de produção; as dez do Sul representam 27%; as oito do Sudeste, 18%; as cinco do Nordeste, 13%, e as seis do Norte, 4% (COELHO, 2010).

Nesse segmento, atuam, além dos estabelecimentos produtores de biodiesel, a Rede Brasileira de Pesquisas, no desenvolvimento de novas tecnologias; os fornecedores de matérias-primas (óleo, álcool e catalisadores); os compradores dos coprodutos (glicerina, torta e farelo), que permitem a amortização dos custos de produção; e a ANP, normatizando e fiscalizando a qualidade do biodiesel e controlando a demanda.

A fim de aproveitarem os benefícios que advêm do Selo Combustível Social, muitas empresas instalaram-se nas proximidades dos locais produtores das matérias-primas (agricultores familiares) e, consequentemente, afastados dos maiores centros consumidores. Por um lado, isso reduz o lead-time da aquisição de matérias-primas, que só poderia ser afetado pela sazonalidade da produção agrícola, entretanto tais empreendimentos atuam com mais de uma fonte de óleo, algumas perenes, contornando grande parte do problema. Por outro, o lead-time da venda fica comprometido. A solução apresentada pelo Governo Federal foi a sistemática dos leilões de venda do biodiesel que, ao mesmo tempo em que estimulam a competitividade entre as empresas, balizam os preços (já que o preço do biodiesel ainda é maior que o do diesel) e eximem a usina dos custos de distribuição, que passam a ser arcados pelo comprador.

Com isso, observa-se diferentes graus de verticalização na indústria do biodiesel. Há empreendimentos totalmente integrados que produzem o biodiesel a partir do óleo que eles mesmos extraem das oleaginosas que produzem em regime de integração com comunidades ou cooperativas de agricultores familiares. Há outros que simplesmente compram os óleos vegetais das grandes esmagadoras, produtoras de óleo vegetal refinado. Os mais integrados têm maior possibilidade de apresentar preços mais competitivos nos leilões da ANP.

As bases de distribuição são unidades que realizam operações de recebimento, armazenamento, mistura, embalagem e distribuição.

Outro segmento à jusante é o de distribuição física, que envolve a rede de comercialização de combustíveis. Essa rede logística é formada pelas refinarias de petróleo, sendo 93% pertencentes à Petrobras; bases de distribuição primárias e secundárias; transportadores retalhistas; postos revendedores e consumidores finais (grandes indústrias, atacadistas, produção agrícola, empresas de transportes, usuários de automóveis, etc.).

As bases de distribuição são unidades que realizam operações de recebimento, armazenamento, mistura, embalagem e distribuição. Segundo a ANP, atualmente, a rede de comercialização é formada por 130 distribuidoras, 394 transportadoras revendedoras retalhistas e mais de 37 mil revendas varejistas (COELHO, 2010).

Apesar do empenho do Governo Federal em organizar a distribuição do biodiesel, feita preponderantemente pela BRTransportadora, ainda há muitos desafios a serem superados no que se refere a otimização do lead-time, além do que foi relacionado quanto aos modais de transporte para as oleaginosas, com a predominância da modalidade rodoviária.

Segundo a BIODIESELBR (2008), há uma concentração de usinas produtoras nas regiões Nordeste e Centro-Oeste e uma concentração de distribuidoras nas regiões Sul e Sudeste, ocasionando perdas de valor em decorrência do frete e da distância. O SINDICOM (Sindicato Nacional das Distribuidoras de Combustíveis) reclama de diversas dificuldades. Uma delas é que há um aumento da demanda por caminhões-tanques para o transporte de biodiesel que as montadoras não conseguem atender. Outra reclamação é que o biodiesel, por ter maior densidade que o diesel, ocasiona excesso de carga e problemas com a fiscalização das rodovias. As distribuidoras reclamam ainda que várias usinas não têm a quantidade de óleo negociada, não atendendo imediatamente à demanda e provocando filas de espera de caminhões que podem durar 15 dias. Mesmo com o uso do rastreamento dos caminhões e da comunicação online, nem sempre é viável a mudança de rota devido ao isolamento de algumas usinas. Por fim, reclamam também do carregamento, alegando que as usinas não têm uma infraestrutura adequada para essa operação.



* Marcelo de Lino Vieira, zooctenista, mestre em zootecnia, chefe do Departamento de Promoção Agrária da Secretaria de Agricultura de Viçosa, pós-graduando em Gestão e Análise Ambiental pela Univiçosa
* Henrique Simonini, administrador de empresa, chefe do setor de Arte e Publicidade da empresa CPT – Centro de Produções Técnicas, pós-graduando em Comunicação Empresarial, Publicidade e Marketing pela Univiçosa
* Ariádine Morgan, jornalista, editora - chefe do Portal de Informações do CPT – Centro de Produções Técnicas, pós-graduanda em Comunicação Empresarial, Publicidade e Marketing pela Univiçosa



Bibliografia Consultada:


COELHO, L. F. Biodiesel situação atual e perspectivas para o Brasil. In: Simpósio Estadual de Agroenergia (Painel). Pelotas/RS, 2010. Disponível online em: <http://www.cpact.embrapa.br/eventos/2010/simposio_agroenergia/palestras/10_terca/Tarde/Luiz%20Fernando/RS%20-%20Simposio%20Energia%20-%20Biodiesel%20ANP%2010-08-10.pdf> (última consulta em: 22/10/2010)

SINDICOM. Sindicato Nacional das Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes. Distribuição e Logística. 2010. Disponível online em: <http://www.sindicom.com.br/pub_sind/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=23> (última consulta em: 22/10/2010)

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