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Cachaça, um dos empreendimentos agrícolas de maior lucratividade

O empreendimento associa a produção primária, a industrialização e a comercialização pelo próprio produtor

A cachaça de qualidade só é produzida e controlada se a indústria conhecer, cientificamente, o processo e o produto.

A cachaça é a segunda bebida alcoólica mais consumida no Brasil. Estimativas indicam que mais de 70 milhões de doses sejam consumidas diariamente, o que resulta numa cifra de aproximadamente 6 litros/habitante/ano. Esse consumo gera uma demanda real pelo produto e, consequentemente, a produção para suprir essa demanda é um importante segmento industrial e uma fonte geradora de empregos diretos e indiretos. Em razão de ser um produto de grande demanda, há grande número de pequenos comerciantes que o compram de pequenos fabricantes, fazem suas misturas e distribuem ao mercado varejista.

No preparo dessas misturas podem ocorrer diversos tipos de falhas e até mesmo fraudes, ou pelo desconhecimento do produto ou por diversos "mitos" existentes no setor. Isso pode expor o consumidor a riscos à sua saúde. A cachaça de qualidade só é produzida e controlada se a indústria conhecer, cientificamente, o processo e o produto, sem mitos ou crendices inexplicadas tecnicamente. Isto é, a qualidade é produzida com tecnologia, sobretudo com uma consciência de qualidade entre os membros do sistema de produção.

Dentre os problemas mais comuns que compromete a qualidade da aguardente de cana, além dos relacionados à sua variação ao longo do tempo, citam-se acidez excessiva e níveis elevados de cobre e de metanol. Ao longo dos anos a experiência tem demonstrado que dentre os empreendimentos agrícolas lucrativos, a produção da cajinbrina, em uma fábrica bem montada e tecnicamente administrada, está entre as melhores.

É sabido que as atividades de produção primária, isto é, de matéria-prima apenas, apresentam tradicionalmente baixa taxa de retorno. Isso ocorre no mundo todo. A cachaça tem valor agregado já na fazenda, uma vez que já está pronta para o consumo, podendo ainda ir direto do fabricante para o mercado varejista, eliminando, portanto, serviços intermediários de comercialização, com consequente melhor remuneração para o fabricante.

O empreendimento associa a produção primária (a cana-de-açúcar), a industrialização (a aguardente) e a comercialização pelo próprio produtor da cachaça. O mercado mundial, incluindo o brasileiro, de melhor poder aquisitivo, está ávido por produtos denominados de naturais.

A cachaça é a segunda bebida alcoólica mais consumida no Brasil.

O produto artesanal tem mais apelo comercial para o consumidor, sendo esse o campo em que os pequenos e médios produtores poderão ter maior chance na competição com o chamado produto industrial. Para isso, entretanto, ele deverá esmerar na qualidade de seu produto., melhorarando a maneira de processar a bebida e conhecendo melhor o que é qualidade de cachaça.

O micro e o pequeno fabricante continuarão na atividade artesanalmente, mas não poderão continuar como amadores, é necessário que se profissionalizem. O produtor deverá se ocupar também em conhecer índices de produtividade da matéria-prima (cana-de-açúcar), de extração de caldo no engenho, monitoramento da fermentação e da destilação; conhecer os índices de rendimento em sua fábrica e quais os fatores que os afetam. Só conhecendo a fábrica é possível administrar a produção e controlar a qualidade do produto.

Há que se conhecer, para a fábrica específica, índices tais como; litros de cachaça a ... ºGL/hora de mão de obra; litros de cachaça a ... ºGL/tonelada de cana moída; litros de cachaça a ... ºGL/ha de cana cortada; litros de caldo de cana a ... ºBrix/hora do engenho; toneladas de cana/ha, em cada corte; toneladas de cana/hora de engenho e litros de caldo a ... ºBrix/ tonelada de cana. Essas medidas devem ser feitas regularmente durante toda a safra. Para um produtor profissional, não há milagres na atividade; há sim muita dedicação e estudo dos diversos fatores que afetam a qualidade e o rendimento do produto.

 

José Benício Paes Chaves, Doutor em Ciências de Alimentos,
Especialista em Controle de Qualidade,Professor e Pesquisador da Universidade Federal de Viçosa

O produtor de cachaça artesanal precisa descobrir e aprender a vender para um mercado que, embora mais exigente do que o popular em termos de apresentação/embalagem do produto, quantidade (garantia de fornecimento), criatividade na marca de fantasia e de qualidade constante ao longo do tempo, premia a qualidade pagando um preço mais elevado por ela.

 

Há necessidade de maior conscientização dos produtores, dos comerciantes e dos consumidores quanto aos riscos de utilização de um produto inadequado para o consumo humano. Nesse aspecto, o treinamento/qualificação técnica das pessoas envolvidas na atividade é uma necessidade premente. Dentro dessa linha de raciocínio é que trabalha o curso Cachaça - Produção Artesanal de Qualidade, produzido pelo CPT - Centro de Produções Técnicas - em parceria com a AMPAQ: Associação Mineira de Produtores de Aguardente de Qualidade, com intuito de transmitir aos produtores informações claras, atualizadas e práticas sobre o assunto e com coodenação técnica do professor José Benício Paes Chaves.

Após fazer o curso e ser aprovado na avaliação, o aluno recebe um certificado de conclusão emitido pela UOV – Universidade On Line de Viçosa, filiada à ABED – Associação Brasileira de Educação a Distância.

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