Vou coletar porções de terra para análise. Quais equipamentos devo utilizar?

Qualquer propriedade tem instrumentos capazes de coletar uma boa amostra, como o enxadão e uma pá reta. No entanto, há instrumentos desenvolvidos especificamente para isso

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Vai coletar porções de terra para análise e não sabe quais são os equipamentos necessários? Isso é simples: para tomada da amostra simples, o instrumento a ser utilizado deverá satisfazer as seguintes condições:

◊ ser capaz de tomar pequenos, suficientes e iguais volumes de solo de cada local de amostragem que irá compor a amostra que será enviada ao laboratório;
◊ ser fácil de limpar;
◊ ser adaptado a diferentes tipos de solo;
◊ ser resistente e durável;
◊ ser de fácil uso e possibilitar uma coleta rápida das amostras.

“Qualquer propriedade sempre terá instrumentos capazes de coletar uma boa amostra, como o enxadão e uma pá reta. No entanto, existem instrumentos que foram desenvolvidos especificamente para isso, são eles: trado holandês, trado de rosca, trado meia-lua e trado tipo sonda”, afirma Eurípedes Malavolta, professor do Curso a Distância CPT Análise de Solo e Recomendação de Calagem e Adubação, em Livro+DVD e Curso Online. Além destes instrumentos, precisa-se ainda de uma marreta, no caso do trato tipo sonda, balde e saco plástico.

Atualmente, além do enxadão, o trado holandês é o mais comum. No entanto, o trado tipo sonda, é o equipamento com melhores características, pois apresenta uma maior facilidade de coleta das amostras da camada superficial, inclusive em solos argilosos, facilitando ainda a coleta em profundidade.

Procedimento de retirada das amostras


- Implantação da Cultura

Aconselha-se retirar amostra de uma camada do solo de 0 a 20 cm de profundidade.
Quando se deseja verificar a condição de fertilidade em subsuperfície, devem ser retiradas amostras de camadas mais profundas para que se conheça o perfil do solo, 20 a 40, 40 a 60 e assim por diante. Esta análise do subsolo permitirá verificar se há algum impedimento químico ao desenvolvimento de raízes. A amostragem em profundidade também é recomendada na adequação do solo para iniciar o sistema de plantio direto.

A coleta da amostra deve ser feita percorrendo-se a gleba em zigue-zague, procurando cobrir toda sua extensão. As amostras simples são obtidas com um dos instrumentos apropriados. É importante a limpeza da superfície do solo antes da coleta, eliminando a matéria orgânica em decomposição e/ou outro material que não faça parte do solo. As amostras simples devem ser colocadas em balde plástico limpo, que não contenha nenhum tipo de resíduo. As amostras simples devem ser bem misturadas para que ocorra a homogeneização. Desta mistura, retira-se uma porção de cerca de 500 g, que constituirá a amostra composta a ser enviada ao laboratório.

No caso das estufas, o importante é fazer uma análise do solo antes da instalação da estrutura e, em seguida, as correções necessárias.

- Cultura já Implantada

No caso de cultura perene já implantada, recomenda-se coletar amostras de solo separadas: uma no local da adubação (normalmente na projeção da copa das plantas) e outra entre as linhas de plantio ou no centro das ruas. O principal objetivo de se coletar amostras separadas é identificar a necessidade de correção da acidez em toda a área ou apenas na faixa adubada. Caso a acidez se localize na faixa de adubação, a quantidade de calcário deve ser proporcional à área efetivamente ácida. Para cultivo de culturas perenes em sistemas de plantio adensado, a recomendação é que se faça o percurso em forma de “U” para coleta das amostras simples.

Para um bom monitoramento das alterações nas características químicas de um solo ocupado com culturas perenes, recomenda-se a amostragem nas seguintes profundidades: 0 a 20, 20 a 40 e 40 a 60 cm. As doses de fertilizantes a serem aplicados serão calculadas de acordo com os resultados da análise da amostra coletada sob a copa, na camada de 0 a 20 cm.

As recomendações para área com cana-de-açúcar seguem o padrão das culturas anuais, salvo que além da amostra de 0-20, outra, de 20 a 40 cm, poderá ser coletada para avaliar a necessidade de aplicações de calcário em profundidade. Normalmente, as recomendações desta análise serão visando adubar a cana-planta e cana-soca, até o momento em que terá a renovação do canavial, o que poderá acontecer com quatro a oito safras. No caso de cultivo sob plantio direto, é interessante realizar amostragens mais estratificadas, de 0 a 5 e de 5 a 10 cm, visto que nestas áreas praticamente não há revolvimento de solo e com o tempo pode vir a ocorrer alta concentração de nutrientes mais próximos à superfície.

As amostras simples devem ser coletadas no espaço entre duas linhas de plantio, durante ou no final do cultivo de culturas de verão, tais como a soja e milho, que apresentam espaçamento maior. Os parâmetros referentes à acidez do solo, tais como pH, teores de cálcio e magnésio e alumínio trocável, normalmente apresentam variações entre as camadas citadas. Se, em ambas as camadas, detectar-se níveis de acidez elevada, deve-se providenciar, caso o agricultor opte pela incorporação do corretivo, a aplicação decalcário na camada de 0-20.

Agora, caso tenha ocorrido acidificação apenas na camada de 0 a 5 cm, o que poderia ser creditado ao efeito acidificante de adubos nitrogenados amoniacais (ureia por exemplo), o calcário pode ser incorporado apenas na camada superficial (0 a 5 cm). Nesse caso lembre-se de utilizar apenas um quarto da dose recomendada para a camada de 0 a 20 cm.

Os teores de fósforo disponível, em virtude da baixa mobilidade deste nutriente no solo, também podem mostrar-se alterados em pequenas diferenças de profundidade. No entanto, a recomendação de adução fosfatada e também potássica, deve ser feita levando-se em consideração a análise referente à camada de 0 a 20 cm, pois não existem pesquisas que comprovem resultados satisfatórios de adubações recomendadas através de análises estratificadas.

Aprimore seus conhecimentos sobre o assunto. Leia a(s) matéria(s) a seguir:


Por que avaliar a fertilidade do solo antes de plantar?

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Por Silvana Teixeira.

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