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Milho - métodos de colheita e secagem

As espigas devem ser colhidas, transportadas e armazenadas o mais rápido possível, para diminuir o a taque de pragas e a possibilidade de serem molhadas por uma eventual chuva

Milho colheita e secagem

No processo de produção de milho, a colheita caracteriza-se como uma fase muito importante, uma vez que é durante a sua execução, se bem realizada dentro de alguns princípios e critérios, que se define menos perdas e maiores ganhos. No Brasil, principalmente pela falta de critérios na colheita, as perdas têm sido muito elevadas, acarretando em prejuízos para o agricultor.

É fato afirmar que o principal fator que tem influenciado essas perdas é a manutenção da cultura no campo após a maturidade fisiológica do milho. Ao manter a planta no campo, após a maturidade fisiológica, os grãos ficam expostos ao ataque de pragas, ocorre o apodrecimento do colmo e, em consequência, aumenta o tombamento de plantas. Em casos de ocorrência de chuvas, pode ocorrer a germinação dos grãos e, ou o seu apodrecimento.

“Ao manter a cultura no campo, por mais tempo, as plantas daninhas se desenvolvem mais, infestando a área e dificultando a operação de colheita e aumentando as perdas”, afirma o professor João Carlos Cardoso Galvão, do Curso Produção de Milho em Pequenas Propriedades, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas.

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A colheita manual ainda é praticada em muitas pequenas propriedade

Para minimizar esses problemas, o produtor não precisa gastar ou ter mais trabalho, bastando apenas planejar a colheita, seja ela realizada manual ou mecanicamente. A colheita manual ainda é praticada em muitas pequenas propriedades. O seu planejamento é mais simples e deve seguir os mesmos princípios da colheita mecânica, tendo-se de respeitar a maturidade fisiológica da cultura.

Outro fator que tem aumentado as perdas na colheita manual é a manutenção das espigas no campo após a colheita. As espigas devem ser transportadas e armazenadas o mais rápido possível, para diminuir o a taque de pragas e a possibilidade de serem molhadas por uma eventual chuva.

A colheita pode ser efetuada quando o grão atingiu a maturação fisiológica, ou seja, quando metade das sementes da espiga apresentarem a camada preta no ponto de inserção da semente com o sabugo. No entanto, na maturação fisiológica a umidade do grão é alta (33-34%), o que dificulta a operação de colheita, pois não se consegue secar os grãos eficientemente sem que ocorram perdas.

Por isso, quando não existe a necessidade de o produtor colher a semente antes, é recomendado que se espere para colhê-la quando o grão estiver com umidade menor que 22%. O ideal é colher o milho o mais cedo possível.

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As espigas devem ser transportadas e armazenadas o mais rápido possível, para diminuir o a taque de pragas

Basicamente existe uma regra prática. Colhem-se os grãos quando esses atingirem 25 a 18% de umidade, quando existe na propriedade infraestrutura de secagem. Quando não existe estrutura de secagem, os grãos devem ser colhidos quando apresentarem de 18 a 15% de umidade. Assim, fica mais fácil a tingir a umidade para armazenamento, em torno de 11 a 13%.

Secagem do milho
Existem algumas situações que o produtor precisa colher o milho com umidade elevada, acima dos 13,5% de umidade recomendado. Os principais fatores são a melhor qualidade dos grãos, a necessidade de utilização da área de plantio, quando ocorre um forte ataque de pragas como pássaros, caruncho e roedores ou, ainda, quando o preço do milho naquela época compensa o gasto com a secagem artificial.

O milho deve ser armazenado com umidade inferior a 13,5% porque a maioria dos fungos que acatam o grão armazenado praticamente cessam seu desenvolvimento em umidades inferiores a essa, para grande parte da temperatura de armazenamento existente no Brasil.

O produtor sempre deve fazer o processo de secagem do milho. Normalmente, ele é feito em condições naturais, evaporando a água contida nos grãos pela exposição ao sol. A secagem natural do grão de milho na planta ainda é um método corriqueiro em muitas propriedades brasileiras. Esse tipo de colheita, em que ocorre a permanência do milho no campo, traz o inconveniente de expô-lo a condições adversas de clima, ao ataque de pragas e maior susceptibilidade de trincamento na trilhagem.

No entanto, em algumas situações é necessário colher o milho antes que ele apresente a umidade de 13,5% devendo realizar a secagem mecânica, com o uso de secadores. Este é um processo caro, porque demanda muita energia do sistema e, normalmente, não é utilizado por pequenos produtores.

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O produtor sempre deve fazer o processo de secagem do milho

Caso seja necessária a sua utilização, existem diversos sistemas no mercado à disposição dos produtores. Em quase todos eles, existe uma movimentação de ar forçado que atravessa a massa de grãos e um aquecedor para aumentar a eficiência de secagem. Geralmente, os grãos são secados em lotes, de acordo com o equipamento utilizado e com a armazenagem.


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Por Silvana Teixeira

 

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