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Excesso de potássio no solo prejudica as plantas?

Excesso de potássio no solo prejudica as plantas? Sim, prejudica. Para avaliar a disponibilidade de potássio nas culturas, a análise de solo fornece todas as informações

Excesso de potássio no solo prejudica as plantas?   Artigos Cursos CPT

 

Excesso de potássio no solo prejudica as plantas? Sim, prejudica. Para avaliar a disponibilidade de potássio nas culturas, a análise de solo fornece todas as informações e é uma ferramenta básica para definir a recomendação das doses de fertilizantes potássicos.

“A produtividade esperada é um ponto importante, pois reflete a extração do nutriente pela cultura e a remoção pelas colheitas”, afirma Eurípedes Malavolta, professor do Curso a Distância CPT Análise de Solo e Recomendação de Calagem e Adubação.

Para diminuir perdas por lixiviação e o efeito salino, doses elevadas devem ser evitadas na aplicação de potássio, no sulco de plantio, porque pode chegar a provocar a morte da planta ou prejudicar a produção, por causa do excesso de sais próximo às sementes e plântulas.

Além disto, tem também o risco por lixiviação em solos arenosos, recomendando então não exceder 60 Kg/ha de K2O no sulco de plantio, e o restante deve ser aplicado em cobertura, no início da fase de desenvolvimento das plantas. Em solos argilosos, aplicações tardias podem não ser eficientes. Uma alternativa, é aplicação a lanço, com incorporação antes do plantio, para doses maiores que 100 Kg/ha de K2O.

Vários são os fatores que podem influenciar a adubação potássica, são eles:


- Fatores de solo;
- Fatores de plantas;
- Fatores climáticos;
- Fatores de manejo intensivo.

Fatores de solo


◊ tipos e quantidade de minerais de argila e seu efeito na disponibilidade de K;
◊ capacidade do solo em suprir suficiente para atender às necessidades da cultura em todas as fases de crescimento;
◊ capacidade do solo em reter o potássio aplicado para absorção pelas culturas;
◊ condições que restringem a aeração (má estrutura, excesso de água e compactação);
◊ condições de seca que diminuem o movimento do K e a atividade das raízes;
◊ temperaturas baixas que reduzem a disponibilidade de K e sua absorção pelas plantas.

Fatores de plantas


◊ espécies ou cultivares e híbridos de culturas adaptadas e de alta produtividade;
◊ nível de produção desejado;
◊ tipo de densidade do sistema radicular.

Fatores climáticos


◊ quantidade e distribuição de chuva;
◊ duração e intensidade da insolação;
◊ temperatura;
◊ umidade;
◊ velocidade, frequência e duração dos ventos.

Fatores de manejo intensivo


◊ preparo e cultivo da semente;
◊ população e espaçamento de plantas;
◊ controle de plantas daninhas, inseto e doenças;
◊ manejo de água, incluindo irrigação e drenagem;
◊ sequência e intensidade de culturas;
◊ interações e balanço de nutrientes;
◊ manejo de resíduos culturais.

Para maioria das culturas, o potássio deverá ser aplicado antes ou durante o preparo do solo, de forma que ele esteja incorporado na zona radicular pouco antes do plantio. Quando culturas de curta duração são desenvolvidas em segunda aplicação de potássio, 5 a 10 semanas após o plantio, pode ser necessária. Culturas de longa duração, como chá, seringueira, dendê, café cacau e cana-de-açúcar, podem necessitar de mais de duas aplicações por ano. As épocas de aplicação dependem do estado de crescimento, das condições climáticas e dos métodos de aplicação.

Método de aplicação


- As regras gerais a considerar na aplicação de fertilizantes potássicos incluem dois itens:
1. Aplicar potássio onde as raízes possam absorvê-lo; não aplicá-lo em uma superfície seca de solo onde não há raízes crescendo, a não ser que se possa esperar que a água da chuva, ou irrigação o movimente para dentro da zona radicular;
2. Evitar a aplicação de potássio em folhas, sementes ou raízes em concentrações que poderão causar danos.

Aprimore seus conhecimentos sobre o assunto. Leia a(s) matéria(s) a seguir:


- Manejo químico do solo antes do plantio: por que é importante fazer?
- Qual a melhor época para se fazer a análise química do solo?

Quer saber mais sobre o Curso? Dê Play no vídeo abaixo:


 

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Por Silvana Teixeira.

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