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Como os formigueiros são formados, você sabe?

Em um formigueiro adulto, ou seja, quando as saúvas que nele habitam estão com três anos de idade, inicia-se o processo de multiplicação e seu primeiro sinal, visível aos olhos, é a revoada

Como os formigueiros são formados, você sabe?   Artigos Cursos CPT

 

Em um formigueiro adulto, ou seja, quando as saúvas que nele habitam estão com três anos de idade, inicia-se o processo de multiplicação e seu primeiro sinal, visível aos olhos, é a revoada ou voo nupcial. Mas, afinal, o que é a revoada? “Uma vez ao ano, geralmente, no início do período das chuvas, o formigueiro passa a produzir zangões e tanajuras. Geralmente, após as primeiras chuvas, quando o sol volta, ocorre a revoada”, explica Guilherme Barcellos Gjorup, professor do Curso a Distância CPT Controle de Formigas Cortadeiras, em Livro+DVD e Curso Online. Essas revoadas, normalmente, acontecem no período da tarde, com exceção das quem-quens, em que esse voo ocorre pela manhã.

A revoada


O fenômeno da revoada é bastante interessante e se inicia com uma grande movimentação das operárias no entorno do formigueiro e elas se tornam muito agressivas com qualquer intruso no perímetro dos olhos que serão utilizados para a liberação. Cerca de 30 min depois, os bitus (machos alados) são expulsos e liberados do formigueiro. Em seguida, cada tanajura que será liberada pega uma pequena porção do fungo e o guarda no interior de sua cavidade bucal, chamada de gáster. Essa porção de fungo será fundamental para que possa iniciar uma nova cultura, ao estabelecer um novo ninho. Em seguida, essas tanajuras também são liberadas e se inicia o espetáculo da revoada.

O acasalamento


O acasalamento ocorre no ar e mais de um bitu pode fecundar a fêmea, até que sua espermateca, que é um órgão no interior de seu abdômen, onde os espermatozoides necessários para a fecundação dos óvulos, para o resto de sua vida, são armazenados e podem gerar milhões de formigas, estando cheio.

A época


A época de ocorrência da revoada varia de acordo com a região. Na Zona da Mata de Minas Gerais, por exemplo, inicia-se em outubro; na região litorânea da Bahia, em abril. Embora não se conheça exatamente quais fatores promovem o início da revoada, sabe-se que esta só ocorre sob condições climáticas propícias, principalmente, em relação à umidade, capazes de garantir à rainha sucesso na escavação do ninho. A ocorrência de chuvas prévias é essencial para que a revoada aconteça. No norte do Brasil, as revoadas podem ocorrer em duas épocas diferentes, embora não se saiba que processo dispara o voo. Sabe-se que existe grande influência das condições climáticas sobre a revoada.

A formação do novo formigueiro


Ao terminar o voo, a rainha fecundada perde suas asas e inicia a formação de um novo formigueiro. Uma vez que a rainha se encontra em um local propício, irá cavar ela mesma um túnel, formando uma pequena câmara a cerca de 10 cm de profundidade. Ela irá selar a entrada da câmara e, exceto se forçada, nunca mais emergirá, tornando-se fotofóbica.

Cerca de dois dias após a formação dessa câmara, a rainha regurgita o pedaço de fungo que estava armazenado no gáster. Nesse início, como a rainha está solitária, é ela que tem o dever de realizar todas as operações nessa única célula do formigueiro, que são: cuidar da colônia de fungo, colocar ovos, cuidar da prole e manter os cuidados consigo mesma.

A rainha, normalmente, inicia de imediato a postura de ovos que se desenvolvem em larvas após, aproximadamente, 25 dias e, depois de mais 10 dias, forma-se um casulo. Se as condições forem favoráveis, as operárias emergirão dentro de poucas semanas. A rainha irá se alimentar ou beber somente quando as operárias tiverem emergido; ela sobreviverá se alimentando dos músculos atrofiados de suas asas, além de consumir alguns de seus ovos.

Quando as primeiras operárias se tornam adultas, o que ocorre com cerca de 60 a 90 dias após a revoada, passam a desempenhar as funções de cuidar do formigueiro. Neste início, como existem poucas operárias, a rainha, ainda pode continuar a se alimentar sozinha, cuidar de sua limpeza e ajudar as operárias a alimentar as larvas. Quando o formigueiro passa a ser um pouco mais populoso a rainha passa a ter somente uma função: colocar ovos. Até a comida é levada à sua boca.

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Por Silvana Teixeira.

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