Adubação orgânica e química do solo

A adubação orgânica e química do solo têm como objetivo principal manter ou aumentar a quantidade de nutrientes do solo, para que suas deficiências sejam sanadas

Adubação orgânica e química do solo

A adubação visa aumentar a quantidade de nutrientes do solo e melhorar suas características físicas.

A adubação orgânica e química do solo tem como objetivo principal manter ou aumentar a quantidade de nutrientes do solo, de tal forma que suas deficiências, em virtude da natureza do material de origem, do clima e do manejo, sejam sanadas.

Quanto à recomendação de adubação, normalmente, a tarefa consiste em estabelecer em que classe de teor está o resultado da análise, o que conduz as quantidades de P2O5 e K2O a serem aplicadas.

As quantidades de fertilidade recomendadas são específicas para cada cultura e divididas em adubação de plantio e de cobertura.

Adubação orgânica - esterco de origem animal

“A adubação orgânica pode ser compreendida como a utilização de resíduos orgânicos de origem animal, vegetal, agroindustrial e outros, com o fim de aumentar a quantidade de nutrientes do solo e melhorar as características físicas (estrutura) do solo”, afirmam os professores Luiz Inácio, Eurípedes Malavolta, Heitor Cantarella, Jorge de Castro, Moacir Camponês, Godofredo César e José Luiz Coelho, do Curso Análise de Solo e Recomendações de Calagem e Adubação, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas.

O esterco de origem animal merece uma atenção especial, pois é um adubo orgânico muito importante. Muito embora os estercos possuam todos os elementos essenciais, que uma planta precisa para desenvolver, são insuficientes para atender as quantidades exigidas pelas culturas.

O nitrogênio é um dos elementos mais importante na constituição do esterco, no entanto, os outros elementos não podem ser ignorados, pois, mesmo em menores quantidades, eles possuem sua importância, como o Fósforo, o Potássio, o Zinco e o Cobre. Estes dois últimos são encontrados no esterco de galinha e de porco.

O termo “série de decaimento” usado pelos profissionais da área expressa a porcentagem de mineração do N, que ocorre a cada ano, após a aplicação do esterco.

Dizer que: “um adubo orgânico possui uma série de decaimento de 0,30; 0,10; 0,05 indica que, para o primeiro ano, 30% do seu conteúdo total em N estará mineralizado, 10% do total restante no segundo ano, e 5% do restante do N não mineralizado, no primeiro e segundo ano, estará disponível no terceiro e assim sucessivamente”.

Adubação química - adubação fosfatada

Quando falamos em adubação fosfatada, primeiramente, vem à cabeça o termo P2O5, muito conhecido nos meios agronômicos, no comércio e até na legislação.

Para a recomendação da adubação fosfatada, deve-se levar em conta a quantidade de Fósforo existente no solo, determinada pela análise e, também, a produtividade esperada e as diversas culturas.

O Fósforo é um fator limitante quando se fala em produtividade em solos pouco adubados ou naqueles que nunca foram adubados.

Com adubações frequentes, o efeito residual faz com que os teores de Fósforo subam, porém, a quantidade exigida para atingir teores altos na análise de solo é bastante elevada, principalmente para solos mais argilosos.

Pelo fato de o Fósforo ser imóvel no solo, sempre que possível, esse nutriente deve ser adicionado dentro do solo, em sulcos ou covas, no caso dos fosfatos solúveis em água.

Da mesma forma, deve-se aproveitar o período de instalação para aplicar o Fósforo em profundidade no solo, nas covas ou sulcos, no caso das culturas perenes.

Nas culturas de ciclo curto, não se deve aplicar Fósforo em cobertura, exceto quando o adubo for coberto por terra, a fim de possibilitar a absorção do nutriente pelas raízes.

Os solos com toxidez de Alumínio devem receber calagem como primeira prática de manejo, pois a calagem prévia aumenta a disponibilidade de Fósforo para a planta.

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Por Andréa Oliveira.

 

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