O mutualismo entre natureza e homem

Agricultura Natural, o sistema de produção que tem por objetivo preservar a saúde do meio ambiente, a biodiversidade, os ciclos e as atividades biológicas do solo.

A Agricultura Natural, iniciada e instituída na década de 30 pelo filósofo Mokiti Okada (1882 – 1955), é desenvolvida respeitando-se os princípios da Natureza, tomando-a como modelo e obedecendo às suas leis. A filosofia de Mokiti Okada preconiza que a Natureza, no seu estado original, é a Verdade, e deve, portanto, ser respeitada.


A Agricultura Natural é definida como um sistema de exploração agrícola que se fundamenta no emprego de tecnologias alternativas, as quais buscam tirar o máximo proveito da natureza, das ações do solo, dos seres vivos, da energia solar, de recursos hídricos. As técnicas da Agricultura  Natural fundamentam-se no método natural de formação do solo, com interferência humana em concordância às leis da natureza, de maneira a preservar o ecossistema, promovendo a harmonia e a prosperidade dos seres humanos e de todos os tipos de vida.


O processo de modernização da agricultura, baseado no uso intensivo de insumos industrializados, que se instalou nos últimos séculos, promoveu grande aumento da produção agropecuária. Entretanto, trouxe também efeitos desmoralizadores, que se acentuam com o passar dos anos, como a tendência de diminuição da capacidade produtiva do solo, resultante da erosão e da perda de matéria orgânica, a degradação do meio ambiente e a contaminação dos produtos obtidos através do uso abusivo de produtos agroquímicos. 

   
Os consumidores estão cada vez mais conscientes dos danos causados pelo sistema tradicional de produção, como a contaminação ambiental e, o que é pior, a contaminação dos alimentos. Assim é crescente o número de consumidores que querem alimentos mais saudáveis, produzidos sem o uso de agrotóxicos e de adubos químicos, além de não causarem impactos ao meio ambiente.


O Brasil é o terceiro maior país com áreas destinadas à plantação de orgânicos: 1,8 milhões de hectares. O apoio à produção orgânica está presente em diversas ações do governo brasileiro, que oferece linhas de financiamento especiais para o setor e incentiva projetos de transição de lavouras tradicionais para a produção orgânica.


O curso de Agricultura Natural, promovido pelo Centro de Produções Técnicas – CPT vem divulgar os conceitos e as práticas desta técnica que vem entusiasmando o produtor rural brasileiro, permitindo que monte seu próprio negócio. No curso você receberá informações dos Prof. Shiro Miyasaka com participação especial do Engº Agrônomo Kunio Nagai e Newton S. Miyasaka, especialistas na área.


Após fazer o curso e ser aprovado na avaliação, o aluno recebe um certificado de conclusão emitido pela UOV – Universidade On Line de Viçosa, filiada à ABED – Associação Brasileira de Educação a Distância.  


Com as informações sobre a prática da Agricultura Natural os agricultores terão a possibilidade de se inserir num mercado de excelentes perspectivas, considerando a crescente demanda por produtos de melhor qualidade e o forte apoio do governo à produção orgânica.

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Comentários

amanda

7 de jul de 2013

obg

Resposta do Portal Cursos CPT

8 de jul de 2013

Olá, Amanda!

Agradecemos sua visita e comentário em nosso site.

Atenciosamente,

Ana Carolina dos Santos

cristovam de oliveira salvador

3 de abr de 2013

Assisti uma demonstração sobre agricultura natural fiquei empolgado, porém na hora de fazer a compostagem a mesma não deu certo. Gostaria de receber algo a respeito de como fazer uma perfeita compostagem. Muito obrigado.

Resposta do Portal Cursos CPT

4 de abr de 2013

Olá, Cristovam!

Agradecemos sua visita e comentário em nosso site.

A compostagem é o processo de decomposição aeróbica de biomassa (restos animais, vegetais e industrias) por meio de determinados microrganismos.

Material utilizado para o preparo do composto orgânico: Pode ser utilizado qualquer material orgânico, sem contaminação química, existente na propriedade e, ou na região. Assim, podem ser empregados restos de alimentos, estercos animais, aparas de grama, folhas, galhos, restos de culturas, resíduos de agroindústria. Para determinar a proporção com que cada material irá entrar no composto orgânico, é importante considerar seu conteúdo em carbono (C) e em nitrogênio (N), e a relação entre esses dois elementos, uma vez que são nutrientes mais importantes para a decomposição microbilógica.

Para montar a pilha, escolha um local preferencialmente plano, livre de ventos e de fácil acesso para carga e descarga do material, próximo a uma fonte de água para as irrigações periódicas. Para empilhar os materiais, faça camadas da seguinte forma:

* primeira camada com palhas de, no máximo, 30 cm de altura, de cada tipo de palha que se tenha disponível;

* aplicar sobre esta primeira sequência, uma fina camada de esterco animal;

* irrigar abundantemente sobre o material empilhado, evitando escorrimentos excessivos de água, permitindo, assim, obter melhor distribuição da umidade no interior do monte;

* após empilhar essa primeira sequência de palhas e esterco, inicia-se nova sequência dos mesmos materiais, até formar uma altura adequada do monte.

O tamanho da pilha de composto não deve ser maior que 3,0 m de largura por 1,5 m de altura, para facilitar o manuseio do material no pátio e melhorar o controle do arejamento e da umidade. O comprimento é livre, dependendo apenas da quantidade de material e do espaço disponível no local.

Ao composto podem ser adicionados farinhas de rocha, para enriquecimento em determinados nutrientes. Como exemplo, temos o MB-4 e o fosfato de Araxá. A quantidade recomendada é de 3,0kg de farinha de rocha por metro cúbico de composto. A farinha de rocha deve ser colocada juntamente com o esterco, bem espalhada sobre a camada de palha. Após a adição do esterco e da farinha de rocha deve ser feita uma irrigação abundante, para que o chorume infiltre nas camadas de palha abaixo.

Irrigações: a umidade adequada é um dos fatores mais importantes para uma decomposição mais rápida do material. Recomenda-se irrigar os montes de dois em dois dias, usando uma quantidade de água suficiente apenas para repor a perda por evaporação, pois o excesso de umidade atrasa o processo de decomposição. Para verificar a umidade siga os passos:

* esprema um punhado de composto com as mãos. Se escorrer água entre os dedos, o composto estará muito molhado, mas se formar um torrão e este se desmanchar com facilidade, a umidade estará próxima ao ponto ideal;

* observe, quando for revirar o material, se existe um mofo branco em alguns locais no meio do monte, o que indica que a umidade está baixa.

Reviramentos: o monte deve ser revirado periodicamente, para um controle adequado da umidade e temperatura do composto. É importante fazer o primeiro reviramento com 7 a 10 dias após a montagem e os demais espaçados de 15 a 20 dias, num total de 4 reviramentos. Durante cada reviramento, irriga-se novamente para distribuir bem a umidade em todo o monte.

Temperatura: a faixa de temperatura ideal para a decomposição do material varia de 50ºC a 60ºC. Deve-se evitar que a temperatura ultrapasse 70ºC, pois temperaturas excessivas podem queimar o material, o que não desejável. para reduzir a temperatura, deve-se revirar e irrigar o composto.

Composto pronto: o material estará decomposto e pronto para uso, quando apresentar cor escura e a temperatura estiver abaixo de 35ºC, o que deverá ocorrer a partir dos 75 dias da montagem.

Atenciosamente,

Ana Carolina dos Santos

 

 

 

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