Biofertilizantes: como produzir, aplicar e realizar a manutenção

O biofertilizante contém células vivas ou latentes de cepas microbianas (bactérias, leveduras e fungos filamentosos). Incrementam e aceleram os processos biogeoquímicos no solo e suas interações com as plantas

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Como meio vivo, o biofertilizante contém células vivas ou latentes de cepas microbianas (bactérias, leveduras e fungos filamentosos). Esses agentes, em geral, atuam eficientemente na conversão e potencialização de diversos nutrientes e substâncias ativas, incrementando e acelerando os processos biogeoquímicos no solo e suas interações bioquímicas e elicitoras com as plantas. Além da ação nutricional e da ação fungistática e bacteristática sobre fitopatógenos, pesquisas buscam comprovar a ação deletéria do biofertilizante sobre o desenvolvimento e a reprodução de alguns insetos e ácaros fitófagos.

“Os biofertilizantes são ricos em metabólitos (micro e macromoléculas) tais como: enzimas, antibióticos, vitaminas, toxinas, fenóis e outros voláteis, ésteres e ácidos, inclusive de ação fito-hormonal”, firma Paulo Antônio D'Andréa, professor do Curso a Distância CPT Cultivo Orgânico de Citros, em Livro+DVD e Curso Online.

O bioferilizante pode ser produzido em caixas de fibrocimento ou plásticas, para volumes de até mil litros. Para volumes maiores, deve ser feita uma “piscina”, diretamente no solo, com as dimensões do volume que se quer obter. A profundidade deve ser, no máximo, de 1 metro. O fundo e as laterais devem ser revestidos com lona plástica. O tanque deve ficar descoberto e ser localizado em área ensolarada. Para dimensionar o volume do tanque, deverá ser considerado um consumo diário de biofertilizante de no máximo 10% da sua capacidade. Por exemplo: para um consumo diário de 100 L de biofertilizante, o tanque deverá ter volume de 1 mil litros.

Para a produção de biofertilizante, adicionam-se os seguintes componentes, com respectivas proporções:


1 kg de Microgeo
4 L de esterco de gado
20 L de água não clorada (completando o volume)

Para produção de 1000 L de bioferilizante, por exemplo, colocam-se no tanque:
- 50 kg de Microgeo
- 200 L de esterco de gado
- Água para completar o volume de 1000 L

Após colocar todos os componentes no tanque, nos dias seguintes deve-se agitar duas vezes ao dia com um rodo feito com borracha de pneu ou de madeira. Ao fazer a agitação com o rodo, de forma profunda, será possível determinar a espessura da camada orgânica depositada no fundo do tanque. Assim, verifica-se a necessidade de fazer a reposição do esterco de gado e de outros materiais orgânicos, para a manutenção do processo. Pode-se iniciar o uso do biofetilizante com aproximadamente 15 dias, após a mistura inicial dos insumos.

Para manter a compostagem em meio líquido de forma contínua, contabilizar diariamente o volume de biofertilizante consumido, repondo no tanque os insumos nas seguintes proporções:


- Microgeo: para cada 40 L de bioferilizante, repor 1 kg de Microgeo. O intervalo de reposição poderá ser semanal ou até mensal, ou seja, fazem-se intervalos menores, quanto maior o volume de biofertilizante utilizado.

- Esterco de gado: adicionar um volume de esterco de gado suficiente para manter a mesma proporção biomassa/água do início do processo (20%), sempre que se verificar, com a ajuda do rodo, a diminuição da camada orgânica no fundo do tanque.

- Água: a reposição de água não clorada no tanque é feita em função do somatório do volume de biofertilizante consumido, da evaporação e das chuvas. O volume de água a ser adicionado deverá ser suficiente para a manutenção inicial do biofertilizante. Para isso, recomenda-se marcar o nível do biofertilizante logo após o seu preparo. A frequência de reposição poderá ser diária (usando um registro com boia), ou até mensal, também em função do volume de bioferilizante utilizado.

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