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Tomate hidropônico - controle doenças e pragas e obtenha sucesso na produção

Para evitar que alguma doença ou praga ataque seus pés de tomate, o produtor experiente deve ficar atento às suas plantas e fazer o controle necessário, gerando ganho na produção

Para obter sucesso na produção de tomates, é primordial controlar doenças e pragas que atacam os tomateiros

Para obter sucesso na produção de tomates, é primordial controlar doenças e pragas que atacam os tomateiros

O aumento na produtividade do tomateiro produzido por meio de cultivo hidropônico vem superando o cultivo em solo. Segundo os produtores que vêm trabalhando com o cultivo de tomates hidropônicos, o número de doenças e pragas que causam danos econômicos são muito menores do que em lavouras de campo. No entanto, para evitar que alguma doença ou praga ataque seus pés de tomate, o produtor experiente deve ficar atento a seus tomateiros e fazer o controle necessário, o que trará o sucesso da produção.

Requeima ou mela (Phytophora infestans)

 

“A requeima é favorecida por umidade elevada e temperaturas em torno de 15 a 20ºC, mas pode ocorrer em regiões de clima quente, desde que as noites sejam frias”, afirmam os professores Carlos Alberto G. de Moraes e Marcelo H. Watanabe, do curso Hidroponia Cultivo de Tomate, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas.

 

Sintomas

A requeima afeta todos os órgãos aéreos do tomateiro. Nas folhas, a doença se inicia com pequenas manchas de aparência úmida, que se tornam necrosadas, marrons, com um halo verde-claro. Estas lesões atingem tamanhos bem maiores do que as da pinta-preta (Alternaria). Sob umidade acima de 90%, a parte de baixo da folha mostra abundante esporulação do fungo em volta da lesão. No caule, as lesões são escuras e podem causar a morte do broto terminal. Com a diminuição da umidade, as folhas apresentam-se secas como se tivessem sido queimadas pelo frio.

 

Controle

- Evitar plantios próximos a lavouras velhas ou mal cuidadas de tomate;

- Eliminar os restos culturais logo após a colheita;

- Aplicar fungicidas, preventivamente, de preferência, os sistêmicos, em épocas de clima frio e úmido.

Quando maduros, os tomates infectados pela pinta-preta desenvolvem podridão escura a partir da região peduncular. Foto: reprodução 

 

Pinta-preta (Alternaria solani)

 

A pinta-preta é favorecida por temperatura e umidade altas.

 

Sintomas

Os sintomas localizam-se nas folhas, frutos e caule. Nas folhas mais velhas, onde a doença é primeiro detectada, ocorrem manchas pequenas de cor marrom-escura, circundadas ou não de um halo amarelado. À medida que a lesão cresce, formam-se anéis concêntricos. Ataques severos causam a secagem das folhas. A pinta-preta, normalmente, não ataca folhas novas. Os tomates infectados, principalmente quando maduros, desenvolvem podridão escura a partir da região peduncular. No caule, aparecem manchas marrons, arredondadas ou alongadas.

 

Controle

- Eliminar os restos culturais pela queima ou enterramento profundo, logo após a colheita;

- Aplicar fungicidas preventivamente.

 

Mofo-cinzento (Botrytis cinerea)

 

O mofo-cinzento é favorecido por climas com temperaturas amenas e alta umidade relativa do ar. O patógeno tem um amplo ciclo de hospedeiros e produz grande número de esporos nas lesões. Levantados pelo vento, normalmente, infectam o tomateiro por meio de aberturas naturais ou ferimentos provocados por insetos. As maiores perdas provocadas pelo bolor- cinzento são relativas ao apodrecimento de tomates.

 

Sintomas

O mofo-cinzento é, normalmente, observado em folhas velhas. Com o aumento do inóculo, tecidos jovens também são atacados. As lesões nas folhas se assemelham às da requeima. Os tecidos necrosados ficam com uma coloração acinzentada e com aspecto aveludado, em virtude da esporulação do fungo.

 

Controle

- Evitar plantios muito densos com baixa aeração da folhagem;

- Evitar excesso de nitrogênio, que contribui para o crescimento exagerado da folhagem e formação de microclima propício à doença;

- Aplicar fungicida preventivamente.

 

As larvas-minadoras penetram os folíolos, cavando galerias ou minas. Após o estágio larval, elas deixam os folíolos e empupam no solo. Foto: reprodução  

Larva-minadora (Liriomyza spp)

 

O ataque da larva-minadora ocorre, principalmente, no estádio inicial da cultura e pode ser observado pelas minas em forma de serpentina nos folíolos.

 

Descrição

Os adultos são moscas com 2 mm de comprimento. As fêmeas colocam os ovos nos folíolos. As larvas os penetram onde se desenvolvem, cavando galerias ou minas. Após o estágio larval, elas deixam os folíolos e empupam no solo.

 

Controle

- Manter a cultura no limpo;

- Usar inseticidas apenas quando a população do inseto for elevada, pois a praga adquire, rapidamente, resistência aos produtos aplicados.

 

Broca-pequena (Neoleucinodes elegantalis)

 

Ocorre a partir do início do florescimento. As larvas crescem no interior do tomate, alimentando-se da polpa e abrindo galerias. Saem para empupar no solo. Os frutos danificados ficam inutilizados para a comercialização e consumo.

 

Descrição

Os ovos, de coloração branca, são postos junto ao cálice. Dois a três dias após a postura, eclodem as larvas que se introduzem nos frutos, deixando um orifício imperceptível. A lagarta desenvolvida mede de 11 a 13 mm de comprimento e apresenta coloração rosada. O adulto é uma mariposa de, mais ou menos, 25 mm.

 

Controle

- Manter a cultura no limpo;

- As pulverizações devem ser iniciadas a partir do florescimento, com jato dirigido aos botões florais e frutos novos.

 

Traça-do-tomateiro (Scrobipalpuloides absoluta)

 

A traça-do-tomateiro ocorre durante todo o ciclo da cultura e é favorecida pelo clima seco. As larvas atacam os folíolos formando áreas transparentes. No caule, formam minas e, nos tomates, formam galerias.

 

Descrição

Os ovos são postos, individualmente, nas folhas na parte superior. Os adultos são pequenas mariposas de coloração cinza-prateadas. Durante o dia, as mariposas se escondem entre as folhas do tomateiro e se movimentam ao entardecer.

 

Controle

- Evitar plantios novos junto a culturas já em desenvolvimento;

- Eliminar restos culturais;

- Fazer as pulverizações durante todo o ciclo da cultura, de preferência , ao anoitecer ou nas primeiras horas do dia.

 

Atenção!

 

Antes de qualquer aplicação nos pés de tomate, consulte um Engenheiro Agrônomo, que é o profissional capacitado para prescrever receitas para uso de defensivos. Ao usar o produto, siga corretamente as instruções contidas no rótulo, em especial aquelas referentes à dosagem, ao intervalo de aplicação, período de carência e aos cuidados no manuseio.

 

Confira mais informações, acessando os cursos da área Hidroponia.

 

Por Andréa Oliveira

 

 

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Comentários

Francisco Célio Nogueira da Sila

30 de ago de 2016

Olá, Tenho um pequeno cultivo de tomate hidropônico, em canos da parede da cobertura, em São Miguel/RN, já estão com 2 meses, tem frutos do tamanho de um ovo, porém os pés, que ficam exposto ao sol, estão murchando e morrendo e o fundo dos frutos dos pés que ainda estão verdes apodrecendo. Suspeito do calor e a temperatura da água, pois o depósito fica no sol. Sabe me dizer o que tem de errado, pode ser doença ou falta de alguma coisa? Obrigado

Resposta do Portal Cursos CPT

31 de ago de 2016

Olá Célio,

Agradecemos sua visita e comentário em nosso site. O aumento na temperatura da solução nutritiva é um dos piores problemas, afetando diretamente a plantação. Quanto maior a temperatura da solução, menor a capacidade da solução de dissolver o oxigênio. A alface por exemplo é uma planta que cresce satisfatoriamente num nível de OD (oxigênio dissolvido) de pelo menos 4 ppm. A insuficiência de oxigênio reduz a permeabilidade da água na raiz, ocorrendo a acumulação de toxinas, de forma que, água e minerais não podem ser absorvidos em quantidade suficiente para suportar o crescimento das plantas. Com isso, há murchamento e estresse na planta, acompanhado de taxas mais lentas de fotossíntese e transferência de carboidratos, deficiência de minerais entre outros problemas. Como se não bastasse isso, uma vez que a planta fica estressada, patógenos oportunistas, como o Pythium, podem tomar posse facilmente da plantação.

O fungo pertencente ao gênero Pythium spp é um dos fungos mais problemáticos presentes na horticultura. Caracteristicamente ele ataca as plantas pouco resistentes ou que estão sofrendo de algum estresse proporcionado pelo ambiente na qual ela esta inserida. O fungo ataca o sistema radicular da planta, sendo o principal sintoma o apodrecimento da raízes e consequentemente murchamento da folha. É interessante verificar que há produtos comerciais que podem “eliminar” o fungo da sua plantação, contudo, caso a temperatura da solução continue alta, há a grande chance do fungo voltar (reprodução via esporo), de modo que, seria mais interessante nesse caso pensarmos em métodos para minimizar o aumento da temperatura da solução nutritiva.

A temperatura da solução ideal para as plantas cultivadas em hidroponia está na faixa de 18ºC a 24º C no verão e 10ºC a 16ºC no inverno. Temperaturas muito acima ou abaixo desses limites causam danos à planta, pois as plantas tem dificuldade em absorver nutrientes em temperaturas extremas.

Atenciosamente,
Ana Carolina dos Santos

Joaquin Libardi Solla

13 de mai de 2016

Bom dia, Gostaria de receber informação respeito ao controle de pragas e doenças do tomate hidropônico, mas por meios naturais, sem agrotóxicos. Obrigado.

Resposta do Portal Cursos CPT

16 de mai de 2016

Olá Joaquim,

Agradecemos sua visita e comentário em nosso site. Para mais informações cadastramos seu e-mail para receber nosso boletim informativo sobre agricultura.

Atenciosamente,

Ana Carolina dos Santos

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