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Gestão da moderna cooperativa

A gestão moderna da organização cooperativa constitui o uso de práticas gerenciais coerentes com as características da organização e do ambiente onde ela está inserida.

A gestão moderna da organização cooperativa constitui o uso de práticas gerenciais coerentes com as características da organização e do ambiente onde ela está inserida. De nada vale fazer uso de tecnologia gerencial cujas práticas não estejam relacionadas com as características da organização cooperativa, bem como do seu contexto, e que não leve em consideração aspectos relacionados ao cooperado, ao cliente e aos funcionários que fazem parte da organização cooperativa.

O ambiente econômico atual é turbulento e muito dinâmico, fazendo com que a organização cooperativa busque formas de sobrevivência.

A gestão moderna se diferencia do modismo gerencial porque neste o que se privilegia é o uso das técnicas empresariais recentes ou que estão em moda. No caso da gestão moderna, não importa se a prática gerencial é nova ou antiga, o que importa é que esta esteja coerente com as pessoas que vão aplicá-las, com a estrutura física e de pessoal da organização e também com as características onde a cooperativa esteja inserida, levando em consideração as necessidades dos clientes, a situação dos concorrentes e o ambiente institucional (regras do jogo). A prática da gestão moderna de uma cooperativa envolve quatro aspectos.

Em primeiro lugar é preciso saber porque a organização precisa ser administrada. No atual mercado, denominado globalizado, a sobrevivência de grande parte das organizações depende de seu poder competitivo ou da capacidade dessas organizações se adaptarem às realidades ou contexto. A organização cooperativa que não estiver atenta às características atuais do mercado, onde o consumidor é exigente e onde a informação consiste em um veículo para conseguir alcançar ou atingir esse consumidor, pode sair do mercado. O ambiente econômico atual é turbulento e muito dinâmico, fazendo com que a organização cooperativa busque formas de sobrevivência e, ou mesmo, formas de se estabelecer, crescer e desenvolver; caso contrário, ela desaparece como está acontecendo com muitas organizações. Para que isso não aconteça, faz-se necessário a adoção de práticas gerenciais coerentes com essa realidade.

Em segundo lugar, é preciso conhecer a organização cooperativa, suas características internas, saber o sistema de onde ela faz parte, conhecer também as diferenças entre cooperativa e outros tipos de organizações. No processo de administração da cooperativa, os dirigentes, tanto os eleitos quanto os executivos contratados, precisam ter consciência de que a organização é, ao mesmo tempo, uma associação de pessoas e uma empresa. Ela apresenta algumas regras básicas. A primeira é a da igualdade dos membros associados. A segunda é a regra da relação entre os membros e a empresa. A terceira regra é a da partilha dos resultados desta empresa. A quarta regra é a do caráter inalienável da organização cooperativa. Essas são regras fundamentais para o entendimento e para fixar o caráter de uma organização.

O terceiro aspecto importante na gestão moderna de uma cooperativa é o conhecimento do ambiente econômico onde a organização está inserida. É importante conhecer o ambiente, pois, em função de suas características, é que são adotadas determinadas práticas gerenciais no sentido de eliminar os efeitos negativos ou aproveitar as oportunidades propiciadas por essas características. Por exemplo, as variáveis econômicas, hoje em dia, influenciam muito o resultado das organizações, principalmente das organizações cooperativas. O processo de abertura da economia brasileira fez com que vários produtos de outros mercados alcançassem os mais longínquos espaços em que se encontram os diferentes consumidores. Se os dirigentes não tiverem consciência e compreenderem que esses clientes influenciam fortemente as organizações empresariais, há prejuízo e dificuldades de competir. Sabe-se que ocorre, na atualidade, uma ampliação do sistema de informação, com circulação de oferta de produtos e criação de demandas, de pontos cada vez mais distantes, de forma globalizada, fazendo com que os clientes mudem seu comportamento de consumo de produtos e serviços. A cooperativa que não estiver atenta para esses aspectos pode perder o seu cliente e perdendo seu cliente, pode perder a necessidade de existir.

É preciso, finalmente, que sejam conhecidas as práticas gerenciais disponíveis no mercado ou no ambiente tecnológico. Hoje em dia, muitas organizações cooperativas buscam fazer uso de práticas gerenciais sem conhecê-las muito bem, apenas buscando informações rápidas. Ocorre que diretorias de cooperativas buscam inovar por inovar, sem mesmo conhecer muito bem o que é administrar uma organização cooperativa. Conseqüentemente, constata-se o emprego de certas técnicas gerenciais aplicadas de forma incorreta ou de forma incompleta, e isso gera problemas que vão influenciar ou que vão afetar os resultados da organização.

A implantação de práticas modernas de gestão em cooperativas faz-se necessária para que seja possível vencer os desafios que se apresentam a essas organizações. Um dos desafios das cooperativas e do cooperativismo é a legitimação. Elas precisam ser reconhecidas como tal, como organizações que tenham uma imagem positiva dentro da sociedade em que se inserem. A cooperativa tem que ser valorizada pelo próprio cooperado. Apesar de ser seu proprietário, muitas vezes o associado não se sente como tal. Então, quanto mais a direção da cooperativa conduzir a esta legitimação, maior e melhor será o apoio de seus associados, bem como de seus funcionários e até mesmo, de forma circular, de seus próprios dirigentes.

Outro desafio que se apresenta às cooperativas é a capitalização da organização, através do investimento tanto em equipamentos, benfeitorias e máquinas diversas. O capital tem um custo, a cooperativa tem a opção de buscar esse dinheiro em fontes financiadoras, em bancos privados, bancos federais, etc. A partir dessa opção, começam os problemas, sobretudo quando se leva em conta as altas taxas de juros praticadas no Brasil. Outra opção é buscar outras formas de capitalização, apelando para os próprios cooperados, conscientizando-os para investir na organização cooperativa.

Observa-se na atualidade que algumas organizações cooperativas estão encontrando saídas através de fusões e alianças com empresas privadas não-cooperativas, com criação de outras empresas. Tais empresas capitalistas passam a constituir um conjunto de outras empresas ligadas a organização cooperativa, que passa a ter participação nos lucros. Entretanto, esse é um grande desafio porque essas opções podem trazer problemas. Pode ocorrer, por exemplo, a incorporação de uma empresa que está em situação crítica. Isso pode abalar ou pode comprometer a própria estrutura da organização cooperativa.

A fidelidade do associado, assim como a busca da fidelidade dos clientes, é algo a ser trabalhado. A participação do conjunto dos associados é importante, sendo mesmo fundamental para o sucesso da organização. Uma cooperativa sem participação revela, quase sempre, que os interesses pessoais sobressaem sobre os interesses coletivos. Isso ocorre, muitas vezes, dado à ausência de uma estrutura que possibilite que essa participação aconteça. Assim, é freqüente o fato, por exemplo, em cooperativas agropecuárias, do associado não fornecer produtos para processamento e/ou comercialização pela cooperativa, preferindo outros canais. Mas, esse mesmo associado continua adquirindo produtos de consumo nas lojas da cooperativa.

Esses vários desafios estão presentes na busca dessa nova gestão de cooperativas. Os dirigentes de organizações cooperativas podem sempre procurar incorporar aspectos de gestão moderna. A partir das reflexões apresentadas no curso "Gestão da Moderna Cooperativa", produzido pelo CPT - Centro de Produções Técnicas, sob coordenação técnica dos engenheiros agrônomos Juvêncio Braga de Lima e Antônio Carlos dos Santos, foi desenvolvido um "Modelo de Modernização de Organizações Cooperativas", com base em três fases denominadas: Diagnóstico da Organização; Construção de Práticas Modernas de Gestão e Vigilância da Identidade Cooperativa. Esse modelo pode ser aplicado para que a diretoria de uma cooperativa possa estabelecer um "Plano de Modernização Gerencial da Cooperativa".

Engº Agrônomos Juvêncio Braga de Lima e Antônio Carlos dos Santos, ambos professores e doutores do Departamento de Administração e Economia da Universidade Federal de Lavras MG.

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