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Zebu - uma história de sucesso

O bovino Bos taurus indicus, conhecido como zebu, possui uma característica bastante peculiar: a corcova no dorso. Tal marca o fez receber o apelido "boi de corcova", nas mais diversas regiões do Brasil. Em algumas delas, a corcova também é chamada de cupim (Minas Gerais), ou ainda giba (Rio Grande do Sul). Com sua fama se disseminando pelo país, além do incentivo de inúmeros produtores de gado brasileiros, a pecuária zebuína ganhou espaço no mercado, fazendo com que mais exemplares fossem importados, o que promoveu a consolidação da raça no Brasil. Atualmente, mais de 80% do rebanho bovino brasileiro é formado por zebuínos.

ABCZ - Associação Brasileira de Criadores de Zebu

A ABCZ (Associação Brasileira de Criadores de Zebu) possui em torno de 18 mil associados (no Brasil e no exterior). É ela que coordena e centraliza todas as atividades relacionadas ao zebu nas áreas técnica, política e econômica. Foi fundada em 1934 como Sociedade Rural do Triângulo Mineiro e tem sua sede em Uberaba, MG, localizada no interior do parque Fernando Costa.

Caprinos: categorias animais e ciclo de produção

Os caprinos foram introduzidos no Brasil durante o período de colonização. Devido ao porte, eram facilmente transportados nos navios. Da mesma forma, devido à grande adaptabilidade a muitos ambientes, podiam ser criados nos territórios recém- colonizados, sem maiores problemas para subsistência.

Zebuínos no Brasil - raça Kangayam

A raça de Zebu Kangayam, também conhecido como Kanganad e Kongu, é a maior entre as demais raças do grupo Mysore. Trata-se de um gado muito apreciado para tração, por apresentar forte musculatura e carcaça harmoniosa, o que muito despertou o interesse dos brasileiros. Especializada em transportes leves, o Kangayam aguenta trabalhar até dez horas por dia e os animais destinados à tração se adestram entre dois a três anos.

Criação de caprinos de corte - dicas de manejo na reprodução

A reprodução é uma fase que requer grande atenção, pois é a partir dela que os produtos da caprinocultura, cabritos e cabritas, são obtidos, seja para a produção de carne, seja para a incorporação no rebanho. Um bom manejo reprodutivo, com acasalamentos bem direcionados, pode proporcionar um rápido crescimento para o rebanho caprino, com a constante entrada de novos e melhores animais. Além disso, a reprodução é um fator limitante de grande importância na eficiência da produção de qualquer criação.

Caprinos da raça Anglo Nubiana são excelentes na produção de leite e carne

Os caprinos Anglo Nubianos, animais resultantes dos cruzamentos de cabras Nubianas, originárias do Sudão (Vale do Nilo), com cabras comuns da Inglaterra, são uma raça de dupla aptidão: carne e leite. Foram introduzidos no Brasil em meados de 1927 e facilmente se adaptaram ao ambiente tropical, exceto nas regiões úmidas. São largamente encontrados na Bahia, Pernambuco, Piauí e Ceará, assim como em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. O Estado de São Paulo possui um dos plantéis geneticamente mais apurados do Brasil, mas é na região Nordeste que se encontra o maior volume de animais e criadores. Trata-se de uma raça de caprinos muito utilizada em cruzamentos, visando sempre a obtenção de animais cada vez mais aptos à produção de leite e carne.

Zebuínos no Brasil - raça Guzerá

O Guzerá dominou a primeira fase do Zebú no Brasil, de 1870 a 1920. Após a abolição da escravatura, além de fatores econômicos diversos, o Guzerá surgiu como uma alternativa viável para substituir a mão de obra escrava no transporte do café, na íngremes montanhas. Além disto, ele também contribuía com o fornecimento de leite e carne às casas grandes. Começaram aí, as grandes importações do Guzerá no Brasil, engrandecendo a pecuária. Prontamente o Estado de Minas Gerais assumiu a dianteira do comércio do zebu, bem como das importações diretas da Índia. Com a grande seca nordestina (1978-83), que dizimou boa quantidade do rebanho regional, ficou comprovada a grande superioridade do Guzerá em termos de grande bravura e resistência, já que conseguiu superar as intempéries climáticas com mais facilidade que as outras raças de gado.

Zebuínos no Brasil - raça Brahman

A formação do zebuíno da raça Brahman, no Brasil, começou em 1885, quando um puro sangue Guzerá foi comprado e trazido diretamente da Índia. A revolução do Brahman, no entanto, aconteceu em 1924 devido à excelente qualidade dos animais brasileiros, já que eram grandes, musculosos, sólidos indivíduos, embora fossem uma mistura de sangue indiano, com nítida predominância de Guzerá, com alguma evidência de Gir e de Nelore. A consolidação do rebanho Brahman, então, desenvolveu-se em uma franca miscigenação de Nelore com Guzerá e Gir.

Zebuínos no Brasil - raça Gir e Gir Mocho

O primeiro registro de um animal Gir no Brasil foi publicado por meio de uma fotografia em 1916. Este registro permitiu acreditar que a raça tenha chegado no País por volta de 1911. Conhecido como a raça dos cafezais, o Gir produzia muita carne e leite.

Zebuínos no Brasil - raça Sindi

Registros apontam que a chegada do Sindi no Brasil, também conhecido como "boi de Cupim", foi em 1850, na cidade do Rio de Janeiro. Até muito pouco tempo, nunca houve um expressivo interesse pela criação do Zebu Sindi no país. No entanto, após resultados promissores e excelentes lucros oriundos do cruzamento do Sindi com o Nelore (para a produção de carne) e com o Girolando (para a produção de leite), a raça tem se despontado junto a outras. Atualmente, a grande maioria dos criadores encontra-se na região semiárida, onde o Sindi consolida uma nova fase de sua história.

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