Por que a produtividade da lavoura depende do solo?

A produtividade da lavoura depende das condições biológicas, químicas e físicas do solo, juntamente com a capacidade genética da planta e das práticas agrícolas empregadas

Produtividade da ladeira


A produtividade da lavoura depende das condições biológicas, químicas e físicas do solo, juntamente com a capacidade genética da planta e das práticas agrícolas empregadas (PRIMAVESI, 1979). A raiz é a parte da planta que, em contato com o solo, é responsável pela absorção de nutrientes, pelo abastecimento de água, pela assimilação de substâncias de crescimento e antibióticos do solo. Assim, o bom desenvolvimento radicular é condição primordial para o desenvolvimento e produtividade da planta como um todo (PRIMAVESI, 1979).

Segundo Dr. Jacimar Luis de Souza, professor do Curso a Distância CPT Cultivo Orgânico de Gengibre, Taro e Inhame, em Livro+DVD e Curso Online, “As características do solo que afetam o crescimento e o desenvolvimento das plantas, especificamente das raízes, são:
- A estrutura física;
- A disponibilidade de nutrientes essenciais para as plantas;
- A disponibilidade de água;
- A presença de oxigênio; e
- A ausência de substâncias tóxicas”.

A estrutura física do solo refere-se à organização de seus componentes minerais e orgânicos. Em um solo bem estruturado, as partículas formam agregados. Pela ação dos microrganismos do solo, os agregados são transformados em grumos.

A formação de grumos, com alta estabilidade e resistência à ação da água, depende da presença de matéria orgânica no solo. Os ácidos húmicos ou poliurônicos liberados no processo de decomposição da matéria orgânica, os filamentos de algas e as hifas de fungos formam uma espécie de “cola” que torna os grumos estáveis (PRIMAVESI, 1979). Mas, para a manutenção da estabilidade dos grumos, é necessária a presença constante de matéria orgânica no solo.

O solo bem estruturado é grumoso, possuindo poros entre os grumos, por onde circulam a água, com os nutrientes dissolvidos, e o ar. Neste tipo de solo, as raízes penetram com facilidade, alimentando a planta com água e minerais. No entanto, o solo pode perder a estrutura grumosa quando não há reposição da matéria orgânica; pela utilização de máquinas e equipamentos agrícolas, principalmente, quando há revolvimento do solo; pela exposição da superfície ao sol e ao impacto da água; entre outras razões. Então, as partículas desagregadas podem formar uma camada
compactada no perfil do solo.

O solo compactado, pesado, sem poros, não é um bom meio para o crescimento das plantas, pois reduz a quantidade de ar e de água disponíveis para as raízes e o desenvolvimento das mesmas, resultando numa baixa produtividade da lavoura. Além da boa estrutura, o solo deve ter vida, representada por uma grande variedade de organismos que o habitam, como as minhocas, as centopeias, as larvas de besouros, as formigas, os ácaros, os nematoides, os fungos, as bactérias e uma infinidade de outras espécies. Esses organismos trabalham na decomposição da matéria orgânica, tornando os nutrientes disponíveis para as plantas; e na estruturação do solo, formando galerias, que facilitam a penetração das raízes e a distribuição do ar e da água.

Algumas espécies da fauna que habita o solo são capazes de aumentar o nível de nutrientes disponíveis, não só pela decomposição e incorporação da matéria orgânica, mas também pelo acréscimo de elementos ao digerir os restos orgânicos presentes no solo. Por exemplo, as minhocas possuem glândulas calcíferas que são capazes de enriquecer com cálcio o solo que lhes serve de alimento. Outro exemplo são os organismos que fixam o nitrogênio do ar, como os rizóbios ou bactérias noduladoras, e os microrganismos de vida livre, como os Azotobacter.

A estrutura física do solo, o seu teor de umidade, a temperatura, o manejo empregado e a presença de matéria orgânica são fatores que determinam os tipos de microrganismos que vão habitar este solo. As populações de micro-organismos exercem pressão umas sobre as outras, havendo, assim, um controle da densidade populacional de cada espécie. Dessa forma, a diversidade de organismos é um importante fator no controle de patógenos do solo. A adição periódica de matéria orgânica e a rotação de culturas são práticas que levam à diversificação dos organismos do solo (PRIMAVESI, 1979).

Para que o solo mantenha-se vivo, tenha boa estrutura e seja fértil, é preciso aplicar práticas de manejo, como:


- O plantio em curvas de nível, para o controle da erosão;
- A implantação de cordões de contorno (corredores de refúgio), para conter a erosão e elevar a diversidade biológica da área.
- O manejo orgânico do solo;
- O consórcio;
- O manejo do mato nas entrelinhas, para proteção do solo; e
- A rotação de culturas.

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Por Silvana Teixeira.

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