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O que preciso saber sobre o sistema digestivo dos bovinos?

Conhecer a anatomia e a fisiologia do sistema dos bovinos ajuda os pecuaristas a otimizar a alimentação deles

Bovinos comendo - imagem ilustrativa

Gilmar Ferreira, professor do Curso CPT Nutrição de Bovinos de Corte, explica que na pecuária de corte, alimentar não significa simplesmente fornecer comida aos animais, mas sim garantir aos animais uma correta nutrição, de acordo com as necessidades que eles possuem para que apresentem máximo potencial produtivo.

E, nesse contexto, mais do que conhecer os alimentos e as propriedades nutricionais de cada um deles, é importante que o pecuarista também possua conhecimento sobre o sistema digestivo dos bovinos, haja vista que ele é peculiar e está intimamente relacionado com a alimentação desses animais.

Anatomia e fisiologia do sistema digestivo de bovinos

Em primeiro lugar, em relação à estrutura do sistema digestivo, informa-se que ele engloba a boca, a faringe, o esôfago, os pré-estômagos (rúmen, retículo e omaso), o abomaso (estômago verdadeiro ou glandular), os intestinos delgado e grosso, o reto e o ânus. Como é possível perceber, ele se assemelha ao sistema digestivo humano, mas possui particularidades que o tornam único. Além desses órgãos, há também aqueles que são chamados de acessórios, como os dentes, a língua, as glândulas salivares, o fígado e o pâncreas.

Por conta das estruturas pré-estomacais, os bovinos são conhecidos como animais ruminantes – assim como outros. Em outras palavras, eles possuem a capacidade de ruminar, que significa regurgitar o que já foi ingerido para que esse alimento possa ser novamente mastigado e, por fim, engolido outra vez.

Mastigação

Os animais conhecidos como ruminantes não possuem dentes caninos, o que faz com que sua mastigação seja um pouco diferente. E, falando nela, sua principal função é tornar o alimento consumido menor, em partículas pequenas que favoreçam a ação dos microrganismos do rúmen em relação aos carboidratos estruturais.

Compartimentos digestivos

Como observado, os bovinos são dotados de compartimentos digestivos distintos, responsáveis pela conversão do alimento em componentes químicos. Todo o trato digestivo apresenta essa funcionalidade para que, depois da conversão, todos esses componentes possam ser absorvidos pela corrente sanguínea, utilizados como nutrientes que atuam em uma série de processos vitais para os bovinos – a exemplo do crescimento, da engorda e da produção de leite, no caso dos bovinos leiteiros.

O rúmen

No que diz respeito aos “órgãos estomacais”, o rúmen é o maior deles e ocupa a maior parte do lado esquerdo da cavidade abdominal. É, ainda, subdividido em quatro partes e funciona com um movimento contínuo, em ritmo de um a três movimentos por minuto. É nele onde ocorre a divisão física e a mistura das forragens e outras partículas ingeridas aos líquidos. No entanto, os bovinos não nascem como ele já completamente desenvolvido.

- Organismos presentes no rúmen

Dentro desse órgão importante, há microrganismos que desempenham as múltiplas funções que ocorrem nesse local: bactérias, protozoários e fungos. Basicamente, eles realizam processos fermentativos que digerem ou degradam os alimentos ingeridos. Para que se desenvolvam e permaneçam ativo nesse órgão, algumas condições precisam ser respeitadas: ausência quase total de oxigênio; pH entre 5,5 a 7,0; temperatura entre 39°C e 40°C; oferta constante de substrato, que é o alimento deles; movimento contínuo do retículo e do rúmen; alta umidade; e retirada contínua dos produtos finais da fermentação.

Os outros pré-estômagos e o estômago

O retículo é, a grosso modo, um órgão totalmente dependente do rúmen, isto é, não está totalmente separado e suas funções e motilidades se misturam à desse outro pré-estômago. Por sua vez, o omaso apresenta um formato esférico e se localiza ao lado direito dos dois outros, com a função de absorver água, minerais, ácidos graxos e outros.

Conhecido também como “estômago verdadeiro”, o abomaso preenche boa parto do assoalho do abdômen e possui glândulas que secretam o suco gástrico ou abomasal, além de enzimas, hormônios, ácidos e água. Em bezerros, ele ainda possui a atribuição de secretar uma enzima que digere o leite.

Os intestinos, o reto e o ânus compreendem a parte final de todo o sistema digestivo. Enquanto os intestinos, delgado e grosso, completam a digestão enzimática do alimento e promover a absorção dos nutrientes, o reto e o ânus são os responsáveis por eliminar na forma de fezes tudo aquilo que não foi aproveitado no processo digestivo.

 


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Fonte: Rehagro Blog – rehagro.com.br/blog/
por Renato Rodrigues

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