Integração lavoura-pecuária com pastagens de braquiária em consórcio com milho

Essa é uma excelente opção, já que o custo da formação se restringe à compra das sementes da braquiária, e o produtor ainda tem o lucro da produção de milho

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Uma forma de diluir os custos  com a formação de pastagens é a integração da agricultura com a pecuária.

No Brasil são formados, anualmente, cinco milhões de hectares de pastagens, e grande parcela desse plantio é classificada como renovação, ou seja, é feita a implantação em locais onde um antigo pasto se degradou. Uma parte considerável dessas áreas se perde com o passar dos anos, dada a degradação causada por fatores relacionados às técnicas de formação, que influenciam na redução da produtividade e longevidade das pastagens, como a implantação de forma incorreta; o uso de espécies forrageiras inadequadas às condições de solo e ao clima da região; e o manejo incorreto durante seu estabelecimento.

Mas não é somente uma eficiente implantação que garante uma boa e produtiva pastagem. Uma grande parcela da área implantada também se perde por causa do manejo incorreto ou uso equivocado da mesma. Ainda são comuns no Brasil práticas como a queima frequente; o mau manejo da fertilidade do solo e de plantas daninhas; o excesso de carga animal, causando o superpastejo; e a subutilização das áreas, chamadas de subpastejo. Essas práticas contribuem para que as pastagens rendam menos que seu potencial e se degradem rapidamente, necessitando de renovação.

Algumas das dificuldades enfrentadas pelos pecuaristas nesse contexto são a baixa capacidade de lotação ou capacidade de suporte (geralmente abaixo de 1 cabeça/ha), a baixa produtividade de carne (em torno de 2 arrobas/ha/ano) e a idade de abate acima dos 36 meses. Nesse sistema, os pecuaristas não podem investir na manutenção e nem na implantação de pastagem de forma correta. Esse quadro torna-se mais problemático quando consideramos que grande parte delas são implantadas em solos degradados e/ou solos de fertilidade naturalmente baixa, como os do cerrado.

A implantação correta de pastagem apresenta elevado custo, principalmente com adubos, corretivos, sementes e com o preparo do solo. Uma forma de diluir esses custos é a integração da agricultura com a pecuária. As vantagens dessa integração são: os efeitos residuais dos fertilizantes aplicados no milho para o estabelecimento da pastagem, o aumento da receita do produtor com a venda de grãos, a diminuição de infestação de plantas daninhas e a proteção do solo contra a erosão.

A utilização de consórcio de culturas com espécies forrageiras é uma alternativa de renovação, por meio de melhorias nas propriedades físicas, químicas e biológicas do solo. Várias culturas anuais têm sido utilizadas em consórcio com forrageiras, porém o milho tem sido a cultura preferida em maior número de situações, em razão de sua tradição de cultivo, da facilidade de comercialização, da possibilidade de ser utilizado na propriedade de diversas formas, principalmente como ingrediente de rações, e de sua boa adaptação quando plantado em consórcio.

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Na utilização de consórcio de culturas com espécies forrageiras, o milho tem sido a preferida.

Para a formação de pastagens, várias são as forrageiras utilizadas e que devem ser escolhidas em função do uso, das condições edafoclimáticas e dos recursos disponíveis. Para o consórcio, as espécies do gênero Brachiaria, entre elas Brachiaria decumbens (capim-braquiária) e Brachiaria brizantha (capim-marandú ou braquiarão) têm sido as mais utilizadas por suas qualidades como forrageiras. Elas se destacam por apresentar excelente adaptação aos solos brasileiros, fácil estabelecimento e considerável produção de forragem durante o ano, proporcionando excelente cobertura vegetal do solo.

Não é somente na diminuição dos custos para a implantação da pastagem que esse sistema pode ser utilizado. Os produtores de milho também podem ser beneficiados com a produção de material orgânico e palhada, tão importantes para o processo de plantio direto e de conservação de suas terras. Esse sistema aumenta a cobertura do solo sem a necessidade de implantação de culturas de inverno, ou específicas para a produção de palhada. A grande vantagem é que o custo da produção dessa é praticamente o da aquisição de sementes da forrageira. Essa importância torna-se mais evidente, em áreas de produção de milho para silagem, em que praticamente toda parte aérea da planta é retirada, ficando o solo exposto às intempéries e aos efeitos da erosão. Com a implantação do milho em consórcio com a braquiária, além de cobrir o solo, o pecuarista poderá utilizar essa pastagem no inverno.

Com o objetivo de discutir todos os passos para a implantação de pastagens consorciadas com milho, o CPT – Centro de Produções Técnicas elaborou o curso “Formação de Pastagens com Braquiária em Consórcio com Milho”, abordando assuntos como: escolha da cultivar, correção e preparo do solo, controle de invasoras, plantio, tratos culturais, colheita do milho, manejo da braquiária. Nele você receberá informações do professor Lino Roberto Ferreira, Doutor em fitotecnia, e dos pesquisadores Francisco Cláudio Lopes de Freitas e Adriano Jakelaitis, doutorandos em fitotecnia, da Universidade Federal de Viçosa.

Após fazer o curso e ser aprovado na avaliação, o aluno recebe um certificado de conclusão emitido pela UOV – Universidade On-line de Viçosa, filiada mantenedora da ABED – Associação Brasileira de Educação a Distância.

A formação de pastagens com braquiária em consórcio com o milho é uma excelente opção, já que o custo da formação se restringe à compra das sementes da braquiária, e o produtor ainda tem o lucro da produção de milho.

 

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Comentários

Ulisses agnaldo da silva

1 de ago de 2013

Ola, gostaria de obter informações técnica na consorciação de milho com a braquiária, sendo que a braquiária a partir do segundo ano seria utilizada na produção de sementes.

Resposta do Portal Cursos CPT

5 de ago de 2013

Olá, Ulisses!

Agradecemos sua visita e comentário em nosso site.

Para mais informações nossas consultoras entrarão em contato.

Atenciosamente,

Ana Carolina dos Santos

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