Formigas Cortadeiras - monitoramento e decisão

Formigas Cortadeiras - monitoramento e decisão

 

O risco de ocorrerem prejuízos repentinos e significativos à produção de grandes reflorestamentos diminui rapidamente, à medida em que as árvores se tornam grandes e lenhosas. Isso as torna mais tolerantes ao ataque, permitindo sua convivência com as formigas cortadeiras. Entretanto, só o monitoramento pode indicar até quando essa convivência será possível e quais estratégias deverão ser utilizadas no caso de necessidade de combate.

O monitoramento envolve a avaliação constante e permanente das colônias de formigas e dos prejuízos que elas estão causando. Realizar o monitoramento é uma prática bem sucedida, já no primeiro ano de idade da floresta. A partir dessa idade, as vistorias podem ser realizadas em intervalos de até seis meses. A possibilidade de começar o monitoramento somente após a floresta alcançar certa idade é aplicável somente às saúvas, pois as quenquéns só têm importância como insetos daninhos quando atacam mudas, brotações de cepas e árvores novas.

Para dar início ao monitoramento, é necessário recrutar pessoas chamadas “monitores” com experiência no trabalho com formigas cortadeiras, que saibam reconhecer as formigas e os ninhos de cada espécie, e que conheçam a atividade de forrageamento e os danos causados à produção. O monitor deve estar habilitado a localizar e avaliar a ocorrência das formigas cortadeiras, quantificar os prejuízos que estejam causando e selecionar a técnica de combate mais apropriada para cada situação, realizando uma amostragem que seja eficiente e de baixo custo.

Utilizando a “técnica do pior foco”, o monitor avalia as parcelas externamente, percorrendo a periferia dos talhões e verificando a ocorrência de colônias de formigas cortadeiras e os danos causados ao povoamento. Nessa fase preliminar, o importante é identificar os focos existentes, caracterizando-os, de modo a definir em quais deles a situação é mais grave. Uma vez definidos os piores focos, o monitor procede a uma avaliação detalhada das parcelas afetadas, analisando número e tamanho dos formigueiros, número de olheiros, e o número e o nível de comprometimento das árvores atacadas.

Concluída essa etapa, o próximo passo é encaminhar os resultados da avaliação para uma central que irá processar e analisar os dados, comparando-os com índices de dano econômico e de tendências de populações de formigueiros, a fim de tomar a decisão sobre combater ou não os formigueiros de cada talhão. Qualquer que seja o resultado a que chegar esse sistema de análise dos dados, deve-se sempre considerar a opinião do monitor sobre a necessidade de se proceder ao combate em cada talhão.

Na análise dos dados obtidos, deve-se avaliar o tamanho das parcelas, os intervalos entre as observações em um mesmo talhão, os fatores considerados e a importância de cada um deles, os níveis críticos que determinam a necessidade de combate, os prazos para que este seja realizado, além de sugerir a técnica de combate mais adequada, quando for decidido pela sua aplicação.

A decisão pelo combate dependerá do nível de prejuízo que as formigas estiverem causando, das condições da vegetação e do solo, das condições climáticas, do custo operacional do combate e de seus impactos ambientais. Atenção especial deve ser dada a este último ponto, pois os formicidas são produtos extremamente nocivos ao ambiente e à saúde humana, razão pela qual devam ser usados somente em situações de extrema necessidade.

Confira, abaixo, algumas dicas extreamente necessárias ao controle formaigas cortadeiras. Estas  informações e tecnologias foram devidamente testadas e aprovadas por pesquisas em campo. Portanto, saiba como agir ao se deparar com este problema e tenha sucesso em seu empreendimento.

- Formigas Cortadeiras - espécies, manejo integrado e métodos de combate à praga

- Importância do controle e do combate das saúvas e quenquéns

- Quem são as saúvas e os quenquéns e como vivem

- Manejo integrado de saúvas e quenquéns

- O que são as técnicas preventivas ao ataque de saúvas e quanquéns

- Uso de barreiras físicas

- Uso de plantas poucos apreciadas, resistentes ou tóxicas

- Desmatamento racional e diversificação do plantio

- Conservação de inimigos naturais

- Técnicas curativas

- Combate direto com formicidas

- Combate químico por formicidas em pó

- Combate químico por iscas granuladas

- Combate químico por termonebulização

- Controle por escavação

Por Silvana Teixeira

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