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Desmatamento da Amazônia reduz mesmo com queimadas

Pesquisa indica que pode não haver mais uma relação direta entre queimada e desmatamento

Publicada em: 06/09/2010
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O Deter foi desenvolvido como um sistema de alerta para dar suporte à fiscalização e controle do desmatamento.

Nessa amplitude de incêndios pelo país, a nova pesquisa registrada pelo sistema Deter -  Detecção em Tempo Real, mostrou uma queda de 48%, entre agosto de 2009 e julho de 2010, no desmatamento da Amazônia. A avaliação feita na última terça-feira, 31, pode indicar não haver mais uma relação tão próxima entre desmatamento e queimadas na Amazônia.

Pesquisas recentes têm demonstrado que as áreas protegidas são imprescindíveis para barrar o  aquecimento global. A projeção do estudo “Papel das áreas protegidas da Amazônia brasileira na mitigação das mudanças climáticas”, publicado no periódico científico PNAS - Proceedings of the National Academy of Sciences, mostra que a proteção de novas áreas poderá evitar a emissão de 8 bilhões de toneladas de carbono até 2050.

O combate ao desmatamento é uma das principais ações para que o Brasil possa deixar de figurar na lista dos países que mais emitem gases de efeito estufa, ou seja, os que mais colaboram para o aquecimento do planeta, ao lado dos Estados Unidos, da China e da Índia.

Para o professor Dr. Sebastião Venâncio Martins, no curso Restauração Florestal em Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas, no  processo de regeneração, as florestas apresentam capacidade de se recuperarem de distúrbios naturais ou antrópicos. “Quando uma determinada floresta sofre um distúrbio, como um desmatamento ou um incêndio, a sucessão secundária se encarrega de promover a colonização da área aberta e conduzir a vegetação por meio de uma série de estádios sucessionais, caracterizados por grupos de plantas que vão se substituindo ao longo do tempo, modificando as condições ecológicas locais, até chegar a uma comunidade bem estruturada e ecologicamente mais estável”, explica.

A destruição, no Brasil, está sendo liderada pelo estado do Pará, com 237,9 Km², seguido por Mato Grosso, com 102,2 Km². Depois aparecem com relevância também os estados do Acre, Amazonas,  Maranhão, Mato Grosso, Rondônia e Tocantins. O Deter é um levantamento rápido feito mensalmente pelo Inpe - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, desde maio de 2004, com dados de três satélites que detectam focos de incêndio no país inteiro.

Por: Ariádine Morgan

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