Manejo integrado de plantas daninhas e pragas

As pragas e plantas daninhas interferem diretamente no desenvolvimento dos sistemas consorciados, competindo por água, nutrientes e luz

A utilização de uma adubação mais concentrada, é uma das práticas para manejo de plantas daninhas e pragas.

A utilização de uma adubação mais concentrada, é uma das práticas para manejo de plantas daninhas e pragas.

O sucesso na adoção de sistemas consorciados está relacionado ao correto manejo integrado de plantas daninhas e pragas. Para que o manejo das plantas daninhas em culturas consorciadas com forrageiras seja eficiente, práticas como a adubação mais concentrada de nitrogênio, no início do ciclo, e, ou, a redução do espaçamento entre as culturas, visando o rápido fechamento da área são necessários para favorecerem o crescimento inicial da cultura em relação às plantas daninhas e à forrageira.

No sistema consorciado de culturas com forrageiras e, ou, espécies arbóreas, o método químico é o mais indicado no controle de plantas daninhas e visa reduzir a competição destas e da forrageira em relação à cultura agrícola. Tratando-se da cultura do milho, têm-se demonstrado que a aplicação de misturas no tanque de atrazine com subdoses de nicosulfuron, ou da mistura formulada foramsulfuron - iodosulfuron methyl-sodium, tem proporcionado bom controle das plantas daninhas sem comprometer a formação do pasto após a colheita do milho.

O herbicida atrazine é registrado para controle de espécies daninhas dicotiledôneas. No caso do controle das espécies monocotiledôneas, recomenda-se a aplicação de subdoses (aproximadamente 1/5 da dose comercial) de nicosulfuron, ou da mistura comercial foramsulfuron + iodosulfuron methyl-sodium, de forma a retardar o crescimento da forrageira, porém, sem afetar seu desenvolvimento final.

A dose recomendada dos herbicidas vai depender do estágio de crescimento da forrageira e das plantas daninhas. A tolerância da forrageira às sulfonilureias aumenta com o desenvolvimento da planta.

O controle das plantas daninhas torna-se mais difícil, quando se pretende substituir a gramínea forrageira. Nesse caso, a forrageira anterior pode se tornar a planta daninha mais importante no consórcio, pois normalmente ambas têm a mesma tolerância aos herbicidas. Além disso, algumas espécies forrageiras, como a Brachiaria decumbens, possuem um grande banco de sementes no solo, que, por causa da dormência, germinam em diferentes épocas, dificultando o controle. Recomenda-se, nesses casos, a rotação de culturas para reduzir o banco de sementes.

O controle de plantas daninhas na linha de cultivo, ou cova das plantas arbóreas, pode ser realizado com herbicidas seletivos (oxyfluorfen e isoxaflutole), na pré-emergência das plantas daninhas, aplicadas sobre as plantas de eucalipto.

Pode ser realizado com herbicidas não-seletivos, geralmente, à base de glyphosate, fazendo-se a proteção da muda e evitando a intoxicação. Outra opção é o uso da capina. Essas práticas são de suma importância para garantir o rápido desenvolvimento do componente arbóreo, o que permite a utilização do pasto mais precocemente.

Além das plantas daninhas, outro fator limitante à produção nesses sistemas é a concorrência de pragas, como as formigas cortadeiras (saúvas e quem-quéns), que devem ser controladas para evitar perdas de produtividade dos diversos componentes do sistema. Essa é uma forma eficiente e econômica de prevenir os danos causados pelas principais pragas e doenças.

Outra prática importante é o monitoramento constante das áreas de cultivo. Isso pode ser feito pela determinação direta do número de insetos sobre plantas ou seus danos sobre elas. Com essas informações e outras sobre a biologia e a ecologia das espécies-pragas, podem-se estimar as épocas mais favoráveis para a ocorrência, a frequência, a densidade populacional e o  tipo e a importância econômica dos danos acusados.

Entretanto, mesmo com o uso de cultivares resistentes ou tolerantes, pode ser necessário o controle químico. A aplicação desses produtos requer conhecimento sobre as pragas de ocorrência tanto para a espécie agrícola como para a forrageira, com os produtos químicos a serem utilizados para seu controle e com a operação dos equipamentos de aplicação. Dessa forma, para realizar um controle eficiente de pragas e doenças que ocorrem no consórcio é indicada a assistência de um técnico habilitado.

Por: Ana Carolina dos Santos

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