O Brasil tem grande potencial para o desenvolvimento dessa terapêutica, por ter a maior diversidade vegetal do mundo
Publicado em: 30/08/2010
A tradição de usar remédios caseiros para curar doenças comuns como gripes, resfriados e problemas digestivos está presente em todos os lares. Cada família conhece pelo menos uma receita caseira.
A tradição de usar remédios caseiros para curar doenças comuns como gripes, resfriados e problemas digestivos está presente em todos os lares. Cada família conhece pelo menos uma receita caseira. E essas sempre utilizam plantas medicinais. Elas passam de geração a geração e têm sobrevivido ao passar do tempo, ao crescimento da medicina alopática e dos remédios sintéticos.
Na verdade, uma grande parcela da população, que não tem acesso aos remédios de farmácia, trata e sempre tratou suas doenças, primordialmente, com plantas medicinais. Nos últimos anos, o desenvolvimento de uma consciência ecológica e do respeito ao próprio organismo está levando à intensificação do uso de remédios elaborados com extratos de plantas.
A indicação terapêutica popular e a forma como são usadas as plantas têm importância crucial no início de um estudo científico do seu efeito. E, de fato, muitas das plantas usadas pelo povo têm suas propriedades curativas comprovadas, após serem submetidas a criteriosos estudos. Com base no resultado de pesquisas, têm surgido muitos programas de tratamento fitoterápico no sistema de saúde pública, no qual se incentiva o cultivo e utilização orientada de plantas medicinais.
O Brasil tem grande potencial para o desenvolvimento da fitoterapia, por ter a maior diversidade vegetal do mundo, uma grande variedade cultural e a tradição de utilização de plantas medicinais.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, 80% da população dos países em desenvolvimento utilizam práticas tradicionais nas unidades básicas de saúde. O Brasil tem grande potencial para o desenvolvimento dessa terapêutica, por ter a maior diversidade vegetal do mundo, uma grande variedade cultural e a tradição de utilização de plantas medicinais.
Para aproveitar bem os princípios ativos de uma planta, é preciso que ela seja preparada corretamente. A forma de preparo e o uso mais adequado dependem da parte a ser usada; do tipo de princípio ativo a ser extraído; e da doença ou sintoma a ser tratado. Dentre as formas de utilização das mesmas podemos citar os chás, sucos, saladas, tinturas, inalação, banhos, xaropes, cremes, dentre outras.
Em consequência da busca por uma vida mais saudável, com melhor qualidade, está ressurgindo a prática de se cultivar em casa, nas escolas, nas empresas e nos centros de saúde, plantas medicinais que curam doenças corriqueiras. O cultivo é feito em canteiros ou até mesmo em vasos. Mas não basta ter as plantas disponíveis, é preciso saber prepará-las e como utilizá-las.
Nesse contexto, com o objetivo de ensinar como implantar e conduzir uma farmácia viva e como preparar e utilizar as plantas medicinais de forma segura e eficiente, o CPT – Centro de Produções Técnicas, elaborou o curso “Farmácia Viva – utilização de plantas medicinais”, no qual você receberá informações do engenheiro florestal Celso Trindade, doutor em ciências florestais pela Universidade Federal de Viçosa e de Maria Luiza Sartório, Bacharel em Química pela Universidade Federal de Viçosa e pós-graduada em engenharia de qualidade pela PUC-MG.
Após fazer o curso e ser aprovado na avaliação, o aluno recebe um certificado de conclusão emitido pela UOV – Universidade On Line de Viçosa, filiada e mantenedora da ABED – Associação Brasileira de Educação a Distância.
A ideia básica da farmácia viva é ter sempre ao alcance das mãos os tipos de plantas medicinais mais indicados para o tratamento de sintomas e problemas de saúde mais comuns e de menor gravidade, como um resfriado. Obviamente, o uso de plantas não elimina a necessidade de se procurar o médico, em caso de doença.
Este conteúdo pode ser publicado livremente, no todo ou em parte, em qualquer mídia, eletrônica ou impressa, desde que o CPT – Centro de Produções Técnicas seja citado como fonte, remetendo para o site da instituição: www.cpt.com.br
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