Os confeiteiros tiram proveito não só do paladar e olfato, como também da visão, que caracterizam os confeitos como uma arte
Publicado em: 10/05/2010
A palavra confeitaria vem do latim confectum e significa “aquilo que é confeccionado com especialidade”. O consumo de alimentos doces pela humanidade existe desde a antiguidade. Há quem diga que os romanos foram os primeiros na arte de confeitar, preparavam bolos e tortas com farinha, aveia, vinhos e até creme de leite. No Brasil, a arte da confeitaria (pâtisserie em francês), chegou por volta dos anos 50 e 60, trazida da Europa, principalmente da França, famosa como o "centro dos doces refinados e requintados”.
Os confeiteiros estrangeiros vieram com as técnicas de preparo do chantilly, do creme paris, da massa folhada, do fondant e começaram a trabalhar nas padarias brasileiras, já que, naquela época, eram poucas as confeitarias exclusivamente doceiras. A partir de então, aos poucos, as padarias começaram a ser “padarias e confeitarias”.
Nos anos cinquenta, uma enxurrada de tecnologia invadiu as cozinhas: câmaras frias, vitrines refrigeradas, freezers, batedeiras, fornos elétricos, laminadoras, dentre outros. Com a facilidade de trabalho advinda da introdução dessas, o confeiteiro passou a dispor de mais tempo para estudar e desenvolver receitas mais requintadas, melhorando a qualidade dos doces. Logo, foram surgindo as exclusivas confeitarias, como as da atualidade.
A arte da pâtisserie mistura criatividade, sabor e inovação na elaboração dos inúmeros produtos possíveis de serem obtidos. Nela, cada pessoa se desenvolve ao longo do tempo, observando, praticando e tirando as suas próprias conclusões. E a base para que isso aconteça é, sem dúvida, uma boa dose de conhecimentos técnicos.
Os confeiteiros tiram proveito não só do paladar e olfato, como também da visão, que caracterizam os confeitos como uma arte. Alguns doces são típicos de certos países ou regiões. No Brasil, são muito apreciados os quindins, a baba de moça, os bolos de fubá e milho, as roscas doces e queijadinhas. Em Portugal, os pastéis de Belém; na Itália, o zabayone; na Alemanha, o strudell; na França, os palmieres, dentre outros.
Para a realização de um trabalho de qualidade na confeitaria, é essencial o treinamento dos profissionais da área, que necessitam de habilidades especiais para o bom resultado no preparo dos confeitos. Como nessa arte o objetivo está voltado para os detalhes, o confeiteiro deve ser minucioso, detalhista, paciente, cuidadoso e, principalmente, criativo.
É exatamente para suprir a carência de conhecimentos técnicos relacionados à confeitaria em geral, em um mercado cada vez mais exigente, que o CPT – Centro de Produções Técnicas, elaborou o “Curso Básico de Confeitaria” em convênio com a HOTEC - Faculdade de Tecnologia em Hotelaria, Turismo e Gastronomia de São Paulo, no qual você recebe informações da professora Marina Queiroz, formada em gastronomia, especialista em panificação e confeitaria.
Após fazer o curso e ser aprovado na avaliação, o aluno recebe um certificado de conclusão emitido pela UOV – Universidade On Line de Viçosa, filiada à ABED – Associação Brasileira de Educação a Distância.
Atualmente, a arte da confeitaria está difundida no mundo todo, adaptando-se aos gostos e tradições de cada país. Com o conhecimento das técnicas associada a aptidão dos confeiteiros, surgem inúmeros e maravilhosos confeitos, atendendo a um mercado em constante expansão.
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