Água potável: você sabe o que é?

A água para ser potável precisa reunir algumas qualidades: ser fresca, límpida, inodora, arejada, leve ao estômago, imputrescível, apta para o uso doméstico são apenas algumas delas

Água potável: você sabe o que é?   Artigos Cursos CPT

Para ser considerada potável, a água precisa reunir algumas qualidades como: ser fresca, límpida, inodora, arejada, leve ao estômago, imputrescível, apta para o uso doméstico, isenta de compostos químicos nocivos e de agentes biológicos veiculadores de doenças infecciosas e parasitárias. A água destinada à bebida dos animais domésticos deve procurar reunir as mesmas condições higiênicas que a utilizada pelo homem.

A água utilizada pelo homem e pelos animais, para os diversos fins, deve possuir determinados atributos que possibilitem uma garantia real à saúde. Estudos epidemiológicos têm demonstrado a redução de inúmeras doenças, a partir da melhoria das condições de saneamento básico, especialmente água e esgoto.

Segundo Francisco Cecílio Viana, professor do Curso a Distância CPT Tratamento de Água no Meio Rural, em Livro+DVD e Curso Online, “O crescente aumento populacional tem gerado problemas com relação ao fornecimento de água com boas condições de potabilidade. Em países em que a água é um bem escasso já se empregam tecnologias avançadas para tratar as águas residuais, visando a sua posterior reutilização. Em alguns países e ilhas marítimas, já se utiliza o processo de dessalinização das águas do mar, como fontes adicionais de água”.

Atributos essenciais da água potável


Atributos essenciais da água potável   Artigos Cursos CPT

1- Cor da água

Geralmente, a cor da água não apresenta riscos à saúde, mas na prática torna-se muito importante, principalmente quando ocorre a rejeição ou redução de seu consumo, por razões estéticas. Em épocas de chuvas pesadas, por exemplo, as estações de tratamento de água, eventualmente, não conseguem fornecer uma água totalmente límpida, em razão do excesso de turbidez e de cor da água bruta que chega à estação. Para não haver rejeição ao consumo é aconselhável que a população seja esclarecida quanto à qualidade da água fornecida. Não menos importante, qando a cor da água resultar de incorporação de determinados resíduos provenientes de atividades agrícolas, pecuárias e industriais ela deve ser analisada antes de ser utilizada para consumo humano e animal.

2- Turbidez da água

A turbidez refere-se ao grau de interferência com a passagem da luz através da água. Esse parâmetro não apresenta, diretamente, inconvenientes sanitários, mas é, pelo menos esteticamente desagradável. Ela acontece em decorrência de partículas em suspensão existente na água. Essas partículas poderão servir de abrigo para microrganismos patogênicos, que poderão comprometer a qualidade da água. Geralmente, essa turbidez é muito reduzida com uma decantação bem feita. Em alguns casos, entretanto, é necessário utilizar coagulantes químicos, associados à filtração em camada de areia para complementar o efeito inicial obtido com a decantação.

3- Sabor/odor da água

O sabor é a combinação entre o gosto (doce, salgado, azedo e amargo) e o odor. A água pode combinar com determinadas substâncias como fenóis, ácido sulfuroso, gás carbônico, argila, sais, algas, dentre outros, produzindo compostos de sabores e odores estranhos. O próprio cloro, quando utilizado em taxas superiores a 0,3 mg/L, pode conferir um sabor um tanto desagradável à água. Isso acontece também com as algas que imprimem sabor desagradável à água, além de causarem obstruções dos filtros de areia. Assim, o sabor/odor desagradável não apresenta riscos à saúde, mas as pessoas poderão questionar a sua qualidade.

4- Significado sanitário dos cloretos

Os cloretos estão presentes na água em quantidades variáveis, de acordo com a região. Quando presentes na água, podem significar infiltração de águas residuárias e de esgotos, urina de seres humanos e de animais. Há algum tempo atrás, a presença de cloretos na água era indicadora de contaminação das águas superficiais.

5- Significado sanitário do Ferro e do Manganês

Geralmente, as águas com ligeiro excesso de ferro e manganês não provocam nenhum tipo de dano ao organismo humano e animal. Essas águas, em contato com o ar, podem se tornar turvas, sendo depreciadas pelos usuários. A presença de um ou desses dois elementos pode resultar em sérios problemas, para algumas indústrias, como é o caso das de alvejamento, têxtil, lavanderias, agroindústrias de laticínios, indústria de papel. A presença desses elementos químicos poderá causar problemas também em redes de condução e de distribuição de água, em virtude de corrosões e entupimentos que poderão ocorrer.

6- Significado sanitário dos sulfatos e dos fluoretos

O teor de sulfato permitido em águas de abastecimento público é de 250 mg/L. Acima desse valor poderão surgir efeitos laxativos sobre o organismo humano. No caso de fluoretos, é aceitável até 1 mg/L nas águas de abastecimento público. A falta de flúor implica no aparecimento de cáries dentárias em crianças e o excesso provoca a fluorose dentária, com consequente enfraquecimento dos dentes, tornando-os manchados e quebradiços.

7- Dureza das águas

A dureza da água está relacionada especialmente com a concentração elevada de cálcio e magnésio. A importância da dureza de uma água está relacionada principalmente com o seu uso na indústria. Além de causar gosto desagradável à água, a dureza é responsável por incrustação em caldeiras, aquecedores e canalizações. Provoca ainda a redução da formação de espuma, aumentando o consumo de sabões e detergentes. O excesso de cálcio na água pode afetar o metabolismo mineral e provocar o aparecimento de cálculos renais. Uma água contendo sulfato de cálcio em excesso é imprópria para o uso doméstico e industrial, além de ser pouco agradável ao paladar. Já o excesso de magnésio provoca efeitos laxativos, tornando essas águas impróprias para o abastecimento público.

8- Taxa de microrganismos

A Portaria 36 de 19-1-90 do Ministério da Saúde que trata das normas e dos padrões de potabilidade da água destinada ao consumo humano determina que sejam feitas contagens de bactérias heterotróficas em 20% das amostras analisadas por mês, semestre ou ano e que não poderão exceder a 500 unidades formadoras de colônias por mL.


Importância da água na indústria


Importância da água na indústria   Artigos Cursos CPT

A água destinada ao uso industrial requer maiores cuidados, no que se refere a determinados elementos. Nem sempre uma água considerada potável para consumo humano e animal pode servir para fins industriais. Quando pensamos em utilizar determinada água, precisamos antes de mais nada, analisá-la para verificar se ela preenche os requisitos necessários para a finalidade a que temos em vista. Caso não satisfaça a qualidade exigida e, senão dispusermos de outra fonte de suprimento, teremos que submetê-la a uma série de operações que visam torná-la utilizável para a finalidade desejada.

A água na agroindústria


 A água na agroindústria   Artigos Cursos CPT

A água utilizada na agroindústria deve apresentar as mesmas qualidades requeridas para a indústria, ou seja, baixo grau de dureza, turbidez, cor, sais dissolvidos, sílica, ferro, manganês e outros compostos responsáveis pela corrosão ou incrustação nos equipamentos. O problema se agrava, quando se torna necessário o uso de água aquecida, pois algumas substâncias, a exemplo dos silicatos, tornam-se muito mais incrustantes em temperaturas elevadas. A água utilizada no processo de fabricação do alimento e na limpeza e higienização dos equipamentos e utensílios deverá atender também os parâmetros bacteriológicos. É obrigatório para indústrias de alimentos que a água seja submetida à cloração, como fator de segurança em relação à possibilidade de transmissão de agentes biológicos considerados prejudiciais à saúde e à qualidade final do alimento.

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Por Silvana Teixeira.

 

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