As técnicas adequadas irão proporcionar harmonia, beleza e equilíbrio ao jardim
Publicado em: 21/06/2011A primeira habilidade do profissional jardineiro deve ser identificar os instrumentos de trabalho e saber sua serventia.
Os jardins embelezam, trazem tranquilidade e são uma forma de o homem se reconciliar com a natureza. O crescimento da implantação de jardins nas residências, empresas e áreas públicas oferece oportunidades para pessoas das mais diferentes idades e condições, as quais têm transformado a jardinagem em uma atividade profissional com forte apelo econômico e social.
Existe uma grande demanda de serviços nesta área. Em primeiro lugar, pelos jardins residenciais de diversos portes e também por jardins de empresas, além, é claro, dos jardins públicos, onde o profissional é terceirizado. Em síntese, a necessidade de beleza e conservação tem valorizado o trabalho de um bom jardineiro.
É nesse contexto que surge a necessidade da prestação de um serviço especializado, para fazer frente a uma demanda cada vez maior e mais exigente. Esse fato vem impulsionando o setor de prestação de serviços, tanto nas frentes de planejamento, como de implantação e manutenção de jardins, em diversas regiões do país.
O planejamento, a implantação e a manutenção de um jardim necessitam não somente de bom gosto, mas também de uma série de técnicas adequadas. Essas irão proporcionar harmonia, beleza e equilíbrio.
Ferramentas para jardinagem
A primeira habilidade do profissional jardineiro deve ser identificar os instrumentos de trabalho e saber sua serventia. Esses são específicos e variam de acordo com a natureza do serviço a ser realizado. Dessa forma, para o preparo do terreno e a implantação do jardim será preciso utilizar determinadas ferramentas, e para os trabalhos rotineiros de manutenção serão necessárias outras. No entanto, existem ferramentas de uso comum e que são fundamentais em todas as etapas de trabalho, como enxadas, pás, tesouras de poda e outras.
Correção do solo
Para a implantação de um jardim, primeiramente deve-se preparar o terreno – realizar capina de limpeza, fazer a drenagem ou aeração e, também, o nivelamento das áreas, de acordo com o que for estabelecido no planejamento. Além disso, devem ser feitas as marcações das vias de acesso e outros trabalhos, como sistemas de irrigação, iluminação, entre outros. Só então devem ser iniciados os trabalhos de implantação propriamente ditos. No preparo para o plantio faz-se a correção do solo, uma vez que suas características físicas e minerais influenciam diretamente no desenvolvimento das plantas.
Plantio
Plantar corretamente as mudas determina seu bom desenvolvimento, pois essas precisam de espaço e de estarem bem enraizadas para crescerem saudáveis. O plantio pode ser realizado em linha, canteiros, ou em vaso, dependendo da espécie plantada e do propósito do jardim. Seja em cova ou em canteiros, é importante fazer a rega da área, molhando bem o solo na fase de estabelecimento das mudas. Não pode faltar água para que as plantas possam se desenvolver mais rápido.
Adubação
Para a boa manutenção dos jardins, a fertilização deve ser cíclica e feita aplicando-se os macro e micronutrientes por meio de adubação em cobertura ou pulverização foliar. Isso é realizado para suprir permanentemente as necessidades nutricionais das plantas durante todo o seu ciclo anual.
Nessa atividade podem ser utilizados tanto adubos químicos quanto orgânicos. Não existe um que seja considerado mais eficiente, por isso, dê preferência a ambos, uma vez que a presença de um complementa a ação do outro.
Poda
Basicamente, um jardim precisa de três tipos de podas: a poda de limpeza, feita ao longo de todo o ano, em qualquer época, desde que as plantas mostrem que é necessária; a de formação, visando dar forma adequada às plantas; e a de produção, feita para reduzir a copa ou folhagem, resultando em maior produção de flores ou frutos.
O corte de ramos em uma poda deve seguir duas regras básicas: primeiro a escolha do local, no ramo, onde acontecerá o corte, que deve ser feito logo após e o mais próximo possível da gema de brotação, sem atingi-la. Se o corte for feito muito distante da gema, acaba fazendo surgir um pedaço de ramo morto acima dela, que, além de prejudicar esteticamente a planta, também se constitui em porta de entrada para patógenos.
A segunda regra é o corte em bisel, ou seja, o corte do ramo deve ser inclinado. Essa regra aumenta em importância, à medida que o ramo é mais grosso e lenhoso. O corte em bisel evita o acúmulo de água na área do corte, que poderia causar apodrecimentos.
Outra modalidade de poda é a que visa ao controle de crescimento em altura, que é feita cortando-se os galhos que crescem para cima e os que saem do alinhamento da copa da planta. Com isso se reduz a altura e mantém-se a copa no formato desejado.
Por: Patrícia Tristão.
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