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    Pimentão: doenças bacterianas e fúngicas

    O trato das doenças dessa hortaliça deve ser orientado por um profissional experiente na cultura

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    Cultivo de pimentões

    Podemos encontrar pimentões de diversas cores, como o vermelho, o amarelo, o creme ou marfim, o laranja e o roxo, quadrados, alongados ou curtos fonte: deviantart

    No Brasil, o pimentão mais consumido é o cônico de coloração verde-escura. No entanto, atualmente, já é possível encontrar pimentões de diversas cores, como o vermelho, o amarelo, o creme ou marfim, o laranja e o roxo, quadrados, alongados ou curtos. Essa hortaliça é plantada e consumida em todo o país, utilizada como componente do cardápio diário da população, tanto em saladas, refogados, fritos, como tempero para melhorar o aroma e a cor dos alimentos, graças à presença da capsaicina. Além disso, possui altos teores das vitaminas A e C.

    O nome científico do pimentão é Capsicum annum que, assim como as pimentas, a berinjela, o jiló e o tomate, pertence à família das Solanáceas. É uma planta de clima tropical, sensível a baixas temperaturas. A temperatura média mensal, que deve existir para conseguir uma boa colheita, está entre 18 e 25ºC. A temperatura ideal, para que vegete satisfatoriamente, está entre 20 a 25ºC, durante o dia, e entre 15 a 18ºC para o período noturno.

     

    “As solanáceas são conhecidas como as rainhas das fitopatologias. Nenhuma outra olerícola é tão sujeita ao aparecimento e desenvolvimento de doenças quanto estas, sendo os agentes patogênicos de natureza variada, o que dificulta o manejo”, afirma o professor Rumy Goto, do curso Cultivo de Pimentão em Estufa, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas.

     

    Doenças Bacterianas e fúngicas


    Das Doenças Bacterianas as mais importantes são:


    MANCHA BACTERIANA - Xanthomonas campestris pv. vesicatoria

     

    É uma bactéria transmitida por sementes, afetando a planta em qualquer fase. No entanto, é mais agressiva na fase de mudas e os sintomas são notados mais nas folhas. Já os danos nos frutos são mais raros, sendo mais secundários. Em condições de alta umidade há o aparecimento de lesões de forma circular ou irregular, necróticas, pardas, encharcadas, com diâmetro de 0,2 a 1,5 cm, podendo desfolhar as plantas em 15 dias.

     

    O controle é feito por meio da rotação de cultura por 2 a 3 anos; do tratamento de sementes; da utilização de algumas linhagens com certa resistência; e das pulverizações preventivas com cobre, principalmente antes da floração.

     

    TALO OCO E PODRIDÃO MOLE - Erwinia carotovora pv. Carotovora


    Nos frutos, esta bactéria provoca depressões aquosas, iniciando primeiro no pedúnculo e cálice e, depois, atingindo os frutos, por meio de feridas. Nas hastes, há encharcamento e apodrecimento da medula. Esse ataque ocorre em culturas mal ventiladas, no período chuvoso e quente.

     

    O controle se limita a medidas preventivas, visando evitar ferimentos e manejando o ambiente para evitar excesso de umidade e temperatura favorável à bactéria; eliminando os restos culturais, controlando insetos para evitar ferimentos nos frutos; e evitando, também, adubações excessivas com nitrogênio.

     

    MURCHA BACTERIANA - Pseudomonas solanacearum


    O pimentão apresenta uma murcha em algumas de suas folhas e, como tem uma mobilidade fácil por meio dos vasos, é muito rápida a sua manifestação na planta inteira, apresentando uma descoloração e necroses nos vasos.

     

    Das Doenças Fúngicas as mais importantes são:


    MURCHA DO PIMENTÃO OU PODRIDÃO DA RAIZ - Phytophthora capsici

     

    Na produção das mudas, a doença provoca o “damping-off” e, nas plantas adultas, podridão de raízes e do colo, provocando murcha repentina. No caule, nas folhas e nos frutos, causa lesões necróticas encharcadas, de crescimento rápido, com frutificações brancas nos bordos, apodrecendo a seguir.

     

    Para o seu controle, devemos evitar plantios em solos infestados; fazer rotação de cultura; utilizar sementes sadias; utilizar material propagativo, isento de contaminantes; utilizar tratamento preventivo com fungicidas à base de cobre; drenar bem os canteiros; evitar encharcamento; não fazer o enterro do resto da cultura nas áreas da estufa; utilizar materiais resistentes; e realizar controle químico na parte aérea após a infestação.

     

    ANTRACNOSE - Colletotrichum gloesosporioides

     

    Os sintomas típicos aparecem nos frutos maduros, em forma de manchas circulares com mais ou menos 0,5 a 1,0 cm de diâmetro; primeiro, são aquosas e, depois, necróticas e deprimidas. Às vezes, essas manchas podem ficar cobertas por pelos muito finos, dando a elas uma coloração negra . Já em condições de alta umidade, as manchas tornam-se róseas.

     

    Como controle, devemos fazer rotação de cultura; fazer desinfecção de sementes; utilizar químicos; e utilizar cultivares ou híbridos resistentes.

     

    BOLOR CINZENTO - Botrytis cinerea

     

    Ocorre tanto na parte aérea (folhas e caule) como nos frutos. No caule, produz manchas necróticas, semelhantes à requeima, somente diferindo na cor, pois esta adquire uma coloração acinzentada e, quando intensa, poderá provocar uma murcha na planta, já que estrangula o caule. Nas folhas, aparece uma mancha necrótica branda, principalmente ao longo das margens. O ataque aos frutos são mais raros. No entanto, quando ocorre, inicia no pedicelo por contato com as folhas e flores atacadas, ou mesmo por contato com o solo.

     

    Deve-se controlar a umidade do ambiente; evitar temperaturas baixas; evitar adubação em cobertura excessiva com nitrogênio, objetivando crescimento de folhas muito tenras e excesso de parte aérea; e usar químicos.

     

    OÍDIO - OIDIOPSIS - Leveillula taurica


    Esta doença se manifesta mais em folhas, com descolorações circulares amareladas que, com o avanço da necrose, adquirem cor parda, tomando a folha toda, amarelecendo por inteiro. Pode também desenvolver algumas pontuações necróticas, muitas vezes, cobertas com um mofo branco, típico deste fungo. A infestação ocorre primeiro nas folhas mais velhas e, depois, nas mais novas, podendo prejudicar o desenvolvimento da planta, pois a desfolha é muito grande.

     

    Deve-se fazer o tratamento preventivo à base de fungicidas cúpricos; o manejo de microclima, não deixando que a umidade chegue à faixa de esporulação do fungo; e o tratamento curativo com fungicidas específicos.

     

    Confira mais informações, acessando os cursos da área Hortaliças.

     

    Por Andréa Oliveira

     

     


    AVISO LEGAL

    Este conteúdo pode ser publicado livremente, no todo ou em parte, em qualquer mídia, eletrônica ou impressa, desde que contenha um link remetendo para o site www.cpt.com.br.

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    Comentários

    Admacir
    11-11-2014

    Bom dia! Temos uma pequena plantação de pés de pimentão. Cresceram e estão com frutos grandes, mas de uma hora para a outra, os pés murcham e os frutos de alguns pés estão apodrecendo. As raízes estão esbranquiçadas e o caule escurecendo. Usamos esterco animal secos, para adubação. Gostaria de informações a respeito.

    E também, se os frutos podem ser colhidos verdes. Sendo que a plantação foi de pimentões vermelhos e amarelos.
    Obrigado.

    Admacir

    Resposta do Portal Cursos CPT
    12-11-2014

    Olá, Admacir!

    Agradecemos sua visita e comentário em nosso site.

    Sua plantação de pimentão pode estar com Talo Oco ou Podridão Mole (Pectobacterium carotovorum pv. Carotovorumd), que causa a podridão dos frutos e talo oco em hastes do pimentão.

    Os sintomas nos frutos são depressão aquosas, que iniciam-se primeiro no pedúnculo e no cálice. Nas hastes, há encharcamento e apodrecimento da medula. E o ataque nas hastes ocorre em culturas mal ventiladas, em períodos chuvosos e quentes.

    A Pectobacterium carotovorum pv. Carotovorumd vive saprofitamente no solo e é disseminada pela água de irrigação, pelos insetos, pelo homem e pelos implementos agrícolas.

    Temperaturas entre 22 e 27ºC e umidade relativa do ar alta favorecem a doença. No entanto, a bactéria sobrevive em ampla faixa de temperatura, podendo ser encontrado infectivo de 5 a 37ºC. A penetração acontece por meio de ferimentos.

    Já, o controle se limita a medidas preventivas, visando evitar ferimentos e manejando o ambiente para evitar o excesso de umidade e temperatura favorável à bactéria:

    ->eliminar restos culturais;

    ->controlar insetos para evitar ferimentos nos frutos;

    ->evitar adubação em excesso.

    Recomendamos que para um correto diagnóstico e manejo, você procure um engenheiro agronômo em sua região para mais informações.

    Atenciosamente,

    Ana Carolina dos Santos


    MARIA IRENE DUTRA DA SILVA
    22-10-2014

    GOSTARIA DE FAZER CURSO DE CULTIVO DE PIMENTÃO E SOBRE AS PRAGAS, PRINCIPALMENTE MOSCA BRANCA E MOFO BRANCO.

    Resposta do Portal Cursos CPT
    22-10-2014

    Olá, Maria Irene!

    Agradecemos sua visita e comentário em nosso site.

    Nossas consultoras entrarão em contato para mais informações sobre o Curso CPT Cultivo de Pimentão em Estufa.

    Atenciosamente,

    Ana Carolina dos Santos

    jose ney dos santos de jesus
    13-07-2014

    Preciso de ajuda meu pimentão esta sendo atacado por pinta preta o que eu uso.

    Resposta do Portal Cursos CPT
    14-07-2014

    Olá, José Ney!

    Agradecemos sua visita e comentário em nosso site.

    A pinta preta ou mancha de Alternaria, causada pelo fungo Alternaria solani, é uma das doenças mais destrutivas e frequentes na horticultura brasileira. Nas folhas, a doença se expressa por meio de lesões necróticas de coloração parda-escura, com ou sem anéis concêntricos, bordos bem definidos, podendo ser circulares, elípticas ou irregulares. As lesões ocorrem isoladas ou em grupos e podem apresentar pronunciado halo clorótico nas folhas mais velhas.

    A doença pode causar destruição total das folhas pelo coalescimento das lesões ou quando estas atingem as nervuras e impedem a circulação de seiva pelos tecidos. A diminuição da área foliar expõe os frutos a queimaduras pelo sol, tornando-os impróprios para a comercialização.

    Sintomas semelhantes, porém, com lesões mais alongadas e deprimidas, são observados nos caules e pecíolos. Manchas parda-escuras também podem ser observadas nos pedicelos e cálices das flores e frutos infectados. Os frutos afetados apresentam manchas escuras, deprimidas e com a presença típica de anéis concêntricos, que geralmente se localizam na região peduncular do fruto. Em condições de alta temperatura e umidade, as lesões apresentam um crescimento aveludado negro composto por frutificações do patógeno. Sementes infectadas por A. solani, quando semeadas podem resultar em plântulas com sintomas de podridão e anelamento do colo, tombamento em pré e pós-emergência e morte de plantas jovens.

    Formas de controle:

    - plantio de sementes sadias;

    - adubação equilibrada;

    - práticas culturais;

    - controle químico: O alto potencial destrutivo da pinta preta, aliado a cultivares e híbridos com baixos níveis de resistência, tornam necessária a utilização de fungicidas para o manejo da doença, sob condições favoráveis. Os fungicidas de contato à base de cobre (oxicloreto de cobre, hidróxido de cobre (Cu), óxido cuproso), ditiocarbamatos (mancozebe, metiram, propinebe), ftalonitrila (clorotalonil) e fluazinam, apresentam largo espectro de ação, baixa fungitoxicidade e conferem bons níveis de controle sob baixa pressão de doença.

    Para mais informações recomendamos que conheça o Curso CPT Cultivo de Pimentão em Estufa.

    Atenciosamente,

    Ana Carolina dos Santos

    celio
    21-11-2013

    Olá, meu pimentão está assando o bico, as vezes nem chega crescer só assa o bico,ou seja a parte de baixo do fruto assa bastante fica tipo mole, qual o tratamento, isso tem me dado muita dor de cabeça. Se puder me ajudar agradeço ,,abraço..

    Resposta do Portal Cursos CPT
    22-11-2013

    Olá, Célio!

    Agradecemos sua visita e comentário em nosso site.

    Sua planta pode estar com Talo Oco e Podridão Mole (Pectobacterium carotovorum pv. Carotovorum (Jones) Holland). E esta bactéria pode causar podridão dos frutos e talo oco em hastes do pimentão.

    Sintomas: nos frutos, essa bactéria causa depressões aquosas, iniciando-se primeiro no pendúculo e no cálice. Nas hastes, há encharcamento e apodrecimento da medula. O ataque nas hastes ocorre em culturas mal ventiladas, em período chuvoso e quente.

    Disseminação e condições favoráveis: Pectobacterium carotovorum pv carotovorum vive saprofitamente no solo e é disseminada pela água de irrigação, pelos insetos, pelo homem e pelos implementos agrícolas.

    Temperaturas entre 22 e 27ºC e umidade relativa do ar alta favorecem a doença. No entanto, a bactéria sobrevive em ampla faixa de temperatura, podenso ser encontrado infectivo de 5 a 37ºC. A penetração acontece através de ferimentos.

    Controle: o controle se limita a medidas preventivas, visando evitar ferimentos e manejando o ambiente para evitar o excesso de umidade e temperatura favorável à bactéria;

    - eliminar os restos culturais;

    - controlar insetos para evitar ferimentos nos frutos;

    - evitar adubação nitrogenada em excesso.

    Recomendamos que antes de qualquer tratamento procure um engenheiro agronômo para mais informações.

    Atenciosamente,

    Ana Carolina dos Santos

    leonardo
    03-09-2013

    Olá! Tudo bem? Meu pimentão esta com podridão como eu faço pra controlar e também as flores com frutos pequenos estão caindo

    Resposta do Portal Cursos CPT
    04-09-2013

    Olá, Leonardo!

    Agradecemos sua visita e comentário em nosso site.

    Existem dois tipos de podridão no pimentao, a podridão mole (que causa podridão dos frutos e talos em hastes de pimentão) e a podridão da raíz (que se manifesta desde a sementeira até a planta adulta).

    Para mais informações sobre como combater você poderia nos informar onde esta acontecendo a podridão?

    Atenciosamente,

    Ana Carolina dos Santos

    luanagraminha
    09-07-2013

    Nossa estufa está praguejada por essa doença oídio como faço pra combater essa praga e salvar oq sobrou da plantação???

    Resposta do Portal Cursos CPT
    10-07-2013

    Olá, Luana!

    Agradecemos sua visita e comentário em nosso site.

    O oídio ocorre com frequência em pimentões cultivados em ambiente protegido e com sintomatologia fácil de ser diagnostícada.

    Sintomas: essa doença se manifesta mais em folhas, com descolorações circulares amareladas; com o avanço da necrose, adquirem cor parda, tendendo a toma a folha em sua totalidade, esta amarelará por inteiro. Podemos também encontrar algumas pontuações necróticas. Muitas vezes, cobertas por um mofo branco típico desse fungo. A infestação ocorre primeiro nas folhas mais velhas e depois nas mais novas, podendo, com o progresso da doença, prejudicar o desenvolvimento da planta, pois a folha chega a níveis alarmantes.

    A disseminação ocorre através dos restos vegetais de cultivos anteriores. É uma doença típica de clima quente, tanto em condições de umidade alta ou baixa. Sua condição ótima para seu desenvolvimento se encontra na temperatura ao redor de 20 a 30º C, e com umidade relativa do ar baixo de 75%.

    Controle:

    - tratamento preventivo à base de fungicidas cúpricos;

    - manejo de microclima, não deixando que a umidade chegue à faixa de esporulação do fungo;

    - tratamento curativo com fungicidas específicos.

    Atenciosamente,

    Ana Carolina dos Santos


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