Cultivo de maracujá pode ser lucrativo para grandes e pequenos produtores, sendo importante fonte de renda no âmbito da agricultura familiar
Publicado em: 15/12/2010
O maracujá é comercialiizado como fruta fresca ou como produto das indústrias de processamento de suco e outros derivados.
A produção e o processamento de frutas constituem importantes atividades econômicas, permitindo obtenção de maior renda por área cultivada e gerando mais empregos do que outras atividades agropecuárias. Um hectare cultivado com frutas pode gerar de dois a seis empregos diretos, enquanto um hectare com grãos gera 0,5 emprego direto.
Nesse contexto, a produção de maracujá é uma atividade de grande importância, sendo comercializado como fruta fresca para mercados atacadistas e varejistas e, principalmente, para as indústrias de processamento de suco e outros derivados. O suco de maracujá é o terceiro mais produzido no Brasil, atrás do suco de laranja e o de caju. Nas décadas de 1980 e 1990 houve um rápido crescimento na produção da fruta, no Brasil, e também, nos mercados de suco e in natura. Hoje, segundo o IBGE, o Brasil é o maior produtor mundial de maracujá com cerca de 718.798 toneladas anuais do fruto.
O maracujazeiro pertence à família Passifloraceae, que compreende 17 gêneros e cerca de 600 espécies. Todas crescem nas regiões tropicais e subtropicais. O gênero Passiflora é o maior dessa família, com cerca de 450 espécies, sendo as mais importantes a Passiflora edulis flavicarpa (maracujá amarelo), a Passiflora edulis edulis (maracujá roxo) e a Passiflora alata (maracujá doce). A palavra Passiflora significa "flor da paixão", em alusão a suas belíssimas flores. No Brasil, os frutos das espécies comestíveis de Passiflora são chamados de maracujá, uma palavra da língua tupi, que significa "alimento que se toma sorvendo".
A boa produção da planta se dá quando as condições ambientais são adequadas para o seu desenvolvimento, florescimento e frutificação. Essas estão relacionadas à temperatura, chuvas, umidade relativa do ar, luminosidade e ocorrência de ventos fortes e geadas.
É uma cultura que tanto pode ser lucrativa para grandes quanto para pequenos produtores, sendo importante fonte de renda no âmbito da agricultura familiar. Assim, pode ter alta relevância na fixação das famílias no campo. No entanto, a decisão de implantar uma lavoura deve se basear numa pesquisa para verificar a existência de um mercado que absorva a produção, seja para venda de frutos frescos ou para a indústria de processamento.
A cultura pode ser lucrativa tanto para grandes quanto para pequenos produtores, sendo importante fonte de renda no âmbito da agricultura familiar.
Com o objetivo de apresentar a técnica de produção do maracujá, abordando o preparo das sementes, a formação das mudas, o preparo do solo, o plantio, os tratos culturais, as principais pragas e doenças, a colheita e a comercialização dos frutos, o CPT – Centro de Produções Técnicas elaborou o curso “Produção de Maracujá”, no qual você receberá informações do engenheiro agrônomo Waldir Vicente dos Santos, coordenador técnico de Horticultura da EMATER – Uberlândia – MG.
Após fazer o curso e ser aprovado na avaliação, o aluno recebe um certificado de conclusão emitido pela UOV – Universidade On-line de Viçosa, filiada mantenedora da ABED – Associação Brasileira de Educação a Distância.
Os principais canais para comercialização do maracujá são as indústrias de processamento localizadas em algumas regiões produtoras, como é o caso do Triângulo Mineiro, onde a comercialização de frutos ao natural, embora tenha crescido muito nos últimos anos, ainda não alcançou o volume comercializado pelas indústrias de suco. No mercado de frutas ao natural, são os CEASAs e os mercados municipais os principais canais de comercialização para o produtor rural. Os preços recebidos pelos produtores são normalmente superiores aos pagos pela indústria, mas exige-se cuidados adicionais dos produtores na colheita, preparo, seleção, classificação, embalagem e expedição em relação aos produtos enviados à indústria.
As vendas por atacado se dão, principalmente, via centrais de abastecimento, ou seja, os CEASAs dos grandes centros urbanos. Nesse caso, os agricultores levam o produto encaixotado e comercializam-no com os intermediários. Os frutos recebem preços compatíveis com sua classificação, ou seja, a separação do produto por cor, tamanho e qualidade. Essa visa uniformizar a linguagem do mercado, de forma que produtores, atacadistas, indústrias, varejistas e consumidores tenham os mesmos padrões para determinar a qualidade do produto.
Este conteúdo pode ser publicado livremente, no todo ou em parte, em qualquer mídia, eletrônica ou impressa, desde que o CPT – Centro de Produções Técnicas seja citado como fonte, remetendo para o site da instituição: www.cpt.com.br
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