Rosas: como obter mudas por enxertia

Em plantios comerciais a produção de mudas é feita por meio da enxertia. Para se ter um bom porta-enxerto, por sua vez, saber escolher a variedade é essencial

Rosas: como obter mudas por enxertias   Artigos Cursos CPT

Segundo Dr. José Geraldo Barbosa, professor do Curso a Distância CPT Como Produzir Rosas, em Livro+DVD e Curso Online, "Em plantios comerciais a produção de mudas é feita por meio da enxertia. Para se ter um bom porta-enxerto, é essencial a escolha de uma variedade que apresente características, como boa capacidade de enraizamento, resistência à seca e variação de temperatura, resistência a nematoides e doenças, boa adaptação dos tipos de solo, casca facilmente destacável para operações de enxertia e compatibilidade com as variedades a serem enxertadas".

1- Obtenção do Porta-enxerto (cavalo)


Obtenção do Porta-enxerto (cavalo) para a produção de rosas   Artigos Cursos CPT

Em julho ou agosto, em pleno período de repouso das plantas, em geral, colhem-se os ramos que deverão constituir as estacas. Deve-se utilizar estacas maduras com aproximadamente 25 cm de altura e diâmetro igual a espessura de um lápis e com cinco a oito gemas. Retire as gemas deixando apenas duas gemas superiores (estas serão a copa do porta-enxerto), deve-se ter cuidado ao retirar as gemas para evitar o aparecimento de doenças, portanto, usar plantas sadias, ferramentas esterilizadas e bem afiadas.

2- Enraizamento


Enraizamento das mudas de rosas   Artigos Cursos CPT

Abaixo, duas maneiras mais utilizadas para se obter um bom enraizamento das mudas de rosas:

1º terreno leve: o enraizamento poderá ser feito diretamente no viveiro, onde as plantas serão enxertadas.

2º terreno pesado: o enraizamento deve ser feito em canteiros apropriados, preparados com material tipo casca de arroz queimada, terriço ou areia.

Em ambos os casos, as estacas são colocados em fileiras, enterrando 2/3 do comprimento com espaçamento de 1 m a 0,60 m por 0,10 m a 0,20 m. O processo de enraizamento é de dois a três meses.

3- Transplante


Transplante das mudas de rosas   Artigos Cursos CPT

Assim que as estacas estiverem enraizadas, faça o transplante para os canteiros de produção onde serão enxertadas. Neste ponto, as covas são feitas com um pontalete de aproximadamente 10 cm de diâmetro. São feitas quatro fileiras de covas por canteiro, sendo que as duas fileiras da extremidade tem aproximadamente 25 cm de distância entre si e entre as covas. A época ideal para o plantio do cavalo é no final do inverno, pois, com aproximadamente 30 dias, poderá fazer a enxertia. Normalmente faz-se a enxertia próximo ao solo. Caso haja muitas ramificações, deve-se proceder uma poda para eliminar os excessos de brotos deixando um a dois ramos.

4- Como fazer a enxertia


Enxertia em T de rosas   Artigos Cursos CPT

A enxertia mais usada é a do tipo “T” invertido. Após executar o corte, colocar a borbulha com cuidado e amarrar com uma fita plástica. Após 25 dias, retire o amarrio deixando o enxerto exposto; se a borbulha estiver verde e formado um calo, faça a decapitação do porta-enxerto; logo em seguida, o corte da gema apical, mais ou menos 2 cm da ponta, pois isso ajudará no fortalecimento da soldadura. Enquanto as mudas vão sendo “formadas” (o crescimento é fiscalizado, evitando-se o excesso de ramificação, não esquecer os tratos culturais normais aos viveiros e controle sanitário).

5- Cuidados pós-enxertia


Cuidados pós-enxertia de rosas   Artigos Cursos CPT

Para que as roseiras enxertadas se desenvolvam convenientemente, no viveiro, deve-se tratá-las, dispensando-lhe os seguintes cuidados:

- Desbrotar os porta-enxertos, não deixando seus brotos crescerem além de 5 cm de comprimento;
- Ligar ou amarrar aos tutores os ramos cavaleiros, não permitindo que de cada gema enxertada ou inoculada se desenvolvam mais que três ou quatro rebentos. Escolher os mais vigorosos e bem situados, eliminando-se os demais. Normalmente, conserva e conduz um só rebento de cada gema cavaleiro, o qual, mais tarde, será podado  à altura conveniente para formar a cova.
- Suprir ou eliminar todos os botões floríferos que as roseiras recém-enxertadas produzirem logo  após a enxertia, evitando sérios prejuízos às mesmas.

6- Transplante para o local definitivo


Transplante para o local definitivo das mudas de rosas   Artigos Cursos CPT

Geralmente, de seis a dez meses após a enxertia, podem se transplantar para os lugares que deverão vegetar definitivamente, as mudas de roseiras enviveiradas. Todavia, a melhor ocasião para praticar esta transplantação é durante os meses do outono, preferencialmente o mês de abril, época esta em que os ramos que constituem os cavaleiros das plantas, já se acham perfeitamente outonados e preparados para hibernação (repouso).

7- Época de comercialização das mudas


Comercialização das mudas de rosas   Artigos Cursos CPT

Para o caso de comercialização das mudas, normalmente a melhor época é aquela em que as plantas apresentam a taxa de crescimento em menor intensidade evitando as épocas de brotação. Alguns cuidados são essenciais para obter sucesso na comercialização, são eles:

a) Antes de arrancar as mudas, deve-se podar as hastes de modo a ficar três a quatro gemas em cada muda.
b) As mudas devem ser arrancadas de raiz nua.
c) Os cortes de solo devem ser feitos com distância de aproximadamente 20 cm da planta, permitindo integridade das raízes próximas ao caule.
d) As mudas arrancadas não devem ficar expostas ao sol e ao vento. As  raízes devem ser envoltas no substrato umedecido.
e) Os feixes de mudas devem ser amarrados firmemente e o sistema bem protegido para evitar quebras, torções e outros.

Mudas bem embaladas resistem de 12 a 15 dias. Devem ser etiquetadas com nome do proprietário, variedade, registro entre outros.

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Por Silvana Teixeira.

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