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    Nutrição de peixes - qualidade dos ingredientes da ração

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    Nutrição de peixes - qualidade dos ingredientes da ração

    A qualidade do ingrediente da ração para peixes depende de sua composição em aminoácidos, da presença de fatores antinutricionais, de seu potencial energético, além de seus níveis de vitaminas e minerais. Como consequência, seu valor ou seu potencial de utilização como ingrediente em uma ração está na dependência das respostas que sua presença reflete no crescimento dos peixes e também no preço final da ração.

    Os peixes utilizam, de forma distinta, os diferentes ingredientes alimentares, resultando, consequentemente, em diferentes respostas de desempenho produtivo. Estudos demonstram a superioridade dos produtos de origem animal em promover o crescimento dos peixes. Assim, teoricamente, as rações de máxima eficiência produtiva necessitam da presença, em sua composição, desses ingredientes como fonte proteica fundamental. Por outro lado, o resultado dessa prática é o alto custo da ração e do produto final na granja.

    Mesmo se empregados em baixas porcentagens na mistura, os ingredientes de origem animal garantem e melhoram o valor nutritivo da ração para peixes, por seu balanço em aminoácidos, minerais e vitaminas do complexo B, além de suas características atrativas. Entretanto, alguns produtos de origem animal disponíveis no mercado podem apresentar elevados níveis de sal (NaCl) e matéria graxa que, somados ao elevado custo, disponibilidade, padrão de qualidade e frequentes adulterações, limitam seu emprego pela indústria.

    A farinha de carne, resultante da cocção sob pressão de resíduos de tecidos de animais, é encontrada no mercado como farinha de carne-50, com níveis de fósforo menores que 4,0% e a farinha de carne e ossos-36, com níveis de fósforo maiores que 4,0%. Sua contribuição, quando da formulação de uma ração, destaca-se por apresentar níveis altos de Ca e P (totalmente biodegradáveis) e equilíbrio em aminoácidos essenciais (AAE), principalmente nos sulfurados (metionina e cistina).

    A farinha de peixe, produto desidratado e moído, geralmente composta por vísceras, cabeça, pele, entre outros, de diferentes espécies e composições, apresenta-se em nosso mercado com variadas composições químicas e discutíveis resultados de digestibilidade. Quando de boa qualidade, apresenta níveis de matéria graxa não superior a 3% e proteicos de 50 a 60%, cuja qualidade depende do processo de secagem, principalmente considerando que a elevação de temperatura pode promover a degradação de nutrientes, especialmente a da proteína.  A adição de ácidos orgânicos ou inorgânicos até o nível de 0,5% reduz o pH, impedindo o desenvolvimento de microrganismos.

    A farinha de abatedouro avícola, produzida mediante autoclavagem, secagem e moagem de sangue, vísceras, pés, cabeças, penas, entre outros, apresenta-se abundante nas regiões sudeste e sul do país. Equivalente às farinhas de peixe e carne, com teor proteico de 60%, é deficiente em metionina, lisina e triptofano. Revela menor coeficiente de digestibilidade, substituindo a farinha de peixe em até 75%, principalmente por apresentar boa qualidade, disponibilidade e preço.

    Outro derivado da industrialização avícola é a farinha de penas, produzida mediante hidrólise sob pressão e vapor indiretos, que melhora sua digestibilidade em até 75%. Apresenta-se com teor proteico de 84%, mas, por ser rica em queratina, resulta em menor digestibilidade. Esse ingrediente contém ótimos níveis de cistina, porém é pobre em lisina, metionina e triptofano. Assim, pode substituir a farinha de peixe em até 30% e em consequência de sua baixa densidade, requer o emprego de aglutinantes para a confecção de rações peletizadas.

    Para as espécies de peixes tropicais, as farinhas elaboradas à base do resíduo, resultante da extração de óleo das sementes de oleaginosas como a soja, girassol, algodão, colza (canola), coco, entre outros, podem ser empregadas como fontes proteicas sucedâneas.

    Essas fontes proteicas de origem vegetal, inferiores às de origem animal, apresentam menor digestibilidade, são deficientes em metionina e lisina e, com alguns fatores antinutricionais. Entretanto, apresentam-se como a opção mais econômica para a confecção de rações. Esses ingredientes, disponíveis em quantidade e qualidade em nosso país, têm sido empregados em rações para peixes, substituindo a farinha de peixe ou outras fontes proteicas de origem animal, com resultados considerados excelentes.

    A presença de fatores antinutricionais e tóxicos, a deficiência em aminoácidos considerados limitantes, principalmente nas primeiras fases de vida dos peixes, além de sua digestibilidade, geralmente limitam o nível de inclusão na ração destas fontes proteicas sucedâneas às de origem animal.  As rações para salmonídeos podem apresentar níveis de inclusão entre 25 e 50% de produtos de origem vegetal.

    Esses limites não são consequência desses fatores isolados, como é o caso da presença do gossipol no farelo de algodão, ou do ácido erúcico, na farinha de canola, entre outros. Parte desses limites precisa ser revista pelos nutricionistas, pois a maioria dos fatores antinutricionais é termolábel, tendo, portanto, a digestibilidade melhorada substancialmente pelo processo de peletização.

    Deve-se considerar, ainda, que aminoácidos sintéticos e demais micronutrientes podem suplementar esses subprodutos. O farelo de soja, subproduto resultante da extração de óleo do grão de soja, é o mais estudado como fonte proteica vegetal para peixes. Apresenta razoável balanço de aminoácidos essenciais, podendo substituir, em até 50%, a farinha de peixe em rações para trutas e 94% para espécies onívoras e até 100%, em rações para tilápias, com a suplementação dos aminoácidos metionina e treonina. Por ser a mais abundante fonte de proteína vegetal para peixes, por seu alto teor de lisina, em relação aos demais, pelos bons níveis de vitaminas do complexo B e minerais (Ca e P), essa é, indiscutivelmente, a mais importante fonte proteica para as espécies tropicais.

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    Por Andréa Oliveira.

    Acesse os links abaixo e aprenda mais sobre Nutrição de Peixes:

    Alimentação e fatores ambientais

    Características dos alimentos

    Exigência energética

    Exigência proteica

    Exigência vitamínico-mineral

    Qualidade das rações

    Outras fontes proteicas

    Arraçoamento

    Formas de fornecimento de ração


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