A meta do governo é tornar o país um dos cinco maiores produtores até o ano de 2020
Publicado em: 01/06/2011A pesca de peixes é realizada há milênios. No início, tinha caráter predatório, mas com a crescente conscientização ambiental, foram estabelecidas leis de preservação que limitam esse tipo de atividade. Assim, pode-se dizer que a solução para atender à demanda é o cultivo em pisciculturas, no qual se pode produzir sem agredir o meio ambiente.
O Brasil tem, reconhecidamente, grande potencial para a esse sistema de criação. Atualmente, além de produzir pescado para atender uma grande parcela da demanda interna, também o exporta. A meta do governo é tornar o país um dos cinco maiores produtores até o ano de 2020.
Tipos de peixes
De acordo com fatores climáticos, demanda e preferência dos consumidores, algumas espécies são mais cultivadas em determinadas regiões do Brasil, fazendo com que exista regionalização da produção. Os tipos mais produzidos para a comercialização podem ser subdivididos em três categorias: tropicais, de clima frio ou temperado, e ornamentais.
Na primeira categoria, enquadram-se a tilápia, a carpa, o pacu, o tambaqui, o tambacu, o surubim, a matrinchã e o piau. O peixe de clima frio cultivado no Brasil é a truta. Considerado nobre, normalmente, é comercializado abatido. Já os ornamentais são produzidos exclusivamente para a aquariofilia.
Qualidade da água
Para se avaliar a água utilizada na piscicultura, deve-se considerar a qualidade e a quantidade da mesma, pois é indispensável que ela seja abundante, de boa qualidade e livre de contaminações. Para algumas espécies de peixes tropicais, ela influencia diretamente no sabor e na qualidade da carne. Por isso, é muito importante se certificar previamente de que sempre se manterá isenta de agentes contaminantes e nocivos.
Sempre que possível, deve-se utilizar água das nascentes da própria fazenda, pois, geralmente, além de atenderem aos requisitos quanto à qualidade, também atendem, satisfatoriamente, quanto à quantidade necessária para o abastecimento.
Alevinos
O manejo de alevinos nos viveiros de recria, basicamente, é constituído pelas etapas de recepção e soltura, alimentação, acompanhamento da qualidade da água e biometria. Esta última é indispensável, pois é por meio dela que se obtém o peso médio dos peixes, um dos fatores que determinam a quantidade de alimento a ser fornecida. Por isso, a medição deve ser feita uma vez por mês. Essa técnica também é um parâmetro utilizado para se determinar o momento dos peixes juvenis serem transferidos para os viveiros de engorda.
Nutrição dos peixes
Logo que soltos nos viveiros de recria, os alevinos devem ser alimentados com ração farelada balanceada. Nessa fase, a quantidade é definida de acordo com a temperatura da água e com a idade dos peixes, sendo que o número de vezes que a alimentação é fornecida durante o dia varia segundo a espécie cultivada.
Quando alcançam o peso adequado, os peixes devem ser transportados para os viveiros de engorda. Antes, entretanto, é importante que todos sejam classificados por tamanho. Imediatamente após a soltura nos viveiros de engorda, devem começar a receber ração extrusada juntamente com a farelada. Nessa fase, o processo de alimentação deve ser feito de tal forma que, a partir do quarto dia, a ração farelada tenha sido totalmente substituída pela extrusada, específica para cada espécie.
Abate e venda de peixes
No caso de serem abatidos, primeiro, os peixes precisam passar por um jejum de 24 horas no tanques de engorda e, posteriormente, serem capturados. Depois, devem ser transferidos para um tanque de depuração com elevada circulação de água, que pode ser uma caixa de alvenaria. Nele precisam permanecer por mais um dia inteiro sem receber ração. Posteriormente, são transferidos para outra caixa, contendo água e gelo. Na mesma, sofrerão um choque térmico, paralisando a circulação sanguínea, o que os levará à morte em pouco tempo.
Os peixes podem ser comercializados inteiros, em postas ou até mesmo filetados, diretamente em feiras, supermercados ou peixarias. Também pode-se fornecer a produção para indústrias de processamento, nas quais são preparados e distribuídos em maior escala, tanto no mercado interno como no externo.
Por: Clara Peron.
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