É a rainha quem determina a qualidade do enxame e domina toda sua população por meio de uma substância exalada, denominada feromônio, que mantém a unidade
Publicado em: 20/10/2010
Para manter o apiário sempre com grande capacidade produtiva, deve-se trocar a rainha em intervalos regulares.
A reprodução de uma rainha oferece ao apicultor uma oportunidade singularmente favorável para influenciar o futuro comportamento e desempenho produtivo da colônia de abelhas. Por essa razão, são desenvolvidos e praticados métodos destinados ao controle da sua produção, número de fecundação, épocas e características.
A fêmea reprodutora do grupo é originada de uma larva de abelhas operárias. Essa se desenvolve em uma célula de criação muito maior que um alvéolo de operária. Na célula real é fornecida uma dieta especial, à base de geleia real, que a tornará uma fêmea, diferenciando-a das outras abelhas.
Não existe um enxame sem rainha. É ela quem determina a qualidade da colmeia e domina toda sua população por meio de uma substância exalada, denominada feromônio, que mantém a unidade. Para manter o apiário sempre com grande capacidade produtiva, deve-se controlar, periodicamente, a idade da rainha, ou seja, trocá-la em intervalos regulares.
Segundo o Dr. Paulo Sérgio Cavalcanti Costa, professor da UESC - Universidade Estadual de Santa Cruz, “o ideal seria substituir todas as rainhas em intervalos regulares, com a aplicação da técnica de renovação periódica. Assim, todas as colônias se manterão jovens e com capacidade produtiva similar, desde que as rainhas sejam da mesma origem”.
Para que o apicultor possa operar um sistema de produção de rainhas são necessárias três estruturas simples e básicas.
A duração desse intervalo depende da raça da abelha e do clima da região em que está instalado o apiário. Para a maior parte das situações, é recomendado um ano de intervalo entre as trocas. De acordo com a professora da UESB - Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Drª. Etelvina Conceição Almeida da Silva, “para as abelhas africanizadas, principalmente em regiões quentes como o Nordeste brasileiro, pode ser preferível um intervalo menor, de nove, ou mesmo, seis meses”.
Para maior precisão da determinação do período ideal, cada apicultor pode observar e registrar a frequência com que ocorrem as substituições espontâneas no seu apiário e usá-la como guia. A forma mais simples de obrigar uma colmeia a produzir uma nova rainha é por meio da orfanação, ou seja, a retirada ou eliminação da rainha que esteja com mais de 12 meses de idade.
O momento de “introduzir” uma rainha em uma colônia de abelhas é muito mais do que simplesmente colocá-la dentro da colmeia.
Para que o apicultor possa operar um sistema de produção de rainhas são necessárias três estruturas simples e básicas. Primeiro, um apiário com colmeias de onde serão retiradas crias com até três dias, chamadas colmeias doadoras, e também colmeias de recria e de produção de geleia real. Segundo, é preciso um laboratório para se preparar as cúpulas, fazer a enxertia e depois manipular as rainhas produzidas. E, por último, um outro apiário, onde estarão os núcleos de fecundação.
O momento de “introduzir” uma rainha em uma colônia de abelhas é muito mais do que simplesmente colocá-la dentro da colmeia. Ela somente se integrará à colônia após terem sido estabelecidos laços bioquímicos. Para vencer a rejeição, a introdução tem que ser efetivada com o uso de alguma técnica que evite ou neutralize a agressividade das abelhas durante as primeiras horas de convivência. As mais comuns são as gaiolas Miler, que permitem o contato, porém bloqueiam a agressão, por interporem uma barreira (tela) entre elas.
No curso Produção de Rainhas e Multiplicação de Enxames, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas, você aprenderá com os professores Paulo Sérgio Cavalcanti e Etelvina da Silva, como e por que as rainhas são produzidas, os princípios da produção artificial e sua estrutura necessária, todo o manejo para geração e fecundação de rainhas, os processos da multiplicação de enxames e sua fabricação em grande escala.
Após fazer o curso e ser aprovado na avaliação, o aluno recebe um certificado de conclusão emitido pela UOV – Universidade On-Line de Viçosa, filiada mantenedora da ABED – Associação Brasileira de Educação a Distância.
No atual estágio de desenvolvimento da apicultura brasileira, é inevitável que essas atividades estratégicas, já tão conhecidas em outros países grandes produtores de mel, cheguem aos nossos apiários, propiciando condições para um novo salto da atividade.
Por: Ariádine Morgan
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