Verminoses têm grande destaque por causarem retardamento no desenvolvimento dos animais, levando a uma baixa produtividade e elevadas perdas econômicas
Publicado em: 22/10/2010A pecuária brasileira vive, atualmente, um período de otimismo, devido ao aumento da exportação de carne e às boas perspectivas do setor. Um número cada vez maior de pecuaristas brasileiros tem procurado adequar-se ao mercado, praticando um gerenciamento profissional, investindo em nutrição, melhoria genética e sanidade dos animais, o que tem refletido diretamente no aumento da produtividade do rebanho e incremento da produção de leite e carne.
Para atender a essa demanda, tem-se observado uma exploração mais intensiva, com aumento do número de animais por hectare. Como consequência, aumentam-se os problemas sanitários, dentre eles, as parasitoses, causadas por hemoparasitos, ectoparasitos e helmintos gastrintestinais e pulmonares. No Brasil, nos animais mantidos a pasto, é comum a ocorrência simultânea desses parasitos, o que torna difícil avaliar os efeitos deletérios de uma infecção única.
Dentre os diversos fatores para o sucesso na produção de gado de corte, um bom manejo nutricional e reprodutivo e a sanidade do rebanho são itens extremamente importantes para evitar o aparecimento de doenças que possam comprometer os índices de produtividade. As medidas de controle devem ser realizadas em função das endemias regionais, do estado sanitário do rebanho, do perfil de sistema de produção e da orientação do órgão de defesa estadual.
As verminoses constituem um dos mais sérios e graves problemas de ordem sanitária com que se deparam os nossos pecuaristas. Os endoparasitas são os responsáveis por elevados prejuízos, haja visto que, além de motivarem acentuada mortalidade, em especial entre animais jovens, os seus efeitos também se fazem presentes em exemplares em desenvolvimento.
A maioria dos animais, geralmente, apresenta uma infecção subclínica, não apresentando sintomas alarmantes, mostrando apenas uma pequena percentagem de mortes. Os vermes parasitários levam o rebanho à debilidade, causando o retardamento do desenvolvimento dos animais em crescimento e determinando o declínio da produção, o que leva a uma baixa produtividade do rebanho, retardo à idade de produção (abate, produção leiteira e reprodução) e, consequentemente, a elevadas perdas econômicas. Esse problema é agravado, à medida que pioram as condições das pastagens, principalmente, na época da seca ou quando se verifica o aumento da concentração de animais em certas áreas, facilitando a infecção.
O Brasil investe cerca de US$ 130 milhões, por ano, no controle das verminoses em seus rebanhos. No entanto, muitos pecuaristas fazem a vermifugação em épocas incorretas e em categorias de animais pouco afetadas, acarretando desperdício, quando poderiam, com uma estratégia correta, ter retorno financeiro 4,5 vezes maior do que o investido com o protocolo.
As épocas de aplicação do vermífugo devem ser realizadas abreviando o período seco e, para a região sudeste do Brasil, deve ocorrer nos meses de maio, julho e setembro. Além da adoção de medidas associadas à vermifugação, como separar os animais por faixa etária; é preciso deixar o pasto descansando; manter um elevado nível nutricional dos animais, principalmente na seca; e sempre que possível, após a vermifugação, mudar os animais para uma pastagem recém-descansada.
Pelo curso “Prevenção e Controle de Doenças em Bovinos - Verminose” dirigido pela zootecnista Ana Luiza Campos, você estará recebendo informações do professor Jackson Victor de Araújo, médico veterinário, Doutor em parasitologia, da Universidade Federal de Viçosa. No livro, as informações são complementadas pela Mestre em zootecnia Patrícia Tristão Mendonça.
Após fazer o curso e ser aprovado na avaliação, o aluno recebe um certificado de conclusão emitido pela UOV – Universidade On-Line de Viçosa, filiada mantenedora da ABED – Associação Brasileira de Educação a Distância.
É importante enfatizar que é praticamente impossível eliminar os parasitas por completo, mas é fundamental traçar um programa de controle. Apenas dessa forma, você conseguirá reduzir os níveis de parasitismo ao mínimo, compatíveis com a tolerância dos animais, para que não prejudique a produtividade. Quando o controle é feito de forma adequada, é possível obter ganho adicional de 40 quilos - 1,3 arroba a mais de carne - por animal no abate.
Este conteúdo pode ser publicado livremente, no todo ou em parte, em qualquer mídia, eletrônica ou impressa, desde que o CPT – Centro de Produções Técnicas seja citado como fonte, remetendo para o site da instituição: www.cpt.com.br
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