Essa atividade agroindustrial se tornou um grande negócio para o produtor, por exigir baixo investimento e trazer grande rentabilidade
Publicado em: 01/02/2011O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de frutas, com cerca de 43 milhões de toneladas/ano, ocupando uma área de mais de 2 milhões de hectares. Paralelamente a esse segmento, a produção de polpas de frutas naturais vem se notabilizando pelo forte crescimento do consumo.
Atualmente, esse tipo de agroindústria encontra-se espalhada em todos os estados do Brasil. É um segmento que, apesar de englobar grandes indústrias, está caracterizado pela presença de micro e pequenas empresas. O processamento de frutas propicia sua comercialização na forma de polpa congelada, a qual, além da praticidade para o consumidor, preserva as características químicas e organolépticas da fruta fresca praticamente inalteradas.
Essa atividade agroindustrial tornou-se um grande negócio para o produtor, por ser o segmento mais rentável e dinâmico do complexo rural, com um investimento relativamente pequeno e retorno rápido. É de fundamental importância para o processo de desenvolvimento econômico e social, pois desempenha o papel de alavancar vários outros segmentos da indústria de alimentos. Apresenta, ainda, outras vantagens, pois é uma maneira prática e simples de aproveitar e estocar o excesso de frutas produzidas na safra, quando normalmente baixam de preço, passando a ser comercializadas na entressafra, possibilitando o aproveitamento daqueles produtos que não atendem aos padrões de comercialização, em forma de fruta in natura, geralmente desperdiçadas na fazenda. Além disso, viabiliza o aumento de renda dos produtores rurais; fixa a mão-de-obra no campo; aumenta a renda média regional e melhorar a qualidade de vida daqueles que trabalham na terra.
É uma maneira cômoda para o consumidor, que passou a manter em seu congelador, durante todo ano, fruta fresca, em forma de polpa, não sofrendo as consequências provocadas pela sazonalidade na produção da maioria das frutas. Entre as principais matérias-primas para atender a agroindústria de polpa ou purê, figuram as frutas tropicais com maior relevância, como por exemplo, abacaxi, acerola, cacau, caju, coco, goiaba, graviola, mamão, manga, maracujá, pitanga, entre outras; e algumas de clima temperado, como ameixa, morango, pêssego, e outras, que resultam em produtos de grande aceitação para elaboração de suco, sorvetes, doces, entre outros, atendendo assim às necessidades das donas de casa e do setor alimentício.
A polpa de frutas, além da praticidade para o consumidor, preserva as características químicas e organolépticas da fruta fresca.
Para se obter uma polpa de boa qualidade, os cuidados deverão começar no pomar, isto é, nos tratos culturais, durante a colheita, e continuarem no transporte, armazenamento e processamento, no qual são estabelecidos os padrões mínimos de aceitação da matéria-prima. Para manter os padrões de qualidade, ninguém melhor que o próprio agricultor, que poderá colher e processar os frutos no mesmo dia, evitando demora no transporte e longos períodos de estocagem das frutas, aspectos, que afetam a qualidade da matéria-prima.
Além desses cuidados, a preservação da polpa depende de se evitar ou diminuir reações químicas e enzimáticas, impedindo a incorporação de ar e baixando a temperatura da polpa imediatamente após o despolpamento e/ou envasamento.
Com o objetivo de apresentar técnicas e equipamentos adequados para instalação de pequenas fábricas em propriedades rurais ou urbanas, o CPT - Centro de Produções Técnicas elaborou o curso “Como Montar uma Pequena Fábrica de Polpas de Frutas”, abordando assuntos como: vantagens econômicas da agroindústria; instalações; cuidados com o meio ambiente; equipamentos; higiene; processo de produção (colheita, transporte, recepção, lavagem, seleção, despolpamento, envasamento e congelamento); como produzir polpa de acerola, goiaba, manga, graviola, maracujá, cacau, abacaxi, caju, morango e coco; embalagem e registro da marca; e comercialização.
Nele você receberá informações do professor Raimundo Camelo Mororó, biólogo, especialista em tecnologia de alimentos, pesquisador da CEPLAC/CEPEC - Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira, chefe da seção de tecnologia e engenharia agrícola do CEPEC, professor da Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC.
Após fazer o curso e ser aprovado na avaliação, o aluno recebe um certificado de conclusão emitido pela UOV – Universidade On-line de Viçosa, filiada mantenedora da ABED – Associação Brasileira de Educação a Distância.
Nunca foi tão importante, para os produtores brasileiros, investir em ciência e tecnologia. Hoje, são necessárias técnicas modernas que reduzam custos, aumentem a produtividade, agreguem valores aos produtos agrícolas e promovam o desenvolvimento da agroindústria. Quem não se adaptar às exigências do mercado, certamente ficará para trás.
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