Análise do solo para o plantio da cana-de-açúcar

A análise do solo deve ser feita para indicar a quantidade de nutrientes minerais, essenciais ao desenvolvimento da cana, que se encontram disponíveis e em condições de serem absorvidos

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A análise do solo deve ser feita para indicar a quantidade de nutrientes minerais, essenciais ao desenvolvimento da cana, que se encontram disponíveis e em condições de serem absorvidos e segundo Dr. José Benício Paes Chaves, professor do Curso a Distância CPT Como Produzir Rapadura, Melado e Açúcar Mascavo, em Livro+DVD e Curso Online, "Quase sempre, os solos apresentam deficiências nutricionais e, por isso, conhecer a disponibilidade dos minerais nele existentes é muito importante para se fazer as correções necessárias".

Para se desenvolver, toda planta precisa de energia solar, gás carbônico, água e nutrientes minerais. O gás carbônico é retirado do ar atmosférico; a energia solar vem do sol; a água é fornecida ao solo pelas chuvas ou irrigações, e os nutrientes minerais, absorvidos pelo sistema radicular das plantas, são obtidos em parte dos solos e em parte das adubações. O gás carbônico e a radiação solar são utilizados na realização da fotossíntese. A planta utiliza os carboidratos, que é o produto da fotossíntese, e combina com os nutrientes e a água, absorvidos do solo, para desenvolver os seus órgãos, ou seja, as raízes, o caule, as folhas, as flores e os frutos.

As plantas absorvem os nutrientes minerais de acordo com suas necessidades e, por isso, eles são absorvidos em quantidades diferenciadas. Os que são exigidos em grandes quantidades são chamados de macronutrientes e aqueles que são exigidos em pequenas quantidades são os micronutrientes. Conheça os micro e os macronutrientes abaixo:

Classificação dos nutrientes indispensáveis ao desenvolvimento das plantas:


1- Micronutrientes
Boro (B), Cloro (Cl), Cobre (Cu), Manganês (Mn), Molobdênio (Mo), Ferro (Fe), Cobalto (Cb), Zinco (Zn)

2- Macronutrientes
2.1- Macronutrientes primários
Nitrogênio (N), Fósforo (P), Potássio (K)

2.2- Macronutrientes secundários
Cálcio (Ca), Magnézio (Mg), Enxofre (S)

Os macronutrientes são absorvidos em quantidades maiores que os micronutrientes. Mas isso não significa que os micronutrientes sejam menos importantes e que, por isso, possam ser desconsiderados. São como sal na comida. A falta desse ingrediente ou um pequeno excesso altera completamente o sabor. Assim, independente de serem considerados macronutrientes ou micronutrientes, todos são indispensáveis na formação das plantas e, quando algum deles não é fornecido na quantidade que a planta necessita, o seu desenvolvimento será afetado. E o grau de interferência dependerá da disponibilidade do nutriente no solo (quanto de um determinado nutriente o solo pode disponibilizar para as plantas) e também da sensibilidade da planta a um determinado nutriente.

Em geral, os solos não apresentam deficiência total, mas é comum que algum nutriente esteja disponível em quantidades insuficientes para as plantas. Assim, mesmo que os demais nutrientes estejam presentes nas quantidades adequadas, a produtividade será limitada pelo nutriente que estiver em menor quantidade. Esta limitação da produtividade, pelo nutriente, presente em menor quantidade, é conhecida como “lei do mínimo” e pode ser mais bem entendida pela visualização de um barril, cujas tábuas que o compõem, lateralmente, estejam quebradas em pontos diferentes. Fazendo uma analogia com a água, por maiores quantidades que se adicionem ao barril, o nível máximo de água, atingido dentro do barril, sempre será determinado pela altura da menor tábua. Portanto, não adianta fornecer grandes quantidades de um determinado nutriente, se um deles estiver deficiente. Será preciso, então, fazer adubações equilibradas, ou seja, “colocar tábuas inteiras nas laterais do barril para possibilitar a elevação do nível da água em seu interior”.

A maioria dos solos brasileiros apresentam deficiências de Cálcio e Magnésio e elevados teores de Alumínio e Manganês, que prejudicam o desenvolvimento da cana-de-açúcar. Assim, a análise do solo deverá ser realizada, para determinar essas eventuais deficiências nutricionais dos mesmos, o seu pH e sua fertilidade. A partir dos resultados dessa análise do solo será determinado o quanto de calcário e de fertilizantes deverá ser aplicado em cada hectare do terreno, para que a cultura se desenvolva satisfatoriamente. Assim, a primeira providência a ser tomada, antes do plantio do canavial, é determinar a quantidade desses elementos presentes no solo, e que permitirá conhecer quais são as reais necessidades de calagem e de adubações.

Análise do solo, para fins de diagnóstico de sua fertilidade, constitui-se em uma das práticas mais importantes do processo produtivo, principalmente quando se pensa na utilização intensiva e racional dos solos. É importante destacar que o “valor” de uma análise de solo depende da exatidão de cada uma das seguintes fases:

- Coleta de amostra;
- Extração e determinação dos nutrientes “disponíveis”;
- Interpretação dos resultados das análises; e
- Recomendação de adubos e corretivos.

Em cada uma dessas fases poderão ocorrer erros que afetarão o resultado da análise e, por conseguinte, a recomendação de adubos e corretivos, o que poderá ser para mais ou menos do que o necessário. Uma amostragem mal conduzida é geralmente o erro mais significativo, porque não pode ser corrigida nas fases subsequentes. Uma amostragem mal feita pode facilmente causar erros de 50% ou mais na avaliação da fertilidade de um solo. Através da amostragem do solo e posterior análise laboratorial para determinação dos conteúdos dos nutrientes e outros elementos minerais, é possível fazer uma recomendação racional e econômica de adubos e corretivos. A amostragem do solo é a fase mais crítica do programa de recomendações de adubação, pelos seguintes motivos:

- O solo é um corpo heterogêneo em propriedades químicas;
- A heterogeneidade química do solo é acentuada pelas práticas de adubação, calagem e de manejo cultural;
- Insuficiência de conhecimento dos princípios de amostragem de solos por parte da pessoa que realiza amostragem;
- Insuficiência de informações complementares para a interpretação de análise como: adubação, calagem, rendimento de cultivos anteriores, topografia entre outros.

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Por Silvana Teixeira.

 

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