Pinhão-manso vem se destacando como uma planta com grande potencial para essa finalidade, por causa do alto teor de óleo de suas sementes
Publicado em: 04/11/2010Nos dias de hoje, é evidente e urgente, por questões ambientais, o aumento da utilização de recursos renováveis, ou seja, que possam ser produzidos de acordo com as necessidades, como são os vegetais, como alternativa para a produção de combustíveis. Alguns países da Europa até consideram a introdução de biodiesel na matriz energética como assunto inadiável e irrevogável, independentemente da variação do preço de petróleo no futuro.
No Brasil, desde 1930, vários trabalhos têm sido feitos com o objetivo de incorporar fontes renováveis de combustíveis na matriz energética. Em 1970, foi criada a OPEP – Organização dos Países Exportadores de Petróleo, devido à crise de abastecimento de derivados de petróleo, quando já se viu urgente a introdução de combustíveis alternativos. Também a criação do PRÓ-ALCOOL em 1980, regulamentando o uso da cana-de-açúcar como matéria-prima para produção de etanol, combustível alternativo para motores à gasolina, foi um novo estímulo.
Em datas mais recentes, o governo brasileiro lançou o programa brasileiro de biocombustíveis, para viabilizar a utilização do biodiesel. Em 13 de janeiro de 2005, com o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel, pela lei no 11.097, regulamentou-se o uso de biodiesel na matriz energética brasileira, prevendo que, a partir de 2013, deverá ser misturado ao óleo diesel fóssil uma porcentagem de 5% de biodiesel.
No país, o programa de biocombustível cresce a passos largos, com a implantação de indústrias de produção em todas as regiões e o aumento do número de produtores rurais envolvidos no cultivo de matéria-prima. Nosso país tem a vantagem de possuir uma vasta área que pode ser usada para a agricultura, mais de 100 milhões de hectares. Dessa forma, pode se tornar grande produtor de oleaginosas, acompanhando a demanda crescente por biocombustível no mundo.
Várias espécies de plantas oleaginosas podem ser usadas para extração de óleo, que será transformado em combustível. Dentre elas, as mais importantes economicamente são a soja, a mamona e o dendê. Entretanto, o pinhão-manso vem se destacando como uma planta com grande potencial para essa finalidade, por causa do alto teor de óleo de suas sementes, cerca de 33% na extração mecânica e 38% na química. Além disso, tem excelentes características físico-químicas: é planta rústica, que se adapta a várias condições de clima e solo, resistente à seca e pouco atacada por pragas e doenças. Também, tem a vantagem de ser uma planta perene, que produz por mais de 40 anos. Dessa forma, não precisa ser plantada todos os anos.
O pinhão-manso é encontrado em todas as regiões do Brasil, adaptando-se às mais diversas condições edafoclimáticas. Mas, somente nos últimos anos, a espécie começou a ser cultivada comercialmente no país. Empresas de pesquisa agropecuária, universidades e empresas agrícolas de diversos estados brasileiros estão desenvolvendo trabalhos de pesquisa sobre o cultivo do pinhão-manso. Dessas pesquisas já resultaram alguns dados que indicam parâmetros técnicos para seu cultivo.
Com o objetivo de disseminar os conhecimentos sobre a utilização do pinhão-manso para produção de combustível, o CPT – Centro de Produções Técnicas elaborou o curso “Cultivo de Pinhão-manso para Produção de Biodiesel” no qual você receberá informações do professor Nagashi Tominaga, especialista no cultivo de pinhão-manso, e dos engenheiros agrônomos Jorge Kakida e Eduardo Kenji Yasuda.
Após fazer o curso e ser aprovado na avaliação, o aluno recebe um certificado de conclusão emitido pela UOV – Universidade On-line de Viçosa, filiada mantenedora da ABED – Associação Brasileira de Educação a Distância.
Devido às suas características agronômicas e ao baixo custo do cultivo, o pinhão-manso é a grande aposta do agronegócio para a produção de biodiesel e também uma fonte de renda complementar para o agricultor.
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