A mamoneira adapta-se a diversas condições climáticas, podendo ser cultivada em todos os estados brasileiros
Publicado em: 15/12/2010A mamoneira, Ricinus comunis L., é uma oleaginosa, e de suas sementes, tipo baga, se extrai um óleo de excelentes propriedades, que tem muitas utilidades como insumo industrial. O resíduo da extração do óleo de mamona é uma torta, que se torna excelente adubo orgânico para a produção agrícola, podendo, também, ser usada na alimentação de bovinos, desde que devidamente desintoxicada.
O Brasil ocupa o lugar de terceiro maior produtor de mamona do mundo. Os Estados de maior produção são Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Ceará, Piauí e Paraná. Tudo se aproveita da mamoneira, a folha é fonte de clorofila, utilizada na indústria alimentícia, cosmética e de produtos de higiene. Do caule, retiram-se fibras para a indústria têxtil e para a fabricação de celulose. Da semente, é extraído um óleo de excelente qualidade, com múltiplas utilidades. O subproduto da extração de óleo é a torta de mamona, que constitui um ótimo adubo orgânico, de qualidades superiores à do esterco bovino.
O óleo de mamona pode ser utilizado para sintetizar uma grande quantidade de produtos, que têm emprego na área de cosméticos, lubrificantes, polímeros, tintas e vernizes. Pode ser um substituto do petróleo na síntese de diversos produtos. Os lubrificantes e fluidos usados em aeronaves são todos produzidos a partir do mesmo. Além disso, o biodiesel, ou diesel vegetal, pode ser obtido a partir do óleo de mamona, que pode reduzir o uso ou mesmo substituir o diesel de petróleo, como combustível. Cada 100kg de mamona em bagas obtém, em geral, 45kg de óleo e 50kg de farelo e torta. Do óleo, 36kg são do tipo 1, de melhor qualidade, obtido por prensagem, que geralmente é hidráulica; e 9kg são do tipo 3, de qualidade inferior, obtidos por extração com solvente químico.
O óleo de mamona pode ser utilizado para sintetizar muitos produtos, com emprego na área de cosméticos, lubrificantes, polímeros, tintas e vernizes.
A mamoneira adapta-se a diversas condições climáticas, podendo ser cultivada em todas as regiões brasileiras. Por ser pouco exigente em água e bem resistente às altas temperaturas, a cultura da mamona tem-se mostrado excelente alternativa para as regiões do semi-árido. No Brasil, é tradicionalmente cultivada por pequenos produtores, que utilizam mão-de-obra familiar. Por isso, tem um importante papel na fixação do homem no campo e na complementação da renda dos pequenos produtores. Por outro lado, uma tecnologia mais avançada permite o cultivo com todas as operações mecanizadas, permitindo a condução de lavouras extensas.
Com o objetivo de apresentar a tecnologia de produção da mamona, o CPT – Centro de Produções Técnicas em parceria com a Emater-MG, que, através da atuação de seus técnicos, tem um grande cabedal de conhecimentos sobre a cultura da mamona, elaborou o curso “Cultivo e Processamento de Mamona”, no qual você receberá informações do engenheiro agrônomo Reinaldo Nunes de Oliveira, técnico da EMATER, MG. Contamos, também, com a colaboração do engenheiro agrônomo Dr. Nívio Poubel Gonçalves, pesquisador da EPAMIG – Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais.
Após fazer o curso e ser aprovado na avaliação, o aluno recebe um certificado de conclusão emitido pela UOV – Universidade On-line de Viçosa, filiada mantenedora da ABED – Associação Brasileira de Educação a Distância.
A discussão sobre a inserção do biodiesel na matriz energética nacional tem se intensificado no Brasil, assim como sua produção a partir da mamona, que hoje, é colocada pelo governo como uma planta de excelente potencial, que tem seu plantio incentivado, principalmente nas regiões carentes do Brasil. O governo brasileiro tornou-se um dos maiores divulgadores e promotores dessa cultura, ao sinalizar que essa deve ser a principal oleaginosa, no ainda tímido, processo de substituição do diesel brasileiro.
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