O mercado de controle de pragas cresce em ritmo acelerado
Publicado em: 28/12/2000
O mercado de controle de pragas cresce em ritmo acelerado porque o meio urbano está crescendo desordenadamente.
A luta entre as pragas e o homem é antiga e sem fim. Os insetos representam mais de 70% do total de espécies biológicas existentes no mundo. Mosquitos, pulgas, carrapatos, piolhos, cupins ou pombas não são pragas no seu habitat natural, mas podem vir a ser quando estão fora do dele e com condições propícias para o seu desenvolvimento, quando, por algum motivo, sua população aumenta de forma descontrolada. O conceito de praga urbana é um conceito estritamente antropocêntrico.
Conta-se que, certa vez, a China foi assolada por um surto de gafanhotos que estava destruindo o país. Mao Tsé-tung ordenou então que cada chinês matasse pelo menos um gafanhoto por dia. Imagine um bilhão de gafanhotos exterminados todos os dias. O mais eficaz “gafanhoticida”, certo? Errado, o número de insetos, e de todos os outros tipos de pragas, supera em muito o número de homens; além disso, elas se reproduzem muito mais rapidamente do que nós, não haveria tempo e nem “pés” suficientes para exterminá-las.
Portanto, para alcançar sucesso nesta luta não basta sair por aí tentando matar o maior número possível de ratos e insetos, e sim controlá-los de maneira que possamos coexistir sem que estas pragas nos causem prejuízos econômicos e, tão pouco, danos a nossa saúde e ao meio ambiente. Daí a denominação “controle de pragas”, e não extermínio ou eliminação de pragas.
Para conquistar a credibilidade do cliente, (e só com credibilidade se sobrevive no mercado), é necessário muita criatividade, pois consumidores querem soluções práticas, econômicas e eficientes. Até as armadilhas mais modernas podem se tornar obsoletas. A adaptação das espécies é o que garante a sobrevivência, e os animais que se tornam pragas têm maior capacidade para se adaptar às condições que o meio ambiente oferece. Então, enquanto você dorme, as baratas tentam de alguma forma transpor a barreira que você impôs a elas.
Hoje, já temos até campo eletromagnético para controle de pombos, será que isso é possível? Será que é viável? Não sei. Pesquise, estude, consiga a informação tecnológica necessária para garantir a qualidade de seu trabalho. Há empresas que ainda aplicam chumbinho para controle de ratos. Sabemos que não é uma indústria de alimentos que essa empresa vai ter entre seus clientes.
No Brasil, o controle de pragas realizado pela iniciativa privada iniciou sua atividade na década de 40 quando surgiram as primeiras dedetizadoras do país. Antes, só o governo praticava essa atividade, nas campanhas de saúde pública. Atualmente, estima-se que mais de 6.000 empresas atuam nesse seguimento no Brasil, movimentando mais de 800 milhões de reais.
O mercado de controle de pragas cresce em ritmo acelerado, porque o meio urbano está crescendo desordenadamente. Esse fato gera mais acúmulo de lixo, esgoto sem tratamento, falta de infra-estrutura adequada, falta de planejamento para construção de novas casas, condomínios, empresas etc, ocasionando o aumento das pragas que dividem com os seres humanos o mesmo local para habitar e se alimentar.
Por isso, o CPT - Centro de Produções Técnicas, decidiu pela produção de um curso, sob minha coordenação técnica, intitulado Como Montar e Operar uma Empresa de Controle de Pragas Domésticas, com o objetivo de auxiliar aqueles que possuem interesse de atuar nessa área, apresentando a infra-estrutura, os equipamentos e o dia-a-dia de uma empresa de controle de pragas e, principalmente, mostrando as técnicas para controle de ratos, baratas, formigas e cupins.
Antonio Carlos Antunes
Pós Graduado em Marketing
Consultor do Disque Tecnologia da
Universidade de São Paulo – CECAE – USP
Diretor da Dant System Ltda.
Controle de Pragas Urbanas
Colaboração:
Dr. Daniel Bertuzzi Vilela, Médico Veterinário - Sanitarista e Pós Graduado em Saúde Pública - Universidade de São Paulo - USP. Diretor da Sanity Acessória Sanitária Consultoria e Treinamento.
Este conteúdo pode ser publicado livremente, no todo ou em parte, em qualquer mídia, eletrônica ou impressa, desde que o CPT – Centro de Produções Técnicas seja citado como fonte, remetendo para o site da instituição: www.cpt.com.br
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